GEA: A Várias Vozes – Do Passado Fazer Futuro

O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA), fundado em 1966, continua a demonstrar uma notável vontade de salvaguardar o património cultural de expressão artística que tanto identifica a comunidade vianense.

Ao longo de mais de meio século de existência, o GEA tem vindo a fazer um trabalho de divulgação desse mesmo património cultural.

E não só através dos muitos espetáculos em Portugal e no estrangeiro, como também junto de músicos, bailarinos, escritores, museólogos, artesãos, fotógrafos, designers, historiadores, artistas gráficos, cineastas e atores profissionais.

Tudo, no sentido de potenciar o cruzamento entre as várias áreas no âmbito da preservação da cultura popular.

Grupo Etnográfico de Areosa, A Várias Vozes

De alguns destes cruzamentos, resulta o seu último projeto de preservação e divulgação: “Grupo Etnográfico de Areosa, A Várias Vozes”.

Neste novo CD, o GEA volta a valorizar o património cultural local que nos torna únicos aos olhos do mundo globalizado.

O projeto integra cerca de 50 músicos, tais como: o maestro Vítor Lima, Rafaela Alves e Diana Leitão dos Contraponto, a soprano Tânia Esteves e a fadista Elsa Gomes.

Mas, também, uma nova geração de músicos profissionais que engrandecem a cultura popular e as tradições portuguesas recuperando-as e trazendo-as para a atualidade.

Entre eles: Celina da Piedade, Daniel Pereira Cristo, Augusto Canário, Pi d’Areosa dos Sons do Minho e Ana Santos.

Para além destes, o CD inclui atuais e antigos componentes do  Grupo Etnográfico de Areosa, assim como alguns dos seus amigos de sempre: Júlio Viana, da Orquestra Sopro de Cordas; João Gigante, do projeto PHOLE; Dario Rocha; a Tuna de Veteranos de Viana do Castelo e Fabíola Carneiro.

CD com repertório do GEA

Neste CD são apresentados 21 temas interpretados pelo GEA desde a sua fundação, mas também “Rosa Tirana”. Esta é uma canção original composta pelo maestro José Pedro, com letra de José Fernandes.

Este projeto integra, ainda, o trabalho dos artistas plásticos João Gigante e Hugo Soares e das designers Helena Soares e Sara Costa, que “vestem” o CD com as suas criações. A produção áudio é de Pedro Alves.

Os instrumentos utilizados são: bandolim, braguesa, cavaquinho, contrabaixo, guitarra, guitarra baixo, violino, violoncelo, flauta transversal, gaita-de-foles, acordeão, concertina, assim como vários instrumentos de percussão.

A sua apresentação ao vivo, com todos os participantes, terá lugar no Centro Cultural de Viana do Castelo, a 13 de março de 2020, às 22h00.

A Direção do Grupo Etnográfico de Areosa

 

O “Auto de Floripes” no Teatro Popular Português

Auto de Floripes

Um pouco por todo o país e ainda além-fronteiras, persistem nas tradições populares representações teatrais cujas origens remontam à Idade Média e versam a história lendária do imperador Carlos Magno e a temática das guerras entre cristãos e sarracenos, estes geralmente identificados como turcos em virtude da sua dominação se ter estendido a zona oriental do mar Mediterrâneo.

É célebre a representação do “Auto de Floripes” que ocorre no mês de Agosto, em Mujães, no concelho de Viana do Castelo. A acção decorre entre o adro da igreja paroquial de onde sai o cortejo até à Capela da Senhora das Neves, na confluência com as freguesias de Barroselas e Vila de Punhe.

Ainda, no concelho de Viana do Castelo, na localidade de Portela Suzã esta representação toma a designação de “Auto de Santo António”.

Em S. João da Ribeira, no concelho de Ponte de Lima, a peça toma a designação de “Auto da Turquia”. Tem lugar de Crasto, por ocasião da Festa do Senhor da Cruz da Pedra que se realiza no segundo domingo de Agosto.

Aqui defrontam-se dois exércitos, ostentando as bandeiras onde se inscrevem as respectivas insígnias – a cruz da Cristandade e a Lua Minguante com a Estrela que identifica os muçulmanos – e integrando doze personagens cada, incluindo o rei, o porta-bandeira, o capitão e um espião.

Os cristãos vencem sempre

Os cristãos saem sempre vitoriosos e o auto termina com a rendição inevitável dos turcos e a sua conversão ao Cristianismo.

Com ligeiras alterações e diferentes designações, encontramos ainda a representação do “Auto da Floripes” em Palme, no concelho de Barcelos e “Baile dos Turcos”, em Penafiel.

Em Argozelo, no concelho de Vimioso, é designado por “Auto da Floripes”ou ainda “Comédia dos doze pares de França”. Já em Parada, no concelho de Bragança, chamam-lhe “Auto dos Sete Infantes de Lara”. Em Sobrado, no concelho de Valongo, designa-se por “Dança dos Bugios e Mourisqueiros” enquanto em Vale Formoso, na Covilhã, toma o nome “Descoberta da Moura”.

Também é representada no concelho de A Canhiza, na Galiza, com o nome “Auto do Mouro e do Cristão”.

Em Pechão, no concelho de Olhão, o auto “Combate de Mouros e Portugueses” serviu de argumento a uma longa-metragem. Nesta, o realizador Miguel Mendes, num misto de ficção e documentário, procura retratar o sofrimento da comunidade piscatória daquela vila algarvia.

Auto de Floripes foi levado pelos navegadores portugueses

À semelhança do que sucede com outros elementos da nossa cultura, também o “Auto das Floripes” foi pelos portugueses levado para paragens distantes. Aqui sofreu naturalmente algumas mutações e é actualmente representado com o consequente carácter híbrido resultante do encontro de culturas.

É o que sucede em São Tomé e Príncipe, com a representação de “A Tragédia do Marquês de Mântua e do Príncipe D. Carlos Magno”, também designado por “São Lourenço” por ocorrer no dia dedicado a este santo. Este auto toma no dialecto são-tomense a designação de “Tchiloli”.

A autoria da peça, na forma como é interpretada, é atribuída ao poeta Balthasar Dias, originário da Ilha da Madeira. Deve ter sido introduzida em São Tomé e Príncipe, nos finais do século XVI, pelos portugueses que aí foram plantar a cana-de-açúcar.

Os colonos, constituídos na sua maioria por madeirenses, começaram por integrar nas suas representações os escravos negros provenientes do Congo, Gabão e Camarões, os quais foram gradualmente introduzindo elementos da sua cultura original.

O “Tchiloli” tornou-se já numa das mais importantes atracções turísticas da Ilha do Príncipe com larga projecção internacional:

– serviu de argumento ao filme “Floripes”, de Afonso Alves e Teresa Perdigão

– e tema do livro “Floripes Negra“, de Augusto Baptista, no qual o autor procura demonstrar as suas origens portuguesas.

Carlos Magno

A alusão ao imperador Carlos Magno relaciona-se naturalmente com o facto daquele imperador ter procedido à conversão forçada ao cristianismo dos povos que conquistou, objectivo que, curiosamente, jamais logrou alcançar na Península Ibérica.

Outra particularidade consiste na escolha do dia dedicado a São Lourenço de Huesca para a sua representação, cuja festa litúrgica ocorre a 10 de Agosto.

Em várias localidades, a representação destes autos têm-se verificado de forma cada vez menos regular e, nalguns casos, correm inclusive o risco de passar ao esquecimento.

As peças são quase sempre preservadas apenas pela tradição oral. E, apesar de poderem constituir um meio de atrair visitantes e promover as potencialidades culturais das regiões, a maioria dos municípios e entidades culturais não procede à sua divulgação.

Trata-se de uma situação que pode e deve ser invertida mediante a intervenção dos grupos de teatro e outras associações que procuram preservar a cultura tradicional.

Um aspecto do “Auto de Floripes”, em Viana do Castelo.
A imagem mostra-nos algumas personagens que integram a representação do “Tchiloli”

Carlos Gomes, Jornalista, Licenciado em História

O Ouro do Minho – O Ouro de Viana | Trajes do Minho

O Ouro do Minho – O Ouro de Viana

Introdução

Etnograficamente, a mulher minhota sabe, como ninguém, usar o ouro. O fio de contas e os brincos não contam como ouro. São elementos amuléticos, as contas pela sua parecença com o sol, a lua e as estrelas.

Os brincos (porque obrigam a furar as orelhas), desde os botões que ataviam os alvores da infância, até aos brincos “à rainha” ou as “argolas” e “arrecadas” protegem a cabeça através de orifícios mais expostos aos espíritos malignos (esterilidade).

Por isso, a rapariga de Viana no seu traje de trabalho ou de cotio não se sente “ourada” quando usa brincos e colar de contas (este, às vezes, com uma “pendureza”, normalmente, uma borboleta).

No Traje de Domingar e já a fazer versos nos lenços de amor, usa o primeiro cordão que lhe concede o estatuto de rapariga namoradeira (namorar no Alto Minho significa já a posse; tudo o que aconteceu antes é “flirt”, assunto de conversados). Por isso, este cordão é oferecido pelos pais, melhor, pela mãe. Era a mãe que escolhia se era um cordão grosso (soga), ou um cordão fino (linha); nunca um cordão (oco).

No São João

Este acto realizava-se pelo S. João, já que era nesta altura que a mãe colocava, também, ao pescoço da filha, o amuleto da moeda de três vinténs ou um conjunto de três moedas, furada(s), pelo orifício da qual se passava um fio de linho, de pontas unidas com três nós sobrepostos.

Na noite de S. João e antes da sua “iniciação” às fogueiras ou ao arrincar dos linhares, a filha tinha que jurar à mãe não mostrar o amuleto fosse a quem fosse e só o tiraria quem o colocou. Daí, a tradição da mãe tirar os três vinténs do pescoço da noiva, precisamente, na hora de sair de casa para a Igreja.

E o povo não deixou de referir este acontecimento na seguinte quadra: com um homem de certa idade / casou a minha vizinha / ele tinha os três vinténs / mas ela nem isso tinha.

Diversos trajes

O Traje de Feira, mete negócio e “chieira” e um outro ourar. Duas informações:

– Ramalho Ortigão nas “Farpas” (1885) refere o ouro das lavradeiras no mercado semanal em Viana – Jovem viúva, tecedeira em Cardielos (arrecadas, o colar de ouro); uma velha, sessenta a setenta anos (arrecadas de filigranas, colar de grandes contas, de ouro polido).

Leite de Vasconcelos (O Traje em 1917) diz: “Muito Ouro, costumava dizer-se para a missa o que puderdes, para a feira quanto tiverdes”.

Só o “traje de festa”, também designado por “traje de luxo” é que “obriga” a rapariga a aparecer “ourada”. E isto significa, quando são mordomas, a aquisição do segundo cordão com “peças” (medalhas de libra ou meia libra), borboletas (corações invertidos), a “laça”, os brincos “à rainha”, a pregadeira das “três libras”, a “Santa Custódia” ou “Brasileira” a lembrar tempos de emigração.

O Traje de Noiva – obriga ao terceiro cordão, oferta do noivo – um cordão grosso, a “soga”, um cordão “de bom cair” pelo seu muito peso; ao trancelim.

O Traje de Morgada – sinónimo de casa farta, boa lavoura, criadagem, tulha cheia, soalhos encerados e o cheiro a mosto das adegas. Uma só jóia na casaquinha justa – a gramalheira / grilhão / bicha:

– Gramalheira – por se assemelhar a uma corrente grossa usada para suspender os potes de três pernas da lareira;

– grilhão – pela sua analogia com as correntes metálicas;

– bicha – pela semelhança da parte do colar a uma cobra com escamas.

– A união do colar – ao centro com chapas de ouro lisas e geometricamente recortadas – faz-se com uma roseta em relevo com pedras. Dos braços laterais caem franjas e, ao centro, o medalhão que pode atingir 20 centímetros com os mais variados motivos folclóricos. (…)

Livro sobre R.F. Maria da Fonte foi apresentado em Portugal

 

Depois de ter sido lançado no Rio de Janeiro, o livro sobre os 65 anos do R. F. Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro, da autoria de Ígor Lopes, foi apresentado em Portugal

O jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes esteve, durante o mês de agosto, numa verdadeira digressão pela região do Minho, para apresentar o seu novo livro-reportagem: “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro – A jornada do grupo português que valoriza a cultura minhota no Brasil desde 1954”.

A obra, que tem como principal objetivo celebrar os 65 anos de fundação do Rancho Folclórico Maria da Fonte, o mais antigo dos quatro grupos dessa entidade carioca, retrata os bastidores das atividades do Rancho no Brasil e no exterior, a sua ligação com as autoridades internacionais e realça o protagonismo do grupo no cenário da defesa do folclore português no mundo.

Ao todo, em solo português, foram promovidas quatro apresentações do livro, três na região de Viana do Castelo e uma em Braga. Em todos os momentos, o lançamento do livro contou com a presença do autor, do presidente da Casa do Minho do Rio de Janeiro, Agostinho dos Santos, do único fundador vivo do Rancho, Odir Ferreira, e dos componentes do R.F. Maria da Fonte.

O sucesso do livro, que foi apresentado em maio na Casa do Minho, no Rio de Janeiro, fez com que o autor tenha sido convidado para estar presente no Salão do Livro de Lisboa em novembro deste ano.

Sobre as diversas apresentações em Portugal

No dia 7 de agosto, a apresentação do livro aconteceu na Quinta da Presa, em Viana do Castelo, e contou com dezenas de pessoas, entre autoridades, nomes ligados ao folclore e jornalistas.

Nessa ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, destacou a relação “muito forte” entre a Casa do Minho e a capital do Alto Minho, assegurando que a importância deste projeto cultural tem muito a ver com a vivência da diáspora.

Apesar da distância, a nossa diáspora partilha a nossa cultura e a nossa identidade. A nossa diáspora estima e preserva as tradições portugueses geração após geração, fazendo questão de representar os nossos usos e costumes da forma mais digna”, garantiu o autarca. Por isso, assumiu o edil, “este livro é o livro da vossa e da nossa história”. Em seguida, houve uma apresentação do Rancho Maria da Fonte para os convidados.

Já no dia 9 de agosto, a obra foi apresentada ao público no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga. O evento contou com a presença de Firmino Marques, vice-presidente do Município de Braga, e de Lídia Dias, vereadora da Cultura, além de autoridades luso-brasileiras e jornalistas.

Após a cerimónia, o R. F. Maria da Fonte fez uma apresentação na Praça da República, uma das artérias mais centrais da cidade.

Nas palavras de Firmino Marques, as ligações entre Braga e a Casa do Minho existem há anos e a cidade de Braga se orgulha disso. Por sua vez, a vereadora da cultura ressaltou os laços culturais que unem Brasil e Portugal.

No dia 10, o livro foi apresentado nas instalações da Quinta de Santoinho, em Darque, região de Viana do Castelo. O responsável pela Fundação Santoinho, Valdemar Cunha, referiu o carinho que sente pela Casa do Minho e pelo trabalho desenvolvido pela instituição em prol da divulgação da cultura minhota no Brasil.

No dia seguinte, dia 11, o trabalho foi apresentado na Junta de Freguesia de Carreço, em Viana do Castelo, na presença do Rancho Folclórico Regional das Lavradeiras de Carreço. João Amorim, presidente da autarquia de Carreço, referiu que esse foi um momento marcante para a sua freguesia.

Pesquisa histórica

Segundo foi possível averiguar, este livro-reportagem é fruto de pesquisas históricas e entrevistas jornalísticas efetuadas no Brasil e em Portugal.

Mostra o percurso do Rancho Folclórico Maria da Fonte ao longo dos seus 65 anos de existência, com foco na promoção dos nomes que fizeram o grupo ganhar a dimensão que tem hoje, explica as ligações da Casa do Minho com as autoridades portuguesas, brasileiras e luso-brasileiras, desvenda os detalhes das atividades do Rancho e aponta os seus principais momentos.

A narrativa do livro explica também a importância e a dimensão do protagonismo nacional e internacional do grupo, que ocupa hoje um lugar de grande notoriedade na diáspora portuguesa, promovendo a língua de Camões, a cultura lusitana e as tradições, danças e cantares da região do Alto Minho.

Momentos memoráveis

Segundo o presidente da Casa do Minho do Rio de Janeiro, Agostinho dos Santos, o lançamento do livro trouxe ainda mais destaque e reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Rancho Folclórico Maria da Fonte.

Este é o primeiro livro escrito sobre o Rancho Folclórico Maria da Fonte. Esta obra compila histórias, viagens e experiências do grupo que integra a Casa do Minho, instituição com 95 anos de existência”, afirmou Agostinho dos Santos, que é, desde 2017, Cidadão de Honra de Viana do Castelo.

Por sua vez, Igor Lopes, autor da publicação, sublinhou ser um “privilégio poder escrever a história do Rancho, no contexto da Casa do Minho”, instituição que é considerada uma verdadeira “embaixada minhota” no Brasil.

O livro contou com vários meses de pesquisas sobre datas, locais e personalidades. Não é um livro sobre os seus componentes, mas, antes, valoriza o passado do grupo, as motivações, os fundadores, as raízes, os parceiros fiéis.

Foram resgatadas imagens históricas e realizadas entrevistas nos dois países. Procurei, com uma grande pluralidade de opiniões, mostrar como é a imagem do Maria da Fonte no mundo”, afirmou Ígor Lopes.

Por fim, Odir Ferreira, único fundador vivo do Rancho, mencionou que muitas memórias da época da fundação do Rancho “nunca vão se apagar” e que, como todo início, o Maria da Fonte teve pedras no caminho, mas, com muitas parcerias, estudos e pessoas experientes como o casal Benjamin e Fernanda, de Carreço, foi possível avançar e conquistar o patamar atual.

Em Portugal, a obra está a ser comercializada por 20 euros, sendo que a verba obtida com a venda do livro reverterá a favor das atividades do Rancho e da Casa do Minho.

Em dezembro, o livro deverá ser apresentado à comunidade lusodescendente em Buenos Aires, na Argentina.

Experiência na área da comunicação e da literatura

Ígor Lopes é jornalista e escritor. É Mestre em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra (Portugal); Especialista em Gestão de Comunidades e Redes Sociais pela Universidade de Guadalajara (México), possui Extensão Universitária em Princípios da Comunicação Mediática Contemporânea pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e Graduação em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Brasil).

É responsável por projetos jornalísticos, de comunicação e literários entre Brasil e Portugal. Atua para agências de notícias brasileiras e portuguesas. Tem experiência nas áreas de consultoria literária, assessoria de imprensa e de comunicação, comunicação estratégica empresarial e institucional, jornalismo digital, jornalismo cultural, relações públicas, social media, marketing digital e cultura digital.

É autor dos livros-reportagem “Maria Alcina, a força infinita do Fado” (2016); “Casa do Distrito de Viseu: cinquenta anos de dedicação à cultura portuguesa no Rio de Janeiro” (2016) e responsável editorial pelos livros “A Voz da Mulher” (2018), da jornalista e radialista Wylma Guimarães, e “Values, Motivation and Leadership – Fany Tchaicovsky and colleagues” (2015), organizado por Marcelo Fernandes, especialista em Recursos Humanos entre Brasil e Portugal.

É detentor de prémios, títulos e distinções no meio profissional e académico. É membro da Academia de Letras e Artes Paranapuã (ALAP), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO) e da Eco Academia de Letras, Ciências e Artes de Terezópolis de Goiás (E-ALCAT).

 

Apresentação do livro “A Falar de São Mamede – Mosaicos”

 

No próximo sábado, 10 de agosto, às 17h00, na sede do Grupo Etnográfico de Areosa – Viana do Castelo, será apresentado o livro “A Falar de São Mamede – Mosaicos“, da autoria de António Martins da Costa Viana.

Nesta obra, o autor apresenta os escritos que tiveram São Mamede como motivo, recua a tempos de outrora para divulgar quais eram as práticas festivas e da vivência dos poucos moradores que fizeram do lugar o seu sítio sagrado, apura realidades recentes sobre a evolução daquele espaço, e dá a conhecer a origem do Grupo Etnográfico de Areosa, que aconteceu precisamente na festa de São Mamede, em 1966.

Sobre o Grupo Etnográfico de Areosa…

“O GEA foi fundado no ano de 1966. É uma associação cultural que preserva e divulga as tradições, usos e costumes do povo da região de Viana, através de um numeroso grupo de jovens que encontra no folclore a expressão actual da forma de viver e sentir das gerações passadas, a força de comunicar os testemunhos de identidade regional, a alegria da fraternidade e solidariedade universais.

Quatro décadas de intensa actividade no campo da investigação etnográfica, na animação cultural, na exibição da policromia dos trajes “à Vianesa” e das danças e cantares do povo deste Minho sempre em festa, garantem o ânimo para prosseguir um trabalho de união dos povos e das suas culturas.

O grupo tem sido embaixador da cultura portuguesa em países como Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Polónia, Hungria, Itália, Brasil, Venezuela e Turquia. O grupo serviu de inspiração e modelo para a criação de diversos grupos/ranchos pelo mundo fora em países como o Brasil, França, Venezuela e Estados Unidos da América.

É uma Instituição de Utilidade Pública, com sede própria e património avultado.” Fonte (texto adaptado)

Sobre Areosa…

Areosa é uma freguesia portuguesa do concelho de Viana do Castelo, com 11,22 km² de área e 4 853 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 432,5 hab/km². Faz fronteira com a freguesia de Carreço a Norte; com as de Perre, Santa Maria Maior e Meadela a Nascente; com o Oceano Atlântico a Poente; e a Sul com Monserrate.

O nome Areosa provém da junção de duas palavras: ar e osa. Ar significa o ar em geral, e osa significa vento.

É uma freguesia do litoral, relativamente extensa, que se insere na formosa cidade da foz do Lima. Desde a fundação da Vila de Viana por Afonso III, em 1258, a freguesia faz parte do termo do município. Fonte (texto adaptado)

 

O Grupo Etnográfico de Areosa recebeu menção honrosa

 

O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA), Viana do Castelo, Portugal, recebeu Menção Honrosa no 20º Büyükçekmece International Culture and Art Festival, em Büyükçekmece, Istambul, Turquia. Esta distinção foi-lhe atribuída por um júri constituído por 11 membros, oriundos de 4 continentes.

A presente edição do Festival foi a mais grandiosa de sempre, tendo sido convidados grupos de 28 nacionalidades, muitos dos quais são academias nacionais/profissionais de dança. A assistir aos espetáculos, para além dos milhares presentes no grande auditório, estiveram também os que acompanhavam o festival através de enormes écrans nos jardins adjacentes.

Este foi considerado o melhor festival de folclore do mundo, por sete vezes consecutivas, pelo CIOFF (Conselho Internacional de Organização de Festivais de Folclore) e pelo FIDAF (Federação Internacional de Festivais de Dança).

Em 2019, o Festival incluiu um vasto programa cultural onde participaram embaixadas de 71 nacionalidades, incluindo fotógrafos e escultores, cujas obras permanecem distribuídas pela cidade em variadas exposições, mas também artesãos, cantores, e músicos e bailarinos de renome internacional.

Os membros do GEA integraram várias visitas culturais aos locais de maior valor histórico de Istambul e de Büyükçekmece, e assistiram a concertos de excecionais artistas locais. Do programa também constou um passeio turístico no Bósforo com paragem na parte asiática de Istambul e visitas às exposições organizadas no âmbito do Festival. Houve ainda tempo para as noites interculturais, onde se degustaram especialidades e se aprenderam as danças tradicionais dos países participantes e da própria Turquia.

Recorda-se que o Grupo Etnográfico de Areosa foi fundado em 1966 e, desde essa data, tem participado em alguns dos mais prestigiados festivais de folclore do mundo, tendo já arrecadado vários prémios. (Ver mais informações abaixo)

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Reportagem fotográfica

 

Mais informações sobre o Grupo Etnográfico de Areosa

“O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA) foi fundado no ano de 1966. É uma associação cultural que preserva e divulga as tradições, usos e costumes do povo da região de Viana, através de um numeroso grupo de jovens que encontra no folclore a expressão actual da forma de viver e sentir das gerações passadas, a força de comunicar os testemunhos de identidade regional, a alegria da fraternidade e solidariedade universais.

Quatro décadas de intensa actividade no campo da investigação etnográfica, na animação cultural, na exibição da policromia dos trajes “à Vianesa” e das danças e cantares do povo deste Minho sempre em festa, garantem o ânimo para prosseguir um trabalho de união dos povos e das suas culturas.

O grupo tem sido embaixador da cultura portuguesa em países como Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Polónia, Hungria, Itália, Brasil e Venezuela. O grupo serviu de inspiração e modelo para a criação de diversos grupos/ranchos pelo mundo fora em países como o Brasil, França, Venezuela e Estados Unidos da América.

É uma Instituição de Utilidade Pública, com sede própria e património avultado.” Fonte (texto adaptado)

XXIII Festival de Folclore Internacional do Alto Minho

Folclore junta grupos de quatro continentes no Alto Minho, a cantar e a dançar nas ruas de Viana, de 15 a 21 de Julho de 2019

Grupos de quatro continentes juntam-se a partir de 15 de julho, em Viana do Castelo, para o XXIII Festival de Folclore Internacional do Alto Minho.

Organizado pela VianaFestas desde 1996, e por uma comissão executiva, o festival conta, este ano, ao longo de seis dias, com espetáculos de grupos

do Brasil – Sarandeiros, Colômbia – Ballet Folclorico Nacional Jaime Orozco, México – Compañía de Danza Folklorica “México Vivo”, Quénia – Kactas Africa, Índia – Shrustii Multicultural New Delhi e Roménia- The Kolomeika Ensemble.

Além dos mais de 200 dançarinos e músicos estrangeiros, provenientes de seis países além de Portugal, o festival envolve, como é hábito, os grupos de Viana do Castelo.

As atuações realizam-se em galas a realizar em locais emblemáticos da cidade, como a Praça da República e o Centro Cultural de Viana do Castelo, para além de desfiles pela cidade.

Com efeito, no programa de 2019, repete-se o “Viana Sensorial”, com exibições de dança em diferentes locais, uma mostra de produtos gastronómicos pelos grupos convidados e exposição dos trajes internacionais.

Conseguimos, dessa forma, desafiar os cinco sentidos da população e dos turistas para novas realidades. Para sentirem, através da visão e da audição, nas danças, do paladar e do olfato, nos produtos que nos trazem, e pelo tato, com os trajes, o que estes grupos nos trazem”, acrescenta, Maria José Xavier, presidente da Comissão Executiva deste festival e da direção da Ronda Típica de Carreço, há quase 20 anos ligada ao folclore.

Realçou, ainda, como nota de destaque, que “os grupos se têm sentido muito bem recebidos em Viana do Castelo, sendo exemplo disso o Grupo Mexicano que nos visita pela segunda vez, tendo em conta que, desde a sua primeira participação, este grupo encetou contatos frequentes com a organização, manifestando uma grande vontade de voltar a este Festival e à cidade de Viana do Castelo, o que se proporcionou este ano, sendo esta a prova maior da diferenciação pela positiva deste festival, ao nível da hospitalidade e do reforço de laços de amizade entre povos e culturas, pilares basilares dos Festivais CIOFF”.

Ao longo da semana, realizar-se-ão seis galas, sendo a gala de encerramento no dia 21 de julho, pelas 22h00, na Praça da República. Todas as galas têm entrada livre.

Da comissão executiva da edição de 2019 fazem parte a Ronda Típica de Carreço, o Grupo Etnofolclórico “Renascer” de Areosa, o Grupo Folclórico de Viana do Castelo, o Rancho Folclórico do Centro Desportivo e Cultural de Outeiro e o Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca.

Programa do Festival de Folclore Internacionaldo Alto Minho

Segunda-Feira, 15 de Julho de 2019
18h às 00h – Receção aos 6 grupos Estrangeiros e alojamento.

Terça-Feira, 16 de Julho de 2019:
16h – Atuações e desfile dos grupos estrangeiros, pela Avenida dos Combatentes de Grande Guerra, Praça da República.
18h – Receção oficial na Porta Mexia Galvão.
20h – Jantar-convívio de todos os grupos no Turismo do Porto e Norte Portugal, no Castelo de Santiago da Barra.

Quarta-Feira, 17 de Junho de 2019
10h30 – Atuações de Grupos estrangeiros em Instituições de Solidariedade Social.
22h – Gala de abertura com participação especial Open Dance School da Meadela na Praça da República.

Quinta-Feira, 18 de Junho de 2019
10h30 – Atuações de Grupos em Instituições de Solidariedade Social.
22h – Gala da União: Quénia, Índia, Colômbia e um grupo vianense convidado, atuam na Praça da República.

Sexta-Feira, 19 de Julho de 2019
15h – Gala da Família: Brasil, Roménia, Colômbia, Quénia, Índia, México, Portugal e com participação especial: Rancho Folclórico da Casa Povo do Livramento da Ilha de São Miguel – Açores no Centro Cultural.
22h – Gala da Amizade: Brasil, Roménia, Colômbia, Quénia, Índia, México e um grupo Vianense convidado na Praça da República.

Sábado, 20 de Julho de 2019
10h às 13h – em diferentes locais da cidade:
Viana Sensorial – 1 cidade 5 sentidos;
Visão/Audição – exibições de dança;
Paladar/ Olfato – mostra de Produtos: artesanato e gastronomia Estrangeira.
Tato – exposições de Trajes na Praça de República.
22h – Gala da Fraternidade: México, Roménia, Brasil e um grupo Vianense convidado na Praça da República.

Domingo, 21 de Junho de 2019
13h – Piquenique das Nações em Viana do Castelo.
21h – Desfile de encerramento pela Praça da Liberdade, Avenida dos Combatentes de Grande Guerra, Passeio das Mordomas e na Praça da República, com a participação de todos os grupos.
22h – Gala de Encerramento na Praça da República.

Galas na Praça da República têm entrada livre.

O evento conta ainda com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da Fundação INATEL, da Associação Mutualista Montepio e o do CIOFF (Conselho Internacional das Organizações de Festivais de Folclore e Artes Tradicionais).

 

Outros Festivais CIOFF em Portugal, durante 2019

 

Vendedora do mercado semanal de Viana do Castelo

Trajos de Entre Douro e Minho

Vendedora do mercado semanal de Viana do Castelo

“As vestimentas das vendedoras, conservando aqui, excepcionalmente, toda a pureza do costume tradicional, são as mais pitorescas, as mais graciosas, as mais variadas de cor e de linha, as mais felizmente achadas para fazer realçar a graça das formas, a ondulação dos movimentos, o mimo da expressão feminil.

As saias curtas, descobrindo a base piramidal da perna nua, são de pano carmesim ou de serguilha, de uma infinita variedade de combinações de lã urdida com estopa, em linho e em algodão: brancas às listas pretas, castanhas ou azuis; cinzentas às riscas vermelhas, azuis, castanhas ou brancas, numa enorme diversidade de tons.

Camisas dum grosso linho alvíssimo, mangas largas, bordadas em apanhados bizantinos no alto do braço, bordadas em entremeios abertos no mesmo linho sobre os ombros, bordadas ainda a linha de cores, à russa, nos canhões chatos muito justos ao pulso.

Grandes colarinhos redondos, de renda ou de linho, com barra de folho ou barra de renda.

O colete muito curto, redondo na cinta, levemente espartilhado, vermelho, cinzento ou preto, sempre guarnecido de uma larga barra de veludo preto lavrado, no estilo de Utreque, ordinariamente pespontado numa espiguilha de ouro ou de prata.

O cós das saias são invariavelmente de linho branco, com meio palmo de largura em pregas miudíssimas, presas aos debruns encarnados, pretos ou azuis.

Os aventais, estreitinhos e curtos, encabeçados em funéus de linho bordado a cores, são de sirguilha com soberbos bordados em ponto de tapete, nos mais ricos tons de escarlate e de azul- persa.

Brincos largos de filigrana de ouro. Colares de contas de ouro liso. Algibeiras pendentes da cintura, um lado, em ampla châtelaine de pano, com aplicações policromas guarnecidas de lantejoulas.

Os lenços da cabeça, em toucado de diversas formam, já em grande laço como na Alsácia, fazendo diademas sobre os cabelos apertados ao meio, já achatados no alto no alto da cabeça, à semelhança do que usam as mulheres dos Apeninos, já envolvendo o rolo da trança sobre a nuca e caindo em duas pontes sobre as espáduas, são ordinariamente vermelhos, de um magnífico vermelho ardente, de púrpura, cor da flor dos cactos.”

Descrição feita por Ramalho Ortigão

Fonte: “ETNOGRAFIA PORTUGUESA” – Livro III – José Leite de Vasconcelos

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GE de Areosa vai representar Portugal no MWFF

 

O Grupo Etnográfico de Areosa vai estar presente no Mallorca World Folk Festival a representar Portugal.

A convite do Presidente do Consell de Mallorca, o Grupo Etnográfico de Areosa – Viana do Castelo, representará Portugal no Mallorca World Folk Festival (MWFF), um Festival FIDAF (Federação Internacional de Festivais de Dança), que decorre de 2 a 6 de abril de 2019, em Palma de Maiorca, Espanha.

Os outros países participantes neste importante Festival serão igualmente representados por grupos de elevada relevância cultural e qualidade artística: (1) Brasil – Centro de Tradições Gaúchas Aldeia dos Anjos, Rio Grande do Sul; (2) Bulgária – Ensemble Pirin, Blagoevgrad; (3) Colômbia – Ballet Folclórico del Llano, Meta; (4) Egito – Elhorryia Folk Troupe, Alexandria; (5) Eslováquia – Fjú Szivek Dance Theatre, Bratislava; (6) Grécia – Lytkion Ton Ellinidon, Larissa; (7) Holanda – Dansensemble Paloina, Amesterdão; (8) Índia – Sparsh Foundation, Nova Deli; (9) Itália – Gruppo Folk Akragas, Sicília; (10) Lituânia – Folk Ensemble Saulė, Šiauliaia; (11) Polónia – Zespół Pieśni i Tańca Jantar, Gdańsk; (12) Roménia – Asamblul Folcloric Dorul, Arges; (13) Rússia – Folk Group Surprise, Birobidjan; (14) Turquia – Golden Bridge Folk Dances Ensemble, Büyükçemece.

A estes grupos, de diversos países e nacionalidades, juntam-se cerca de 30 associações locais, destacando-se a Escola de Música i Danses de Mallorca a quem cabe a direcção artística do Festival. 1

Sobre o Grupo Etnográfico de Areosa…

O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA) foi fundado no ano de 1966, e é uma associação cultural que, através do trabalho de valorização das tradições ligadas ao património material e imaterial desta região, nos leva a fazer uma viagem ao passado, à obra artística e às tradições populares de Areosa, em Viana do Castelo.

Tem mais de cinco décadas de intensa actividade no campo da investigação etnográfica, na animação cultural, na exibição da policromia dos trajes “à Vianesa” e das danças e cantares do povo deste Minho sempre em festa, garantem o ânimo para prosseguir um trabalho de união dos povos e das suas culturas.

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O GEA enverga o característico e único traje vermelho de Areosa, sendo considerado um dos melhores grupos de folclore nacional, representando dignamente o Alto-Minho e a cidade de Viana do Castelo.

Este Grupo tem sido embaixador da cultura portuguesa em países como Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Polónia, Hungria, Itália, Brasil e Venezuela, tendo servido de inspiração e modelo para a criação de diversos grupos de folclore pelo mundo fora, em países como o Brasil, França, Venezuela e Estados Unidos da América.

O Grupo participa activamente na Romaria de Nossa Senhora de Agonia, que tem o seu dia a 20 de Agosto, por muitos considerada a Romaria das Romarias em Portugal, e na Quinta do Santoinho, situada em Darque, é grupo residente entre os meses de Maio a Novembro, alternado a sua participação com outros três grupos folclóricos do distrito. 2

Fontes: 1 e imagens – Newsletter do GEA | 2 – Wikipédia (texto adaptado) 

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Romaria de Nossa Senhora d’Agonia

Romaria de Nossa Senhora da Agonia – Viana do Castelo – 2019

Devoção e Tradição

Há quase 250 anos que, a cada mês de agosto, a cidade de Viana do Castelo entra em festa, por entre devoção e muita tradição, com a “Rainha das Romarias de Portugal”.

Ainda hoje a Romaria de Nossa Senhora de d’Agonia mantém alguns dos aspetos mais genuínos daquela que é a mais tradicional festividade do país e que anualmente leva milhares de pessoas a esta cidade do norte de Portugal.

Em 2019, a festa faz-se em cinco dias, terminando a 20 de agosto, feriado municipal e dia consagrado à padroeira, com a realização da procissão ao mar em honra de Nossa Senhora d’Agonia, uma das mais verdadeiras provas de devoção das gentes da Ribeira de Viana do Castelo.

A Romaria em honra de Nossa Senhora d’Agonia nasce em 1772, pela devoção dos homens do mar, que pedem proteção à padroeira. A festa foi crescendo e junta hoje a devoção, a história e a riqueza etnográfica, valendo-lhe o título popular de “A Romaria das Romarias de Portugal”.

Dita a festa que se acorde ao som dos foguetes, enquanto de fundo se ouvem por toda a cidade os bombos e as concertinas. Nos dias de festa não faltam os desfiles das mulheres com os seus trajes e a sua “chieira”, envolta em peças únicas de ouro tradicional.

E assim, Viana do Castelo torna-se na maior montra de ouro, palco de tradições únicas, dos tapetes de sal que a fé alimenta, ao fogo-de-artifício que fecha cada dia de festa que começa por entre o alvoroço e as brincadeiras dos gigantones e cabeçudos.

Sejam bem-vindos à Romaria d’Agonia.

Programa

Dia 3

16h30 – Abertura da XVIII “Exposição/Feira de Artesanato da Romaria d’Agonia”

Dia 16

08h30 – Alvorada – Praça da República
09h30 – Circuito do Feirão – Em vários locais da cidade
09h30 – Concertos Musicais
11h00 – Apresentação de cumprimentos ao Executivo Municipal
12h00 – Revista de “Gigantones e Cabeçudos” – Praça da República
14h00 – Concertos Musicais
16h00 – Desfile da Mordomia – Saída do Palácio dos Cunhas, antigo Governo Civil, em direcção à Cúria Diocesana – Largo de S. Domingos
21h00 – Desfile de Grupos de Bombos e Cabeçudos – Avenida dos Combatentes da Grande Guerra
22h00 – Concertos Musicais
22h00 – Espectáculo musical – com “Sons do Minho” – Praça da Liberdade
00h00 – Fogo-de-artifício – Jardim Marginal
Arraial de Dj ́s – Junto ao Castelo Santiago da Barra

Dia 17

08h30 – Alvorada – Praça da República
09h30 – Concertos Musicais
10h00 – Remo no estuário do Rio Lima
12h00 – Revista de “Gigantones e Cabeçudos” – Praça da República
14h00 – Concertos Musicais
16h00 – Cortejo Histórico Etnográfico, com formação na Alameda 5 de Outubro terminando junto à Rotunda do Pescador, na Alameda Campo d’Agonia
21h00 – Desfile “Vamos para o Festival” – Av. dos Combatentes da Grande Guerra
21h30 – Concertos Musicais
22h00 – Festival Folclórico – Palcos da Praça da Liberdade e anfiteatro do Jardim da Marina
00h00 – Fogo-de-artifício, designado por Fogo do Meio ou da Santa – Campo d’Agonia
Arraial de Dj ́s – Junto ao Castelo Santiago da Barra

Dia 18

08h30 – Alvorada – Praça da República
09h30 – Circuito do Feirão – Em vários locais da cidade
09h30 – Concertos Musicais
12h00 – Revista de “Gigantones e Cabeçudos” – Praça da República
14h00 – Concertos Musicais
16h00 – Procissão Solene em honra de Nossa Senhora d’Agonia pelas ruas da cidade
21h00 – Desfile de Grupos de Bombos e Cabeçudos – Av. dos Combatentes da Grande Guerra
21h30 – Concertos Musicais
22h00 – Praça da Música – Música Popular
22h00 – Festa do Traje – Centro Cultural de Viana do Castelo
00h00 – Serenata – Rio Lima
Arraial de Dj ́s – Junto ao Castelo Santiago da Barra

Dia 19

08h30 – Alvorada – Praça da República
09h30 – Concertos Musicais
12h00 – Revista de “Gigantones e Cabeçudos” – Praça da República
14h30 – Concertos Musicais
15h00 – Festival de Concertinas | Cantares ao Desafio – Praça da Liberdade
21h00 – Desfile “Vamos para o Festival” – Av. dos Combatentes da Grande Guerra
21h30 – Concertos Musicais
22h00 – Festival Folclórico – Palcos da Praça da Liberdade e anfiteatro do Jardim da Marina
22h – Tapetes Floridos – Início da confecção dos “Tapetes Floridos” nas ruas da Ribeira
Arraial de Dj ́s – Junto ao Castelo Santiago da Barra

Dia 20 – Dia de Nossa Senhora D’Agonia

08h30 – Alvorada – Praça da República
09h00 – Tapete floridos – Visita às ruas da Ribeira para admirar os “Tapetes Floridos”, cuidadosamente feitos durante a noite
09h30 – Concertos Musicais
09h30 – Circuito do Feirão – Vários locais da cidade
12h00 – Revista de “Gigantones e Cabeçudos” – Praça da República
14h30 – Concertos Musicais
14h30 – Procissão ao Mar – Solene Concelebração Eucarística no Santuário de Nossa Senhora d’Agonia, seguida de Procissão ao Mar
21h00 – Desfile de Grupos de Bombos e Cabeçudos – Av. dos Combatentes da Grande Guerra
21h30 – Concertos Musicais
22h00 – Espectáculo musical com “Augusto Canário e Amigos” – Campo d’Agonia
00h00 – Fogo-de-artifício – Campo d’Agonia
Arraial de Dj ́s – Junto ao Castelo Santiago da Barra
Fonte