Fernando de Castro Pires de Lima | Etnógrafo

 

Fernando de Castro Pires de Lima (Porto, 10 de Junho de 1908 – Porto, 3 de Janeiro de 1973) – Médico, Escritor e Etnógrafo português.

Filho do Dr. Joaquim Pires de Lima e de Maria Henriqueta da Silva e Castro, era descendente de lavradores minhotos setecentistas, naturais de Carreço, concelho de Viana do Castelo [Minho] . Casou com Maria Adélia Barbot Ferreira (1915-2001).

Diplomou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Foi assistente do Hospital Geral de Santo António e director da respetiva Enfermaria, professor de Higiene no Conservatório de Música no Porto e diretor da Biblioteca Popular e do Arquivo de Medicina Popular.

Na área da Etnografia, foi presidente do Instituto de Etnografia e director do Museu e Etnografia e História do Porto (actual Museu de Etnografia).

[themoneytizer id=”19156-3″]

 

Fernando Pires de Lima escreveu um vasto número de obras,

– “A Metafísica perante a inquietação científica” (1937),
– “Salazar no vértice de oito séculos de história“,
– “O Simbolismo Cristão na Cantiga Popular” (1941),
– “Ensaios” (1943),
– “Nossa Senhora de Portugal” (1947), em co-autoria com o pai (1947);
– “A Nau Catrineta” (1954)

algumas delas de evidente registo etnográfico:
– “Cantares do Minho“, em 2 volumes (1937-1942),
– “Tradições Populares de Entre-Douro-e-Minho” (1938, escrito em conjunto com seu pai),
– “O Vinho Verde na Cantiga Popular“, em colaboração com a irmã, Maria Clementina (1939),
– “Romanceiro Minhoto” (1943)
– “São João na alma do Povo” (1944),
– “O amor na quadra popular” (1945).
– “Cancioneiro” (1962)
– “Ensaios Etnográficos” (1968, escrito em dois volumes).

Ao longo da sua vida, colaborou em publicações científicas e publicações periódicas como a “Revista de Guimarães“, fundada em 1883 pela Sociedade Martins Sarmento, a “Revista Lusitana”, instituída por José Leite de Vasconcelos, onde escreveu acerca de temas etnográficos, e a “Revista de Tradiciones Y Dialectologia“, de Madrid, na qual editou o estudo “Afinidades Galaico-Portuguesas no Cancioneiro Popular“, premiado pela Real Academia Gallega.

Pires de Lima foi igualmente um reputado conferencista e membro de associações científicas e culturais, nacionais e estrangeiras: Associação dos Arqueólogos do Instituto de Coimbra, Sociedade de Antropologia e Etnologia do Porto, Instituto de História e Etnografia de Lisboa, Instituto de Antropologia de Paris, Sociedade de Folklore do Brasil, Federação das Academias de Letras do Brasil, Associação de Escritores Médicos de Madrid, Real Academia Gallega, Seminário de Estúdios Gallegos, Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, Academia das Ciências, etc.

Fonte: Enciclopédia Universal Multimédia da Texto Editora (1997) | Universidade Digital / Gestão de Informação

[themoneytizer id=”19156-16″]