Trajo de Apanhadores de Chá (par) – Açores

Trajo de Apanhadores de Chá

Trajo masculino

Camisa e calças | Acessórios: Chapéu de palha e sandálias de cabedal

Chapéu de palha feito com tranças de seis pernas. Diferente dos das mulheres que são feitos com tranças de oito pernas. A camisa é bastante comprida; indo até o joelho e com umas abertas aos lados. As mangas são pouco franzidas e terminam com punho abotoado por um botão. Junto ao pescoço é rematado por um cós baixo a partir do qual, e ao meio, tem uma trincha que remata com botões.

A fazer o peito tem nervuras perpendiculares que terminam na altura da trincha. Calças largas de cor igual à camisa e sandálias de cabedal com tira larga sobre o pé deixando os dedos à mostra.

Trajo feminino

Blusa de linho e saia em xadrez | Acessórios: Lenço branco, chapéu abeiro, avental, meias rendadas e galochas

A cabeça é coberta com um lenço branco que envolve o rosto e amarra sobre a nuca, chapéu abeiro em palha regional, feito muitas vezes pelas próprias mulheres, com uma fita à volta de metade da copa que desce entre a aba e a copa, amarrando debaixo do queixo.

Blusa branca com nervuras nas mangas, que são compridas, rematando em baixo com um folhinho em bordado inglês. Esta blusa em linho grosseiro, é usada por fora da saia em xadrez de duas cores, cor-de-rosa e branco.

A saia é franzida na cintura e deve rematar com um cós baixo abotoado com um botão simples e com uma abertura que fecha com molas. Nos pés usa meias brancas rendadas e galochas simples, que devem ser cepos de madeira cobertos de tecido.”

Fonte: “O Trajo Regional em Portugal” – Tomás Ribas

O chá Gorreana (do tipo Orange Pekoe), produzido nos Açores, para além de muito saboroso é ainda um dos mais ricos em antioxidantes. A Gorreana tem a particularidade de possuir a única fábrica de chá da Europa. Saiba mais sobre os benefícios do chá para a saúde.

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Os principais tipos de dança – Tomás Ribas

Os principais tipos de dança

«Porque o Homem, desde o seu estado primitivo até hoje, sempre praticou a Dança, concluir-se-á que as danças actuais – quer as das actuais sociedades primitivas, quer as das sociedades evoluídas – tendo a sua origem nas danças primitivas delas ainda guardam alguns aspectos.

Assim – e exemplificando o problema que, na verdade e em si, é de uma complexidade que transcende as características de iniciação e divulgação destes cadernos (*) – poderemos apontar os vários tipos de danças que a Humanidade, ao longo dos séculos, tem praticado e ainda hoje pratica:

a) Danças Ritualistas

– danças de ritos de passagem

– danças fúnebres

– danças guerreiras

– danças agrárias

– danças de trabalho

– danças astrais

– danças mágicas

b) Danças Religiosas – as que se integram no ritual religioso.

c) Danças Cerimoniais – as que se integram em cerimónias cívicas ou cerimónias sociais.

d) Danças de Sedução – de carácter erótico para seduzir o sexo oposto.

e) Danças Gímnicas ou Olímpicas – de mero adestramento físico.

f) Danças de Diversão – que podem ser palacianas (de salão) ou folclóricas.

Quanto ao seu esquema coreográfica as danças dividem-se em:

a) Danças em fila ou processionais

b) Danças em fila aos pares

c) Danças de roda

d) Dança de roda aos pares

e) Danças de frente – uma fila de homens em frente de uma fila de mulheres ou duas filas alternadas de homens e mulheres de forma a que em frente de cada homem se coloque uma mulher.

f) Danças de cruz

g) Danças de solo – para uma só pessoa.

h) Danças de um só par – de frente a frente ou com o par abraçado.

i) Danças de enleio ou de serpentina

j) Danças de saltos – em que os executantes saltam uns sobre os outros como no jogo do eixo.

k) Danças de espadas – danças guerreiras executadas com espadas ou paus.

Encontramos, ao longo da História, todos estes esquemas coreográficos quer entre as sociedades primitivas de outrora e actuais quer entre as sociedades evoluídas; e entre estas, tais esquemas coreográficos estão presentes tanto nas danças palacianas, como nas danças folclóricas, quer na Idade Média e na Renascença como nos séculos XVII e XVIII, quer na Época Romântica (século XIX) como nos dias de hoje.»

In “A dança e o ballet” (I) – (*) Cadernos FAOJ – Série A, Tomás Ribas