Mostra Folclórica do Atlântico 2019 | Relva – Açores

XXVII Grande Festival de Folclore da Relva Mostra Folclórica do Atlântico

Espetáculo Principal de Gala – 27 de julho de 2019 – Relva

Programa

19h30 – Cerimónia de entrega de lembranças no Centro Cívico e Cultural.

20h00 – Concentração no Centro Cívico e Cultural da Relva todos os Grupos participantes.

20h30 – Desfile Folclórico e Etnográfico pela Av. 5 de Agosto e Av da Igreja

21h00 – Abertura do XXVII Grande Festival de Folclore da Relva – Mostra Folclórica do Atlântico.

21h15 – Início do XXVII Grande Festival de Folclore da Relva – Mostra Folclórica do Atlântico, no Jardim 5 de Agosto, com a participação dos seguintes Grupos:

– Grupo Folclórico de São Miguel – Ponta Delgada 

– TRAGA – Associação de Folclore Tradições de Gaula, Santa Cruz – Madeira

– Grupo Folclórico da Fajã de Baixo

– Grupo Folclórico de São José – Salga

– Rancho Folclórico Camponeses de Canados, Alenquer, Estremadura Saloia – Continente Português

– Rancho Folclórico de Santa Cecília – Fajã de Cima

– Folk Dance Ensemble „GRANDINELE“, Panevezys – Lituânia

– Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva

24h00 – Encerramento, seguindo-se convívio, no Salão Cultural e Recreativo de Nossa Senhora das Neves

Organização: Junta de Freguesia da Relva e Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva

A Freguesia de Relva

A Freguesia de Relva situa-se na ilha de São Miguel, Região Autónoma dos Açores.

“A escassos cinco quilómetros a poente de Ponta Delgada, confrontando com as freguesias de Santa Clara, Arrifes, Covoada, Capelas e Feteiras, situa-se a freguesia de Relva, com cerca de onze quilómetros quadrados, já praticamente inserida na malha urbana de Ponta Delgada.

Assim denominada por ser outrora lugar de «boa erva», onde o gado se ia alimentar, foi das primeiras freguesias do concelho de Ponta Delgada a ser constituída.

A Relva tem vindo a crescer, (contando já com mais de três mil habitantes e um razoável parque habitacional, que atinge as novecentas e cinquenta moradias), mercê da sua boa localização e do facto de possuir um já apreciável número de infraestruturas, que cria uma natural apetência para aqui viver.

Freguesia caracterizada pela preservação das mais belas tradições, mantém em funcionamento muitas instituições ligadas às mais diversas actividades: culturais, desportivas, recreativas, sociais e religiosas.

Tem no Parque Empresarial dos Valados umas das suas principais zonas económicas, contando com mais de uma centena de unidades comerciais e/ou industriais.

Possui ainda na Rocha da Relva um legado precioso, deixado pelos nossos antepassados. Lugar onde ainda é possível acordar com o cantar dos pássaros e o murmúrio das ondas, constitui um bom cartaz turístico desta freguesia.” (Fonte)

 

O Arquipélago dos Açores com as suas nove ilhas

O Arquipélago dos Açores

Aspectos geográficos

O arquipélago dos Açores é formado por nove ilhas e alguns ilhéus inabitados (as Formigas).

– Ao Grupo Oriental pertencem Santa Maria e São Miguel,

– ao Grupo Central, a Terceira, a Graciosa, São Jorge, o Pico e o Faial;

– e ao Grupo Ocidental pertencem as Flores e o Corvo.

O arquipélago situa-se no Atlântico norte, a 1500 km a oeste de Lisboa e a 3400 km a leste de Nova Iorque.

O interior das ilhas é extremamente acidentado, registando a montanha do Pico (2351 m), na ilha do Pico, a maior altitude de todo o território nacional.

Todas as ilhas são de origem vulcânica, conhecendo-se erupções históricas nas ilhas de São Miguel, Terceira, São Jorge, Pico e Faial. O vulcanismo mantém-se activo em várias ilhas, sendo aproveitado como fonte de energia geotérmica. No fundo de algumas crateras de vulcões extintos, encontram-se lagoas, sendo a mais famosa a Lagoa das Sete Cidades, na ilha de São Miguel.

Em zona de forte actividade sísmica

Os Açores situam-se numa zona de forte actividade sísmica, tendo já sofrido vários abalos, destacando-se o sismo mais recente ocorrido em 9 de Julho de 1998, sentido em seis das ilhas, que atingiu a magnitude de 5,8 da escala de Richter.

O clima do arquipélago é temperado marítimo, oscilando a temperatura média entre cerca de 14ºC no Inverno e 22ºC no Verão, e atingindo a pluviosidade média anual valores superiores a 1000 mm.

Sobretudo a partir dos anos 60, a população mais jovem dos Açores, em busca de melhores condições de vida, partiu, em forte fluxo migratório, para Portugal continental e para os Estados Unidos da América, Canadá e Brasil. Em consequência, verificou-se um decréscimo da população, bem como o seu envelhecimento. Nos anos mais próximos, contudo, tem havido um aumento da taxa de natalidade. Por outro lado, as ilhas oferecem já maiores oportunidades, tendo, portanto, maior capacidade de fixação das novas gerações.

Tal como o arquipélago da Madeira, os Açores são uma região autónoma de Portugal, o que lhes concede o privilégio de uma administração com órgãos regionais próprios, embora dependentes, em certos domínios, das instituições nacionais com sede em Lisboa.

O arquipélago compreende os concelhos de Corvo, Santa Cruz das Flores, Lajes das Flores, Horta, Santa Cruz da Graciosa, Velas, Calheta, São Roque do Pico, Madalena, Lajes do Pico, Praia da Vitória, Angra do Heroísmo, Ponta Delgada, Lagoa, Ribeira Grande, Vila Franca do Campo, Povoação, Nordeste e Vila do Porto.

O natural ou habitante da Região Autónoma dos Açores denomina-se açoriano ou açorense.

História e monumentos

As primeiras referências às ilhas dos Açores aparecem em documentos portugueses da primeira metade do século XV. O povoamento destas ilhas terá começado por esta altura, não só com portugueses, oriundos principalmente do Algarve e do Alentejo, mas também com flamengos.

As ilhas foram entregues a capitães-donatários que eram responsáveis pela exploração dos recursos naturais. Ao longo da história do arquipélago registaram-se diversos movimentos de emigração, nomeadamente para o Brasil e para os EUA.

Os Açores tiveram um papel de destaque em vários momentos da nossa História, como é o facto de no final do século XVI ter sido o último ponto de Portugal a ser dominado pelas forças filipinas.

A sua importância estratégica manteve-se até ao século actual, tendo-se instalado no arquipélago, durante a Segunda Guerra Mundial, bases dos Aliados, continuando hoje os EUA a usufruir desta localização. Encontram-se nos Açores inúmeras casas brasonadas, igrejas e vários fortes.

A UNESCO reconheceu,

– em 1983,  Angra do Heroísmo e

– em 2004, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património Mundial,

e, em 2007, classificou as ilhas do Corvo e Graciosa como Reservas da Biosfera.