A lenda de Fátima, filha do rei mouro de Manteigas

Manteigas – Serra da Estrela

Manteigas, na Serra da Estrela, é uma vetusta povoação que já no tempo da romanização possuía uma certa importância.

Na época da dominação muçulmana, teve direito a alcaide ou emir, autoridades que a tradição popularizou sob a designação de reis.

A cerca de duas léguas de Manteigas ergue-se o píncaro de Alfátema. É o cabeço mais elevado da serra da Estrela, amiúde revestido de alvo manto de neve.

De Alfátema falará a nossa lenda, que se passa nessa época em que o montante cristão não dava descanso ao alfange muçulmano.

Os mouros iam perdendo terreno de combate em combate, e a perseguição que os cavaleiros cristãos lhes moviam era tão rápida e implacável que se lhes revelava impossível pôr a salvo todas as riquezas que tinham acumulado ao longo dos séculos.

Assim, escondiam os tesouros nos sítios que julgavam mais adequados, ocultando-os muitas vezes por artes mágicas. Isto que levava o povo a dizer que eles estavam guardados por mouras encantadas.

Lenda de Fátima

Conta a lenda que o rei mouro de Manteigas tinha uma filha, chamada Fátima, e que era formosa como uma visão magnífica do paraíso de Alá.

Os cristãos das vizinhanças empregavam todos os seus esforços para se apoderarem do território do Rei, da sua Fátima tão linda e de todas as suas jóias e bens.

Ainda quis resistir, o rei, abrigado como estava dentro do seu castelo. Mas o número dos assaltantes era tal que lhe pareceu loucura ficar e resolveu fugir pelos carreiros escusos da serra, levando a filha e o que das riquezas ainda não pusera a salvo.

Era madrugada quando fugiram de Manteigas por uma pequena porta dissimulada nas muralhas.

Andaram, andaram todo dia por entre penedos e escarpas e, ao anoitecer, Fátima morria de cansaço e não conseguia dar nem mais um passo porque os seus pés estavam em chaga. Que fazer ali no sítio mais solitário da serra?

A quem pedir socorro naquele momento terrível?

Subitamente, abre-se-lhes em frente um caminho esplêndido, todo ele florido, calçado de pedras finíssimas e iluminado, lá no fundo, por um foco de luz tão intenso que mais parecia provir de uma estrela particular.

Alá fizera o milagre! A esperança renasceu em todos os corações e, num inesperado alento, entraram na senda que se lhes abrira como se nesse momento tivessem começado a caminhada.

Ao fundo da estrada, a luz que haviam divisado revelou-se-lhes um palácio resplandecente, tão cheio de magnitude que se quedaram estarrecidos.

Pastores desconhecidos

O que depois se passou ninguém o soube. Mas, nos dias imediatos, os serranos viram subir e descer a encosta vários pastores totalmente desconhecidos na localidade.

Duraram algum tempo aquelas idas se vindas ao Coruto de Alfátema, como chamavam àquele sítio, e um belo dia os pastores desapareceram sem deixar rasto.

Os pastores desconhecidos eram mouros disfarçados e foi por indiscrição de uma deles que se soube que uma fada boa, madrinha de Fátima, a guardaria no seu palácio encantado do Coruto, sempre jovem e formosa, até ao dia em que os fiéis sectários do Corão reconquistassem Portugal.

Tão arreigada ficou esta crença no espírito dos serranos que, durante os séculos XII e XIII, as pessoas várias vezes entraram em pânico por acreditarem ver chegar, ao longe, os esquadrões mouriscos em busca da bela Fátima.

E a lenda tomou ainda mais corpo no espírito crédulo dos aldeões quando, alguns anos depois de os cristãos terem tomado Manteigas, aconteceu o que vamos contar a seguir.

Um dia, uma mulher, das mais miseráveis da localidade, teve de passar na madrugada de S. João no Coruto de Alfátema.

Fatigada, sentou-se a descansar num penhasco enquanto ia comendo uma côdea de broa que trazia.

O pão era duro de muitos dias e, quando a mal-aventurada ia a dizer mal da sua vida, viu a seu lado um vasto estendal de figos secos.

Comeu uns quantos, feliz por quebrar inesperadamente a sua pobre dieta, e, lembrando-se dos filhos, encheu deles uma cesta que levava.

E, rápida e alegre, dirigiu-se à sua choupana, antegozando a alegria das crianças ao comerem os figos.

Figos transformados…

Mas, uma vez chegada a casa, ai destapar a cesta, ficou pasmada: no lugar dos figos encontrou diamantes e moedas de ouro, tudo reluzente e novo.

Estava rica! Mas a mendiga de há um minuto, conformada com o naco de pão duro, sentiu a mordedura da ambição.

Não lhe bastando o que já tinha, quis tudo o que ficara no Coruto e voltou a correr ao local onde deixara os restantes figos.

Entretanto, Sol subira no horizonte e estava agora no meio de um céu sem nuvens. Passara a hora dos encantos e, dos figos, a mulher encontrou apenas o lugar.

Desesperada, começou arrancar os cabelos e ia blasfemar quando uma voz suavíssima – a de Fátima, sem dúvida – caiu sobre si cantando:

Era teu tudo o que viste:
Agora tornaste em vão!
Não passes mais neste sítio
Na manhã de S. João.
Não te perdeu a pobreza
Pode matar-te a ambição!

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Lenda de Nossa Senhora do Espinheiro – Seia

Lenda de Nossa Senhora do Espinheiro

Nesses tempos da moirama, havia em terras lusitanas um cavaleiro andante, audaz e guerreiro, destemido e ousado.

Rezam as crónicas que foi famosa sua memória… Rebrilhou em mil batalhas sua espada fulgurante, sulcou rasgões de sangue nas fileiras mouriscas e, em Ourique, dominou, intrépido, cinco reis sequazes de Mafamede!…

Queimado na energia agreste do vento e do sol, cavaleiro medieval, sua alma ardente, sonhadora, caldeou-se indómita ao fragor bélico e ao luzir do aço.

Naquela manhã de Setembro, de aragem fria para as bandas da serra, D. Afonso Henriques, rei de Portugal, cavaleiro andante das terras de Viriato, apeou-se do corcel às portas de Sena.

Numerosa cavalgada o segue: homens de armas, infantes, fidalgos da corte, os grandes todos de Portugal jovem…

D. Afonso Henriques de visita

O Alcaide-mor de Sena entrega, em salva de prata, as chaves pesadas do castelo heróico que Fernando Magno ergueu e foi baluarte contra os mouros. Rude e sinceramente, o Alcaide, genuíno ramo de Viriato, beija as mãos do primeiro rei de Portugal.

Ele sabia-as por serviço de Deus e da grei, banhadas em sangue, no silêncio dos arranques bravos das pugnas, realizando no chão dos lusos o milagre da sonhada independência…

A vida da Pátria preparava-a a espada de D. Afonso Henriques nessas horas imortais de altura, de sacrifício e de sangue.

Porque vinha de Guimarães às terras de Sena tão luzido acompanhamento? Era a serra dos Hermínios abundante em caça.

E o rei de Portugal, afeito às pelejas mouriscas, era certeiro nas flechas e rápido nas lançadas. A caçada prometia abundância e variedade. Eram destros os atiradores, leves os corcéis e ágeis os rafeiros…

À comitiva juntaram-se os fidalgos de Sena. A trepada dos montes escalvados e íngremes decorria em folgazã alegria e mais de um caçador emérito experimentara já pelos relvados e fraguedos a certeza da sua dextra.

A comitiva dispersa-se pelas encostas da serra, desce aos valados, embrenha-se nos pinhais, bate as urzes e escala os escuros fragões… Surge a caça abundante e nédia e alegram-se os caçadores…

O olhar dos vimaranenses perde-se na vastidão imensa, deslumbra-se com a distância e até o rei de Portugal se sente remoçado e fresco, respirando ofegante, longe das hostes inimigas transtaganas e aqui mais perto de Deus que fortalece o seu braço.

O rei de Portugal em apuros

Caminha agora na planura. Segue de perto rastos de caça. Vai só, atento o olhar de lince no animal que persegue. Mas, ó céus! De repente o rei D. Afonso Henriques estaca diante dum silvado de agrestes espinheiros…

O que faz ficar assim estupefacto o rei de Portugal? É uma alcateia de lobos corpulentos, boca escancarada, goela hiante, dentes sanguíneos e famintos, olhos a fuzilar, que espreitam…

Impossível fugir às feras, impossível clamar por socorro dos da comitiva, dispersos pelos pinhais e ravinas.

Neste apertado transe, D. Afonso Henriques implora à Virgem dolorosa, pelas dores e martírios que sofreu tendo seu bem amado Filho nos braços, descido da Cruz, a libertação de tão iminente e cruciante perigo.

E os lobos, uivando ferozmente, retiram-se, arrastados por força misteriosa e invisível, para as penedias gigantescas da serra onde têm suas escuras cavernas.

A proteção da Virgem Maria

Mais uma vez a Virgem Maria tinha protegido maternalmente com a sua poderosa mão e abrigado na orla do seu manto, o grande rei português.

Para perpétua memória de facto tão insólito e miraculoso, D. Afonso Henriques mandou levantar a ermida de Nossa Senhora do Espinheiro que se ergue, donairosa, no planalto, a meio caminho entre Seia e o Sabugueiro, a aldeia mais alta de Portugal.

O cenário é rude a mil metros de altura, eriçado de penhascos, beijado pelo vento.

No Inverno, quando a neve rebrilha nos píncaros das massas ciclópicas, ela vem docemente cobrir com diáfano manto o telhado da ermida românica da Senhora do Espinheiro.

Lá se adora a Mater Dolorosa, imagem artística e veneranda, esculpida no granito duro, desafiando no volver dos séculos, em plena serra, os furores da tempestade e o rugir da procela.

Fontes: Texto | Imagem ( Capela de Nossa Senhora do Espinheiro (Seia). Procissão do Menino Jesus Capitãozinho. Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais: 1933-1983.

Requeijão da Serra da Estrela | Gastronomia

Requeijão da Serra da Estrela

A ovelha Bordaleira ou a Churra Mondegueira é uma das essências do queijo da Serra da Estrela. Produzem um leite tão especial, que deu origem a outra iguaria singular: o requeijão.

É óbvio dizer que sem queijo não há requeijão. Mas dizer isto não será redutor perante a génese do produto? É que sem a Serra da Estrela nem queijo nem requeijão! Talvez esta seja a forma mais correcta de abordar a questão.

O ingrediente máximo destas duas especialidades é o meio ambiente: o clima, o solo e a flora locais. Esta combinação única confere ao leite o sabor que vai valorizar o queijo. A partir desta dádiva coube ao homem tirar partido do melhor que a natureza tem e fazer disso um produto excepcional.

O Encontro de Tradições dedicado ao queijo de Azeitão referia que no passado foram trazidas da Beira Alta algumas ovelhas pretas bordaleiras. Ao pastarem nas encostas da Serra da Arrábida, as ovelhas deram origem a um queijo igualmente excelente, mas com um aroma e sabor distintos.

Esta qualidade intrínseca do leite produzido na Serra da Estrela é extensível ao soro que resta da produção do queijo. Após a filtragem da coalhada o soro pode ser misturado com um pouco de água, se o leite tiver sido salgado anteriormente, antes de ser levado ao lume.

Conheça o processo

O processo de coagulação obtém-se aquecendo lentamente o soro e mexendo sempre no mesmo sentido até aparecer espuma, altura em que terá atingido cerca de 82ºC. Nesta fase algumas queijarias acrescentam 1/5 de leite de ovelha ou excepcionalmente de cabra.

Em seguida o soro chega aos 96ºC, ou seja, coagula e formam-se pequenos flocos (proteínas de lacto-albumina e lacto-globulina) que rebentam como se fossem bolhas. Com uma escumadeira recolhem-se os flocos, colocam-se a escorrer em açafates de verga para eliminar o chamado ‘sorelho’ e o requeijão fica pronto.

O principal marco histórico da produção de queijo da Serra da Estrela foi a criação do mercado artesanal de queijo em Celorico da Beira, através da chancelaria de D. Dinis, em Abril de 1287. Desde os romanos que as qualidades climáticas da serra, outrora baptizada como Montes Hermínios, eram aplicadas na feitura de queijos e o soro destinado a fins medicinais.

Até à inauguração do caminho-de-ferro da Beira Alta em 1882, o requeijão era produto local. Conserva-se em folhas de couve, que ao murcharem indicavam o fim da validade. Antes de haver requeijão, o soro era a base de sopas de broa de milho para as famílias mais pobres. Um costume de subsistência revelador da dura realidade em que o soro era alimento e o queijo rendimento…

Passaporte gastronómico

Nome: Requeijão Serra da Estrela DOP

País: Portugal

Morada: Distrito de Vila Real. Concelho de Montalegre: produção das alheiras. Concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre (Terras do Barroso): produção das carnes de diversas freguesias que abrangem os distritos de Castelo Branco, Coimbra e Viseu, com particular incidência no distrito da Guarda.

Data de nascimento: Finais do século XIX.

Particularidades: Soro resultante da produção do queijo local, a que é adicionado 10% a 20% de água e – em casos excepcionais devidamente autorizados – um pouco de leite de cabra Serrana (espécie Serrana ou Jarmelita).

Texto de Fortunato da Câmara – Essencial/SOL – 3Dez2010 | Imagem de destaque

 

Beira Alta – antiga província de Portugal

Beira Alta

É uma antiga província portuguesa, formalmente estabelecida pela reforma administrativa de 1936 e extinguida pela Constituição da República Portuguesa de 1976.

A região da Beira Alta confina com as regiões de

– Trás-os-Montes e Alto Douro a norte;

– Douro Litoral a noroeste;

– Beira Litoral a oeste e sudoeste;

– e Beira Baixa a sul.

Faz fronteira com Espanha, a leste.

Abrange cerca de 8500 km2 e compreende 33 concelhos: 18 do distrito de Viseu, 13 do distrito da Guarda e dois do distrito de Coimbra.

As serras…

Região planáltica, de média altitude, cortada por vales fluviais e cingida por serras (Estrela, Montemuro, S. Macário, Gralheira, Caramulo e Buçaco) apresenta uma diversidade climática, registando temperaturas consideravelmente baixas no Inverno.

Embora atravessada por uma via-férrea internacional (da Pampilhosa a Vilar Formoso) e por boas estradas, mantém ainda alguns concelhos com fraca acessibilidade, o que constitui um obstáculo ao seu desenvolvimento. As principais indústrias desta zona são os lanifícios, os lacticínios e o fabrico de produtos alimentares.

A Beira Alta apresenta, nos seus principais pratos típicos, o queijo da Serra da Estrela, as morcelas e farinheiras; o arroz de pato e o cabrito e a vitela assados; castanhas, servidas em confecções variadas, as cavacas e o vinho do Dão.

Possui alguns dos melhores e mais sumptuosos solares de Portugal, sendo, depois do Minho, a região portuguesa onde se encontram mais construções solarengas.

Muitas são também as individualidades notáveis com que a Beira Alta tem contribuído para o engrandecimento do país, em todas as manifestações da actividade humana (intelectual, económica, política, etc.), de entre as quais se distinguem Frei Bernardo de Brito, Aquilino Ribeiro, Leite de Vasconcelos, Costa Cabral e Gabriel Fonseca.

Beira Alta. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

A Serra da Estrela…

Sobre a Serra da Estrela, escreve Oliveira Martins em “Portugal – A Terra e o Homem”, «A Serra da Estrela é a mais alta das cordilheiras portuguesas;

– é o prolongamento da espinha dorsal da península;

– é a divisória das duas metades de Portugal, tão diversas de fisionomia e temperamento;

– e é finalmente como que o coração do país – e acaso nas suas quebradas e declives pelos seus vales e encostas, demora ainda o genuíno representante do Lusitano antigo.

Se há um tipo propriamente português; se através dos acasos da história permaneceu puro algum exemplar de uma raça ante-histórica onde possamos filiar-nos, é aí que o havemos de procurar, e não entre os Galegos ao norte do Douro, nem entre os Turdetanos da costa sul, nem entre as populações do litoral cruzadas com o sangue de muitas raças e com os sentimentos de costumes das mais variadas nações». (texto adaptado)

Grupos Folclóricos e Etnográficos da Beira Baixa

Grupos Folclóricos e Etnográficos da Beira Baixa

“Nesta de que agora nos ocupamos levanta-se ao centro a Serra da Estrela, a cujo pendor marítimo se chamou Beira Alta, dando-se aos declives transmontanos opostos, reunidos à Gardunha, o nome de Beira Baixa. Três zonas compõem a região das duas províncias: o litoral formado pelos estuários do Vouga e do Mondego, as serranias ocidentais ou marítimas, e as ocidentais ou transmontanas. (…)

A exposição oriental ou transmontana das abas da Serra da Estrela e dos serros subalternos da Gardunha dá à província da Beira Baixa um outro aspecto: a maior secura no ar, e as chuvas são menos abundantes; os olivais medram melhor, e os habitantes juntam à vida agrícola a industrial, tecendo as lãs dos rebanhos da Serra com a força das torrentes que se despenham nas quebradas do Vale-do-Zêzere.

Já semelhante por muitos lados ao Alto Alentejo, a Beira Baixa é a transição da metade norte para a metade sul do País.” (Oliveira Martins, in “A Terra e o Homem”)

Rancho Folclórico “Os Pastores do Açor”

O nosso site proporciona aos seus visitantes informação acerca da nossa aldeia, rancho folclórico e a associação.

Rancho Folclórico Cultural Eradense – Site

Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra

Rancho Folclórico da Borralheira

Historial, tradições, actividades, contactos e galeria de fotos

Grupo Típico ” O Cancioneiro de Castelo Branco”

Site oficial do grupo que se preza pela salvaguarda do folclore do concelho de Castelo Branco, na Beira Baixa.

Grupo de Danças e Cantares da Casa do Povo de S. Miguel de Acha

Elementos sobre esta linda aldeia da Beira Baixa, bem como elementos etnográficos do Grupo de Danças e Cantares.

Rancho Folclórico de Pedrógão Pequeno

Resumo, fotos, descrição do Grupo, etc.

Grupo Etnográfico e Folclórico da Liga Regional de Melhoramentos de Ortiga

História e descrição do Grupo Folclórico de Ortiga e das tradições da região, concelho de Mação e distrito de Santarém.

Grupo Folclórico “Andorinhas de Vale Formoso”

Grupo Folclórico de Vale Formoso – Covilhã – Serra da Estrela

Rancho Folclórico da Associação Sagrado Coração de Maria

O Portal do Folclore do Rancho do Ferro…

Nota: Se o seu Grupo de Folclore não está aqui referenciado ou não está indicada qualquer ligação para a página web/blogue ou para a página do Facebook, por favor, contacte-nos. Obrigado!

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