Vergílio Correia, um transmontano multifacetado

Vergílio Correia

Vergílio Correia Pinto da Fonseca nasceu no Peso da Régua, a 19 de Outubro de 1888, e faleceu em Coimbra, a 3 de Junho de 1944.

Foi professor universitário, historiador de arte, arqueólogo e jornalista português.

Vergílio Correia nasceu no Peso da Régua

Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, em 1911, que iria ainda conferir-lhe o grau de doutor em Letras, em 1935.

Nela regeu as cadeiras de Estética e História de Arte (desde 1921) e de Arqueologia (a partir de 1923).

Foi conservador do Museu Etnológico Português (1912) e do Museu Nacional de Arte Antiga (1915).

Em 1929, assumiu a direcção do Museu Machado de Castro, em acumulação com a sua actividade de professor.

Fundou as revistas Arte e Arqueologia (1930) e Terra Portuguesa (1916) e dirigiu o Diário de Coimbra (1938-1944).

Publicou valiosos estudos sobre a história da arte portuguesa, arqueologia e etnografia. Estreou-se com os volumes:

A Igreja de Lourosa da Serra da Estrela, 1912,

– e Etnografia Artística, 1916.

Outras obras dignas de realce:

– Vasco Fernandes: mestre do retábulo da Sé de Lamego, 1924,

– Pintores Portugueses dos Séculos XV e XVI, 1928,

– A Arquitectura em Portugal no Século XVI, 1929,

– Etnografia Artística Portuguesa, 1937

– A Escultura em Portugal, 1949

–  Os séculos XII, XII e XIV, 1949

– A Arte em Coimbra e Arredores, 1949,

– Azulejos, 1956,

– e Obras, 1946-1978, em cinco volumes.

A morte prematura, em 1944, interrompeu uma carreira brilhante, indissociável do Inventário Artístico Nacional e da investigação de Conímbriga e do criptopórtico de Aeminium.

A 3 de Abril de 1920 foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. Foi-lhe também atribuído o grau de Oficial de Ordem da Coroa de Itália.

Foi casado com Alice Adelaide Figueiredo Correia da Fonseca.

Fonte: O Grande Livro dos Portugueses do Círculo de Leitores (1990) e outros | Imagem de destaque