Queijos de Portugal | Gastronomia Regional

Mais queijos de Portugal

Queijos de Portugal | Gastronomia RegionalQueijinhos de Évora – Alentejo

São produzidos numa extensa região do Alto Alentejo a partir de leite de ovelha ou de cabra, ou da mistura de ambos. A pasta é bastante densa e, quando completamente curados, os queijos ficam muito duros.

São, regra geral, apresentados sob a forma de pequenos discos, com 5 a 8 centímetros de diâmetro.

O aroma não é muito intenso, mas o sabor é marcante sem deixar de ser aveludado. São indispensáveis quer no bornal de quem trabalha no campo, quer nas entradas dos melhores restaurantes da região, que raramente deixam de os apresentar.

No processo de fabrico artesanal, a coagem do leite faz-se em panos de lã, a coalhada com a ajuda da flor de cardo, e a prensagem é feita manualmente. A cura faz-se em arrecadações frescas e pouco iluminadas, e há quem os conserve mergulhados em azeite para consumo mais tardio.

É um dos ingredientes indispensáveis da sopa de beldroegas, um dos pratos mais típicos do Alentejo. Em Évora, podem adquirir-se bons queijos nos vendedores que acorrem pela manhã ao largo da Sé para venderem a sua produção artesanal.

Queijos de Portugal | Gastronomia RegionalQueijo de Nisa – Alentejo

No Alentejo chamam-se roupeiros aos homens que trabalham nas rouparias, nome dado às queijarias pela grande quantidade de roupa que aí se utiliza, se lava e se põe a secar nas imediações, em permanente estendal: são os coadouros para filtrar o leite, as tiras brancas de pano-cru para cintar, as fraldas onde, dependurado, escorre o requeijão…

Estão demarcadas três regiões, obedecendo os queijos, certificados por organismos privados, às características definidas por decreto regulamentar: Évora (ovelha e cabra), Nisa (ovelha e cabra) e Serpa (ovelha).

A variedade de Nisa é um queijo curado de pasta semi-dura, branco amarelado com alguns pequenos olhos. A crosta começa por ser maleável, mas vai endurecendo com o tempo da cura. O aroma é pronunciado e o sabor ligeiramente acidulado.

Alguns dos bons queijos alentejanos estão disponíveis mo pequeno comércio da região; para encontrar outros, de grande qualidade e oferta inferior à procura, quem quer jogar pelo seguro o que tem a fazer é, na época certa, visitar a rouparia. O melhor método continua a ser fazer a prova no café da aldeia e correr à casa do produtor.

Queijos de Portugal | Gastronomia RegionalQueijo de Serpa – Alentejo

Oriundo da região alentejana que lhe dá o nome, é produzido com leite de ovelha e possui um aroma e sabor característicos, que fazem dele um dos melhores queijos do país e, para muitos, mesmo do mundo.

A textura do Serpa é muito semelhante à do queijo da Serra, o que não admira, já que o processo de fabrico artesanal não é muito diferente. Segundo os entendidos, a singularidade deste manjar deriva da qualidade dos pastos em que a região é rica, e onde pastam as ovelhas cujo leite se utiliza no seu fabrico.

Para outros, porém, o segredo está nos temperos aplicados, uma arte em que os alentejanos são mestres, em especial no recurso que permanentemente fazem das ervas aromáticas.

Tratando-se de um queijo amanteigado, deve ser conservado em ambiente fresco e húmido.

No Verão, deve ser guardado na prateleira dos legumes no frigorífico. No Inverno, pode ficar num armário arejado, envolto num pano húmido.

Queijos de Portugal | Gastronomia RegionalQueijo de Ilha – S. Jorge – Açores

A Ilha é de S. Jorge, nos Açores, onde este queijo é produzido a partir do leite de vaca.

É um queijo curado de consistência dura, com olhos pequenos e irregulares distribuídos pela massa amarelada de textura quebradiça.

É obtido por dessoramento e prensagem após coagulação do leite de vaca, inteiro e cru, produzido pelos numerosos rebanhos da ilha.

O processo de cura pode demorar entre um e três meses, conferindo ao queijo uma estrutura bastante firme e «olhada» que faz lembrar o conhecido queijo cheddar das ilhas britânicas.

É apresentado em cilindros de grande formato, que podem pesar entre cinco e sete quilos. Daí que seja geralmente vendido no retalho em pedaços do tamanho pretendido pelo cliente.

A casca, lisa e amarelo escura, pode ou não ser revestida a parafina.

O aroma não é muito intenso, mas o sabor é forte e ligeiramente picante.

Fonte: Guia Expresso O Melhor de Portugal, nº6 + Continente Magazine (adaptado) | Imagem de destaque