Vinho da Madeira | Vinhos de Portugal

Vinho da Madeira (Vinho Fino)

A fama mundial do Madeira ultrapassa a ilha.

Após o descobrimento, cabia aproveitar a terra nova. Se os exploradores, medrosos dos bichos, incendiaram a ilha, que ardeu anos a fio, coube ao infante D. Henrique ordenar o plantio das primeiras cepas, em 1455. Indirectamente, dava-se início ao que viria a ser importante ciclo económico madeirense, a par dos do açúcar e do turismo, a seu tempo.

Ponto inevitável de passagem atlântica em todas as rotas e épocas navais, o Funchal passou a ser demandado por frotas que desejavam abastecer-se. Faziam bicha de espera, e ficou na história o comboio de 96 navios que embarcou mais de 3000 pipas com destino às Índias Ocidentais.

Um dos elementos característicos do Madeira foi exactamente «descoberto» por causa das longas rotas e passagens a Sul: um carregamento que não chegou a ser entregue andou passeando pelos trópicos.

No regresso reparou-se que aqueles ares e o balanço do barco tinham emprestado à bebida uma qualidade peculiar. Passou a ser usual os comerciantes mandarem os seus vinhos «darem uma volta» para garantirem maior graduação e doçura.

Presente em grandes momentos históricos e em páginas imorredoiras da literatura internacional, o Madeira também marcava presença nas garrafeiras reais.

É na encosta do Estreito de Câmara de Lobos que mais se produz, mas outras regiões das duas costas dão também o seu contributo.

Das dezenas de castas que se podem referenciar, hoje as mais importantes são

– o Sercial (seco, fresco e aromático);

– o Verdelho (meios seco, consistente e equilibrado no paladar);

– o Bual (meio doce, de sabor requintado e aroma penetrante);

– e o Malvasia (doce, cor escura, maduro). (…)

In GUIA Expresso O Melhor de Portugal – nº6 | Imagem de Anita Menger