Os membranofones | Instrumentos musicais tradicionais

Os membranofones

Os membranofones são instrumentos de percussão que produzem som através da vibração de membranas distendidas. Ou seja, o elemento vibratório, e que produz som, é uma membrana retesada.

Assim, podem considerar-se como pertencendo à família dos membranofones todos os instrumentos cujo som resulta de uma membrana, ou de uma pele esticada.

Normalmente, os membranofones têm o formato de caixas, circulares ou quadrangulares, e são cobertos por peles de animais de um ou de ambos os lados.

Adufe e Pandeiro

O adufe é um instrumento de percussão português que terá evoluído dos membranofones introduzidos na Península Ibérica pelos árabes, entre os séculos VIII e XII. A influência muçulmana não se fica pelos instrumentos como também os ritmos terão migrado do norte de África. Ler+

Bombos e Tambores

O bombo é o membranofone de maiores dimensões usado em Portugal. Também é conhecido como o grande tambor. É constituído por uma caixa circular de madeira, ou folha de ferro, coberta na parte superior e inferior por uma pele esticada e apertada nas extremidades por parafusos de pressão. Ler+

Caixa e Tamboril

A caixa e o tamboril são dois instrumentos musicais da família dos bombos e tambores, embora de tamanho mais reduzido, e pertencem à categoria dos membranofones. A caixa é tocada, em posição horizontal, com duas baquetas. Sobre a pele inferior, geralmente, tem um ou mais bordões, geralmente feitos de tripa, o que lhe confere uma sonoridade característica muito própria. Ler+

Sarronca, Ronca ou Zamburra

Zamburra, Sarronca ou Ronca são os nomes mais conhecidos deste instrumento musical que pode ser integrado na categoria dos membranofones, pois é feito a partir da pele de animais.

É composto, na maioria das vezes, por uma vasilha, geralmente de barro, com cerca de 30 cm de altura e medianamente bojuda (a caixa de ressonância), com a boca revestida de pele, de onde parte uma haste fina de pau ou cana e que ao friccionar-se entre o indicador e o polegar produz um som grave e fundo, quase um ronco, tenebroso ou divertido. Ler+

Bombos e Tambores | Instrumentos musicais tradicionais

Bombos e Tambores

O bombo é o membranofone de maiores dimensões usado em Portugal. Também é conhecido como o grande tambor. É constituído por uma caixa circular de madeira, ou folha de ferro, coberta na parte superior e inferior por uma pele esticada e apertada nas extremidades por parafusos de pressão.

É tocado na vertical, geralmente só numa das peles com uma baqueta grossa, chamada maceta. Não tem bordões nas peles, colocadas dos dois lados da caixa-de-ressonância e que podem ter até um metro de diâmetro, o que lhe dá uma sonoridade profunda.

Quem o vê passar pendurado ao pescoço do instrumentista, não pode deixar de sentir uma espécie de respeito. Este vai aumentando à medida que ele levanta a maceta para dar pancada atrás de pancada.

Os bombos são tocados em grandes grupos de percussão, e as principais regiões onde é utilizado são

Trás-os-Montes,

– Beira Baixa (onde até existe o museu “Casa do Bombo”),

– Minho,

– Douro Litoral e

– Beira Litoral (onde surge integrado nos conjuntos de “Zés Pereiras”).

Pelo seu poder rítmico e pela sua forte sonoridade, os grupos de bombos têm um impacto muito forte no seu auditório. Permitam-nos destacar o Grupo de Bombos de Lavacolhos, aldeia localizada no concelho do Fundão, que concorre sempre para a solenização de todos os momentos importantes da respetiva vida colectiva.

Os Bombos de Lavacolhos 

Sobre os Bombos de Lavacolhos, escreveu o Dr. Carlos Gomes: “Calculando-se que existem desde há mais de trezentos anos, os Bombos de Lavacolhos actuavam obrigatoriamente por ocasião da Festa do Senhor da Saúde. Esta ocorre no terceiro domingo do mês de Agosto e ainda na véspera de Santa Luzia, festividade que tem lugar a 15 de Setembro, mas sempre à margem das celebrações litúrgicas.

O ritmo é cadenciado e violento mas de simples execução, não seguindo uma regra que obrigue à transmissão, de geração em geração, do seu saber, deixando antes à iniciativa do executante a liberdade da imitação. Aos jovens compete apenas a tarefa de se iniciarem na arte de tocar o bombo de modo a preservarem o rito tradicional.

A arte de fazer rufar o bombo em Lavacolhos consiste em fazer ressoar a membrana de pele de cabra de forma ritmada, sendo característica a forma como o tocador conserva o pé esquerdo sempre à frente, suportando o bombo com a perna e fazendo-o saltar sempre que com a maceta lhe desfere violentas pancadas que o fazem ressoar de uma forma única.”

Em desfiles e fanfarras, o bombo é transportado à frente do peito, pendurado nos ombros por cintas de couro, e nesta situação é, normalmente, percutido em ambas as membranas, por duas macetas, uma em cada mão.

Os tambores portugueses

Os tambores portugueses são de um tipo comum: bimembranofones com caixa-de-ressonância cilíndrica, e peles tensas por meio de cordas ou parafusos que, apoiados em aros, esticam uniformemente as duas peles.

Das Tunas

conjuntos instrumentais compostos essencialmente de cordofones, ao serviço da música de género ligeiro e de feição meramente profana, com exclusão rigorosa de quaisquer funções ou figurações cerimoniais” (Ernesto Veiga de Oliveira),

normalmente, não fazem parte quaisquer tipo de bombos ou tambores.

Fonte: imagens insertas e compilação de textos recolhidos e adaptados da internet | Imagem de destaque