Trajo de Apanhadores de Chá (par) – Açores

Trajo de Apanhadores de Chá

Trajo masculino

Camisa e calças | Acessórios: Chapéu de palha e sandálias de cabedal

Chapéu de palha feito com tranças de seis pernas. Diferente dos das mulheres que são feitos com tranças de oito pernas.

A camisa é bastante comprida; indo até o joelho e com umas abertas aos lados. As mangas são pouco franzidas e terminam com punho abotoado por um botão. Junto ao pescoço é rematado por um cós baixo a partir do qual, e ao meio, tem uma trincha que remata com botões.

A fazer o peito tem nervuras perpendiculares que terminam na altura da trincha. Calças largas de cor igual à camisa e sandálias de cabedal com tira larga sobre o pé deixando os dedos à mostra.

Trajo feminino

Blusa de linho e saia em xadrez | Acessórios: Lenço branco, chapéu abeiro, avental, meias rendadas e galochas

A cabeça é coberta com um lenço branco que envolve o rosto e amarra sobre a nuca, chapéu abeiro em palha regional, feito muitas vezes pelas próprias mulheres, com uma fita à volta de metade da copa que desce entre a aba e a copa, amarrando debaixo do queixo.

Blusa branca com nervuras nas mangas, que são compridas, rematando em baixo com um folhinho em bordado inglês. Esta blusa em linho grosseiro, é usada por fora da saia em xadrez de duas cores, cor-de-rosa e branco.

A saia é franzida na cintura e deve rematar com um cós baixo abotoado com um botão simples e com uma abertura que fecha com molas. Nos pés usa meias brancas rendadas e galochas simples, que devem ser cepos de madeira cobertos de tecido.”

Fonte: “O Trajo Regional em Portugal” – Tomás Ribas

O chá Gorreana (do tipo Orange Pekoe), produzido nos Açores, para além de muito saboroso é ainda um dos mais ricos em antioxidantes. A Gorreana tem a particularidade de possuir a única fábrica de chá da Europa. Saiba mais sobre os benefícios do chá para a saúde.

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Folclore e Migrações Internas | Textos e opiniões

Folclore e Migrações Internas

As migrações das gentes do interior para os centros urbanos (migrações internas) constitui um fenómeno das sociedades modernas.

É consequência directa da industrialização dos meios de produção, tendo as mesmas início no nosso país a partir de meados do século passado, mais precisamente no período denominado por “fontismo“.

Desde então, o êxodo a partir dos campos para as cidades não mais cessou, com verdadeiras legiões de camponeses a engrossar incessantemente as classes trabalhadoras da cidade.

E à medida que estas cresceram e foram progressivamente sendo ocupadas pelo sector terciário do comércio e serviços, também apareceram os “dormitórios” suburbanos que fizeram crescer desmesuradamente as respectivas periferias.

Este fenómeno teve como consequência directa o desenraizamento cultural de parte da população e ainda uma relativa perda de contacto com a natureza.

Este é um aspecto considerado fundamental para o bem-estar psicológico e emocional da pessoa humana.

Paradoxalmente, numa primeira fase a cidade representava qualidade de vida para os seus habitantes, sobretudo se tivermos em consideração o atraso económico, social e cultural em que então viviam as populações dos meios rurais.

Menos agricultura não é mais desenvolvimento

Entretanto, os economistas passaram a encarar a diminuição da população na agricultura como um claro sinal de desenvolvimento.

Isto, uma vez que, confundindo causa e efeito, as estatísticas indicam que é nos países economicamente mais desenvolvidos que se regista uma menor taxa de ocupação de mão-de-obra no sector primário ou seja,

– na agricultura,

– na pesca

– e nas indústrias extractivas,

ao contrário do que sucede nos países sub-desenvolvidos.

Esta ideia errónea é precisamente a que tem sido seguida nomeadamente na definição da chamada “reforma da política agrícola comum” da União Europeia.

Esta, assumida com tal ligeireza, mais não tem conseguido do que despovoar os meios rurais em detrimento de um progresso equilibrado e sustentado que tenha em consideração o bem-estar do ser humano, pois só nessa perspectiva faz algum sentido o desenvolvimento económico.

De nada valem as visitas esporádicas e ocasionais sem consequências práticas dos chefes de estado e de governo a localidades isoladas no interior.

Por exemplo, como a efectuada pelo Presidente da República à aldeia do Soajo, onde foi inaugurar um elevador de palha!!!

Migrações para a região de Lisboa

De norte a sul, a região de Lisboa tem ao longo dos anos recebido gentes oriundas das mais diversas regiões do nosso país. Os minhotos vieram trabalhar na hotelaria e na construção civil, trazendo consigo a concertina que os alegra em momentos de são convívio.

Mas há ainda os beirões e os transmontanos, os algarvios e os açorianos. Existem também os alentejanos que formam uma imensa colónia e não perdem ocasião para cantarem as suas modinhas.

E, em Vila Franca de Xira, com os pés dentro de água e as suas casas construídas em palafita, a colónia de avieiros imortalizada pelo escritor Alves Redol, gente que tem a sua origem e os seus costumes ligados a Vieira de Leiria.

De acordo com os pareceres habitualmente emitidos pelos “técnicos” do folclore, os grupos devem sediar-se na respectiva região que procuram representar:

– os minhotos no Minho,

– os alentejanos no Alentejo ,

não devendo serem reconhecidos os que tal princípio não observarem.

Manter as tradições regionais

Seguindo esse raciocínio, que reflecte uma visão estática da sociedade, os avieiros deveriam dançar o fandango e trajar de campino apenas porque passaram a viver no Ribatejo.

De igual modo, os minhotos que vivem na periferia de Lisboa deveriam trocar o vira e a chula pelos costumes saloios.

E os alentejanos que foram viver para o Algarve teriam de esquecer o seu cante bem característico e dolente para passar a dançar o corridinho algarvio. Enfim, coisas que só lembram aos “técnicos”!

Ora, sucede precisamente que as gentes que migraram das zonas rurais para as cidades agruparam-se na maior parte dos casos em associações de carácter regionalista. Sempre com o objectivo de manterem os seus laços de convívio e preservarem as respectivas tradições.

A maior parte dessas entidades encontra-se sediada em Lisboa e no Porto, existindo porém noutras localidades do país.

Com maior ou menor êxito, algumas delas constituíram os seus grupos folclóricos, contribuindo desse modo para que as suas gentes não esqueçam a sua verdadeira identidade.

Naturalmente, revelando numerosas deficiências a que necessariamente não é alheio o desinteresse a que são votados por parte daqueles que dizem representar o folclore português.

Sucede que, os referidos grupos não são reconhecidos precisamente porque não se encontram sediados nas respectivas regiões de origem – ou não interpretam o folclore da região onde se encontram sediados!

Carlos Gomes, Jornalista, Licenciado em História | Imagem de destaque

O que foi a colonização interna? | Textos e opiniões

A colonização interna

A desertificação do interior constitui uma das realidades com que frequentemente nos insurgimos em resultado de políticas que consideramos erradas do ponto de vista demográfico.

Na realidade, o que pretendemos criticar é o despovoamento do interior porquanto a desertificação diz mais directamente respeito aos processos errados de cultivo e de gestão dos solos que levam à sua infertilidade e consequente avanço do deserto que abraça as regiões mais equatoriais e que, presentemente, ameaçam a própria Península Ibérica.

Porém, em meados do século XX, o Estado Novo seguiu uma política denominada de “colonização interna”, levada a cabo precisamente por um organismo denominado de Junta de Colonização Interna, criado em 1936.

No entanto, esta política foi iniciada pela Ditadura Militar, em 1926, nomeadamente com a constituição da Colónia Agrícola dos Milagres, em Leiria.

A foto, publicada no jornal “O Século” de 19 de Julho de 1926, documenta a entrega dos primeiros casais da Colónia Agrícola dos Milagres, em Leiria. Na imagem, o Ministro da Agricultura, General Alves Pedrosa junto de uma das famílias de colonos.

Esta visou a fixação à terra e o povoamento de regiões com menos densidade populacional, atribuindo incentivos destinados a promover a pequena agricultura familiar e simultaneamente modernizando os processos agrícolas e integrando extractos sociais como colonos em África mal sucedidos, ferroviários, antigos militares e agentes da autoridade, em geral sempre famílias mais carenciadas.

Esta política constitui uma das facetas da reforma agrária encetada pelo Estado Novo que, inclusive, deixou marcas na arquitectura do meio rural.

As colónias agrícolas implantadas particularmente no interior

Um pouco por todo o país, sobretudo em localidades do interior, foram-lhes atribuídos terrenos baldios e construídas habitações onde foram implantadas “colónias agrícolas”.

Ponte de Lima, Paredes de Coura, Arcos de Valdevez, Monção, Montalegre, Leiria, Montijo e Cantanhede foram apenas algumas das localidades onde essa política foi implementada.

Nem sempre os colonos se adaptaram e revelaram capacidade de iniciativa, mas casos houve de sucesso e, recentemente, lograram ficar na posse das terras que trabalharam durante décadas. E vieram a integrar-se na vida local e criar as suas raízes.

Ainda actualmente é possível identificar as referidas “colónias agrícolas”, pelos seus traços característicos como

– a geminação das habitações,

– a semelhança existente entre si

– e a sua organização que por vezes contemplava a igreja, a escola primária e o posto médico.

Por exemplo, o projecto inicial da Colónia Agrícola da Boalhosa, em Paredes de Coura, compreendia

– quinze habitações geminadas com capacidade para trinta famílias,

– escola primária,

– residência do professor

– e forno comunitário.

Por dificuldade de financiamento, a igreja e o posto médico inicialmente previsto nunca chegaram a ser construídos.

A “colonização interna” constitui um dos numerosos exemplos de movimentos demográficos que contrariam a visão daqueles que encaram o folclore como algo de estático, partindo do pressuposto errado que as populações não se deslocam geograficamente e, por conseguinte, os usos e costumes apenas se podem referir a uma determinada região em concreto.

Por outras palavras e tomando o traje como exemplo, associam-no a uma região em vez de o identificarem com as gentes da respectiva região, deduzindo que estas ali permanecem sedentárias sem revelarem qualquer atitude migratória. Um conceito, aliás, que presta um mau serviço ao folclore!

Carlos Gomes, Jornalista, Licenciado em História | Imagens

Romarias e Festas Populares em Junho

Durante o mês de Junho, realizam-se as seguintes Romarias e Festas Populares em Portugal:

Todo o mês

Festa de São João | Porto

A Festa de São João do Porto é já um dos marcos incontornáveis da vida da cidade e que conta com a visita de um número cada vez maior de turistas e visitantes, para participar nas iniciativas que vão decorrendo um pouco por todo o lado.

Renovada a tradição do São João do Porto conta com seis semanas de festa constante e reforçada, de 24 de maio a 29 de junho.

Uma festa integrada por muitas outras festas, concentrando mais de 200 eventos de grande diversidade e atingindo o auge na noite de 23 para 24 de junho, naquela que muitos apelidam de noite mais longa do ano.

local: Por toda a cidade | GPS: 41.140108 -8.609554

Festas em cidade em honra de São Tiago | São João da Madeira

É a maior festividade da cidade, em honra do seu santo padroeiro. Durante uma semana, a Avenida da Liberdade encerra de noite ao trânsito e abre aos inúmeros vendedores e carrosséis, culminando num habitual fogo de artifício.

local: S. João da Madeira | GPS: 40.896446218351535  -8487217426300040

Primeiro fim-de-semana

Festas do Junho – Romaria a S. Gonçalo | Amarante

São Gonçalo atrai, todos os anos, milhares de romeiros à cidade para as tradicionais Festas do Junho, em honra do padroeiro.

A religião e o profano andam de “mãos dadas” nestas festas que, durante três dias, oferecem um programa variado.

Os pontos altos acontecem, como habitualmente, na sexta-feira, com o despique de bombos no Largo de S. Gonçalo; no sábado, com a sessão de fogo-de-artifício e no domingo, com a Procissão em honra de São Gonçalo.

local: Núcleo urbano da cidade | GPS: 41°16’08’’N 8°04’43’’W

Sugestão: Festas de Junho em Amarante (1919)

Primeiro domingo

Peregrinação à Senhora do Viso | Celorico de Basto

A Romaria realiza-se no segundo domingo de Setembro

Trata-se de uma romaria arciprestal que envolve, por isso, todas as paróquias do concelho.

A maior romaria de Celorico de Basto, em honra de Nossa Senhora do Viso, arrasta milhares de peregrinos ao recinto com as cerimónias religiosas como principal enfoque.

local: Caçarilhe | GPS: 41.411920° N 8.086353° W

Festa da Senhora da Fé | Cantelães – Vieira do Minho

Situada na freguesia de Cantelães e em plena serra, a Capela de Nossa Senhora da Fé foi construída em 1759 após o aparecimento da imagem no Monte de Santa Cecília.

O recinto da capela integra dois coretos, uma fonte, e ainda uma grande cruz que se avista desde a vila de Vieira do Minho.

É no primeiro domingo de junho que a Capela acolhe anualmente uma peregrinação do arciprestado de Vieira do Minho.

Junto ao Santuário de Nossa Senhora da Fé, existe um nicho construído no tronco de uma árvore que alberga a imagem de Nossa Senhora «uma promessa que se fazia antigamente era a de uma pessoa viva dar duas voltas ao santuário deitada numa urna enquanto a banda filarmónica e algumas carpideiras contratadas acompanhavam o devoto neste macabro cortejo fúnebre».

Este tipo de promessa foi abolido há alguns anos. Havia na capela alguns caixões para alugar para aquele tipo de promessa. Só há pouco tempo foram de lá retirados.

local: Freguesia de Cantelães | GPS: 416.575.333 -81.306.505,17

Segundo domingo

Romaria de Santa Rita | Ermesinde – Valongo

Na Igreja de Nossa Senhora do Bom Despacho, também conhecida por Igreja de Santa Rita, anexa ao antigo Convento da Formiga, na cidade de Ermesinde, anualmente, no segundo domingo de junho, há romaria a Santa Rita. Muito concorrida, atrai peregrinos e caminheiros de toda a região.

A Procissão em honra de Santa Rita, advogada dos impossíveis, acompanhada de anjinhos e andores com outras imagens, desenvolve-se pelo adro fronteiriço ao templo.

Paralelamente às atividades religiosas, há diversões e grande número de vendedores e tendeiros que oferecem, de sexta a segunda-feira, um vasto leque de produtos aos visitantes.

local: Av. Eng.º Duarte Pacheco – Ermesinde | GPS: 41°12’21,73”N 8° 32’ 31,06”W

Dias 6 a 13

Festas da Cidade em honra de Santo António | Vila Real

As comemorações em honra de Santo António, constituem-se como um dos pontos mais altos das Festas de Vila Real, em que a cidade ganha especial colorido, movimento e alegria.

Da Feira de Gado Maronês e Concurso Nacional de Gado Maronês, à Feira de Santo António, passando por uma panóplia de iniciativas culturais e desportivas, a vida e animação que enchem Vila Real nestes dias de festa, serve de pretexto a que as suas gentes desfrutem do ambiente quente e de franca harmonia que a sua cidade ganha.

local: Rua de Trás-os-Muros – Vila Velha | GPS: 41.292874 N 7.745909 W

Dias 6, 7 e 13

Festa de Santo António | Mixões da Serra – Vila Verde

O Santuário de Stº António de Mixões da Serra localiza-se na freguesia de Valdreu, em Vila Verde.

No dia 13 de junho, realizam-se as principais celebrações religiosas. Porém, o dia mais importante é o domingo imediatamente anterior ao dia 13.

O largo fronteiro ao santuário enche-se de milhares de pessoas e animais para participarem na cerimónia da Bênção dos Animais.

local: Mixões da Serra | GPS: 41°45’32.60”N 8°19’23.97”W

Dias 6 a 24

Festa de São João | Moimenta da Beira

Festa popular que dispõe de um programa variado com exposições, música, concertos, artesanato, entre outras atividades.

Procissão majestosa e sublime em honra ao padroeiro no dia 24, com andores cobertos de flores e centenas de figuras bíblicas a fazer o percurso, passo a passo, da Igreja Matriz às ruas e ruelas da vila e regresso novamente à Igreja Matriz, mais de duas horas depois.

Marchas a desfilar pela estrada mais central da vila, sempre ao ritmo de bandas de música e fanfarra. Uma parada colorida, animada, viva e representativa dos usos e costumes, que enche os olhos ao povo.

local: Moimenta da Beira | GPS: 40°58’50.1”N 7°36’50.0”W

Dia 10

Romaria de Nossa Senhora da Lapa  | Sernancelhe

Existem dois grandes momentos de peregrinação à Senhora da Lapa: a 10 de junho e a 15 de agosto.

Estas peregrinações são precedidas de novenas, que funcionam como uma espécie de retiro aberto e são verdadeiramente concorridas. Milhares de pessoas acorrem àquele santuário mariano, movidos pela fé na imagem da santa, encontrada pela pastorinha Joana debaixo de uma lapa.

Há igualmente uma peregrinação no segundo domingo de setembro, já com uma larga tradição. Das três romarias, a de agosto é a maior.

local: Santuário de Nossa Senhora da Lapa | GPS: 40°52’12.53’’N 7°34’30.56’’W

Dias 10 a 14

Festas concelhias em honra de Santo António | Vila Verde

De 10 a 14 de junho, Vila Verde será palco de uma das mais afamadas romarias minhotas, as Festas Concelhias em honra de Santo António. Durante cinco dias, inúmeras atividades irão proporcionar momentos inesquecíveis: as rusgas, as fogueiras, os cantares ao desafio, as imponentes sessões de fogo de artifício.

Destaque, ainda, para os festivais de folclore, as marchas, a Corrida de Cavalos, os espetáculos musicais, o Cortejo Etnográfico que conta com a participação das juntas, das associações numa mostra da autenticidade da cultura e das tradições do concelho.

O espaço gastronómico será outra das atrações para quem visita Vila Verde.

local: Centro de Vila Verde | GPS: 41°38’56.89”N 8°26´8.09”W

Dia 12

Festa de Santo António | Vale de Cambra

Santo António, padroeiro de Vale de Cambra, desde sempre teve o seu dia comemorado pelos valecambrenses.

Aliada às cerimónias religiosas, missa e procissão, existe um variado número de atividades e animações que transformam o centro urbano durante alguns dias.

local: Praça Comendador Álvaro Pinho Costa Leite | GPS: 40°50’58.15”N 8°23’40.02”W

Dia 13

Festas em honra de Santo António | Amares

As festividades em honra de Santo António decorrem durante vários dias, com principal destaque para o dia de Santo António, 13 de junho.

Solenidades religiosas, marchas populares, folclore, música filarmónica, música popular, tradicional portuguesa e atividades desportivas, entre outras, constituem habitualmente as principais propostas do programa.

local: Praça do Comércio – Ferreiros | GPS: 41.627.785 -8.366.015

Dia 13 e durante uma semana

Festas Antoninas | Vila Nova de Famalicão

As Festas Antoninas em honra do Santo Casamenteiro, mobilizam todo o concelho e chamam à cidade milhares de turistas. Vivem-se as tradições populares mais profundas, com a descoberta e o reencontro de costumes, sentimentos e sabores ancestrais.

Pelas ruas, os aromas dos manjericos confundem-se com os da sardinha assada na brasa e das fêveras de porco. Come-se o caldo verde e bebe-se o vinho tinto do pipo.

A festa dura toda a noite e, um pouco por toda a cidade, há música, bailaricos e arraiais populares. Os rapazes compram um manjerico para oferecer à namorada com uma quadra popular original e, por vezes, brejeira ou jocosa. A festa faz-se na rua e todos são convidados.

As Rusgas Populares, as Fogueiras e as Cascatas de Santo António são outros dos momentos tradicionais, aos quais se juntam as cerimónias religiosas com destaque para a distribuição do Pão de Santo António. As Marchas Populares são um dos pontos altos das festas.

local: Ruas da Cidade | GPS: 41°24’21.31” N 8°31’06.21” W

Dias 13 a 24

Festas de S. João | Braga

O S. João é a maior festa concelhia. As primeiras referências remontam ao ano de 1489, ignorando-se, já nessa época, quando terá ocorrido a primeira das festividades.

A programação é rica e variada, com muita música popular, ranchos folclóricos, iluminações artísticas, sessões de fogo-de-artifício e uma série de manifestações culturais, desportivas e de âmbito religioso.

É festejado com os martelinhos, alho-porro, o cheiro dos manjericos, saltos à fogueira e arraiais com os seus tradicionais bailaricos.

Festa popular e religiosa que conta com a presença indispensável de ranchos folclóricos, bandas de música, grupos de Gigantone ou Cabeçudos, de bombos e “Zés Pereiras”, teatro, jogos tradicionais, concertos e a grande festa da noite de 23 de junho.

local: centro histórico | GPS: 41.541975 -8.418793

Festa de São João | São João da Pesqueira

Com o objetivo de reviver as tradições das festas S. Joaninas no nosso concelho, e em homenagem ao padroeiro da vila, o município de S. João da Pesqueira (por vezes em parceria com instituições locais) realiza várias atividades, nomeadamente o Concurso de Marchas Populares, Feira Etnográfica, tasquinhas, onde se pode degustar as sardinhas assadas típicas nestas festividades e muita e variada animação.

local: Ruas da Vila de S. João da Pesqueira | GPS: 41°08’49,11”N 5°24’23,17”W

Dias 18 a 29

Festa de São João | Tabuaço

Festa bairrista que reúne todas as freguesias, cimo e fundo de vila na Marcha Luminosa, que se realiza na noite de 23 de junho.

A 24 de junho (feriado municipal), celebra-se o dia de S. João Batista, com Missa Solene e sermão, seguida de procissão acompanhada de banda de música, que percorre as principais ruas da vila, adornada com os andores dos padroeiros de todas as freguesias do concelho. Integram, também, as crianças trajadas de figuras bíblicas.

Em todos os dias da festa, a população e visitantes podem usufruir das “tasquinhas” com petiscos e vinhos da região, onde não falta a sardinha assada. Decorre ainda uma feira de artesanato e à noite, há atuação de grupos de baile até altas horas da madrugada.

local: Tabuaço | GPS: 41116898 -7565643

Dias 20 a 24

Festa de São João | Cinfães

As Festas do Concelho de Cinfães, em honra de São João, são um dos marcos incontornáveis da vida do município e que contam com a visita de um número cada vez maior de crentes e orgulhosos foliões. De 20 a 24 de junho, são milhares as pessoas que festejam os Santos Populares em Cinfães.

O município apresenta um programa de animação variado e arrojado e, com a vila vestida a rigor e as ruas cheias de cores e aromas, é mais que muita a alegria e boa disposição.

local: Largo da Feira | GPS: 41,071905 -8.086.987

Festa de São João | Campos – Vila Nova de Cerveira

Ao longo de quatro dias, a freguesia de Campos celebra a festa do seu padroeiro, São João Batista. Para além das cerimónias religiosas, um dos momentos altos está reservado para a noite de sábado, com as imponentes Marchas Populares.

Depois de muito trabalho, as pessoas que integram as diversas estruturas locais e lugares da freguesia, vestem-se a rigor e, ao som de muita música, desfilam com os arcos coloridos, perante os aplausos dos presentes.

A vertente religiosa da festa acontece domingo à tarde com a Missa e majestosa Procissão, e os restantes dias a serem marcados por arraiais minhotos.

local: Largo de S. João – Campos | GPS: 41.979.729 -8.701.862

Dias 20 a 30

Festas em honra de São Pedro | Afurada – Vila Nova de Gaia

Gente de grande devoção, todos os anos os pescadores prestam a devida homenagem ao santo, com toda a pompa e circunstância onde para além das cerimónias religiosas não falta a tradicional sardinha assada com a típica broa de Avintes e o fogo de artifício.

Esta festa atinge o seu auge, aquando da saída da procissão, cujos andores transportam imagens de santos e santas de tamanho natural, seguidos pelos seus fiéis devidamente trajados com as tradicionais vestes das gentes da pesca.

À passagem defronte ao Rio Douro, procede-se à bênção dos barcos acompanhados pelo toque das sirenes e morteiros.

local: Centro Piscatório da Afurada – Afurada | GPS: 4108’34.09”N 8038’52.61”W

Semana anterior ao dia 24

Festa de São João | Vila do Conde

O programa celebra o padroeiro S. João, cuja imagem se venera na quinhentista Igreja Matriz. Nele se misturam o culto religioso com atos de índole profana, numa festa com profundas raízes na tradição popular e com ligações multisseculares ao Convento de Santa Clara.

A programação tem como pontos altos a Procissão, a tradicional Ida à Praia e a Grande Noite de S. João, com a participação dos ranchos das rendilheiras do monte e da praça, a que se junta uma deslumbrante sessão de fogo de artifício.

local: Igreja Matriz de Vila do Conde e outros locais | GPS: 41°21’14.17”N 8°44’33.61”W

Dia 23

Festa em honra de São João | Vila Real

A festa de S. João tem lugar no centro histórico de Vila Real. Todas as ruas estão com decorações alusivas as festas dos santos populares.

Inúmeras pessoas deslocam-se para saborear as sardinhas assadas e as fêveras, servidas por vários restaurantes, que estendem longas mesas pelas ruas. A festa prolonga-se pela noite dentro com muita animação musical.

local: Rua Central, Largo da Capela Nova | GPS: 41.178224 N 7.446878 W

Dias 23 e 24

Festa de São João | Castelo de Paiva

Por terras de Paiva, mantém-se a tradição de festejar os Santos Populares, sendo o São João o que merece mais destaque, justificando o feriado municipal no dia 24 de junho.

Como não podia deixar de ser, as coloridas e animadas marchas marcam a noite do dia 23, cuja animação continua madrugada fora, com uma bonita sessão de fogo-de-artifício à meia-noite e a atuação de grupos de referência do panorama musical português.

No dia 24 (feriado municipal), sobressai a tradicional sardinhada que é oferecida à população pelo Município, acompanhada pelo Vinho Verde de Paiva.

local: Largo do Conde – Sobrado | GPS: 41.040.845 -8.271.861

Dia 24

Bugiada e Mouriscada do São João de Sobrado | Valongo

Anualmente, no dia de S. João, revive-se uma tradição invulgar. São as Bugiadas e Mouriscadas, que durante uma jornada, desde bem cedo até ao final da tarde, maravilham os visitantes, com rituais, danças, guizalhada, humor, colorido e alegria.

Entre os Bugios e Mourisqueiros, desenrola-se uma batalha e são várias centenas de figurantes que se envolvem na manifestação que é candidata a Património Imaterial da Humanidade.

Para além dos rituais do dia de S. João, os festejos em honra do santo acontecem durante vários dias com muita diversão, noitadas e espetáculos, sempre com muito fogo-de-artifício.

local: Largo do Passal – Sobrado | GPS: 41°12’35,02”N 8°27’41,67”W

Festa de São João | Esposende

As “Festividades Sanjoaninas”, em Esposende, atingem a exuberância e o brilhantismo que a data oferece, mandando a tradição que nesta altura se façam elevar balões de papel pelos céus iluminados, se acendam fogueiras à volta das quais o povo dança e canta, se ergam arcos nos arraiais ricamente decorados e se organizem marchas populares que alegremente percorram as principais artérias das localidades.

O São João significa folguedo popular, alegria e exuberância, onde não deve faltar a tradicional sardinha, a broa e verde tinto que rega as sedentas gargantas de tão festiva gente.

local: Cidade de Esposende | GPS: 41°32’3.87”N 8°46’59.42”W

Festa de São João | Marco de Canaveses

O S. João de Alpendorada é uma celebração religiosa com forte cariz profano pois, na noite de S. João, realizam-se as Marchas Populares, o momento alto das celebrações.

A tradição cumpre-se, em noite de S. João, nas ruas de Alpendorada e Matos, perante milhares de pessoas, as Marchas Populares proporcionaram um desfile cheio de cor, alegria e música que anima a festa.

Uma noite inolvidável, pois as Marchas Populares em Alpendorada são já uma referência nas celebrações são-joaninas do concelho do Marco de Canaveses, pela beleza e qualidade dos trajes e coreografias apresentadas.

O desfile das marchas realiza-se na noite de 23 para 24 de junho. As comemorações têm também uma vertente gastronómica e musical. A organização geral do evento é da responsabilidade da Junta de Freguesia e conta com o apoio da Câmara Municipal do Marco de Canaveses.

local: Av. Futebol Clube de Alpendorada – Alpendorada e Matos | GPS: 41°05’17.6”N 8°14’57.1”W

Dia 24 ou fim-de-semana seguinte (de acordo com o calendário)

Festa de São João do Carvalhinho | Santo Tirso

Festa de carácter popular que se realiza junto à Capela do Monte de S. João do Carvalhinho, local arborizado, onde se desfruta de uma bela paisagem.

Consta de arraial com iluminações, fogo-de-artifício e conjuntos típicos. A parte religiosa integra uma procissão que sai da Igreja Paroquial para a referida capela.

local: Monte de S. João do Carvalhinho – Burgães | GPS: 41°20’29.9”N 8°26’49.9”W

Dias 27 a 30

Festa de São Pedro de Cerva | Ribeira de Pena

A Festa do São Pedro é celebrada no dia 29 de junho, mas a festividade começa dois dias antes. Trata-se de uma das principais romarias do concelho e que nesta altura do ano faz parte do seu calendário festivo.

O programa das festas é variado, incluindo referências de uma romaria tradicional portuguesa, nomeadamente, grupos de bombos, bandas musicais, missa e procissão solene, ranchos folclóricos e o típico fogo-de-artifício. A festa é muito animada com boas noites de folia.

local: Praça de Cerva | GPS: 41°28’25.29”N 7°50’49.75”W

Dias 28 e 29

Festa em honra de São Pedro | Vila Real

A feira de São Pedro encerra o ciclo de festas vividas em todo o mês de junho em Vila Real. É na Rua Central, defronte da Capela Nova, que a tradição é rainha, com uma importante Feira de Artesanato (barros de Bisalhães e linhos de Agarez e Mondrões).

Para coroar a noite de festa, está a ser retomada uma antiga tradição tipicamente Vila-Realense: o jogo do Panelo, em que grupos de pessoas se espalham pelo centro histórico, formando rodas, atirando o panelo aleatoriamente de mão em mão.

Quem deixar cair e partir, terá de pagar (ou segundo a tradição, “roubar”) outro panelo!

local: Rua Central, Largo da Capela Nova | GPS: 41.178224 N 7.446878 W

Dia 29

Romaria de S. Pedro | Cinfães

Num extenso planalto deserto e inóspito, onde aqui e acolá crescem tojos e fetos, surge surpreendente o Santuário de S. Pedro do Campo.

Junto à capela, há pedras antigas e monumentos tumulares de sociedades e cultos pré-históricos, que transportam o espaço para o motivo sagrado da romaria.

Poucos registos há da capela, mas sabe-se que no início do século XVII já por aqui passavam estradas medievais e já por aqui se faziam negócios. É por isso uma das maiores celebrações culturais, uma romaria de feira, de tradição e de fé.

local: Santuário de S. Pedro do Campo | GPS: 41,008386 -8,085399

Festa de São Pedro | Espinho

Ao longo dos últimos anos, a Festa de S. Pedro tem-se assumido como uma das grandes romarias do concelho.

O Desfile das Rusgas a S. Pedro, a Recriação da Arte Xávega, com recurso às juntas de bois e a Majestosa Procissão que percorre as principais artérias da cidade saindo da capela, são os pontos altos desta festa que traz muita gente até Espinho.

Muita música e festa de arraial são a componente profana, desta festa, mais uma vez dedicada às lides do mar.

local: Freguesia de Espinho | GPS: 41°00’00.9”N 8°38’43.9”W

Festas do concelho – São Pedro | Felgueiras

São Pedro é o santo popular e o padroeiro do concelho de Felgueiras que os felgueirenses se habituaram e gostam de festejar com pompa e circunstância.

Todos os anos, vários milhares de visitantes juntam-se a esta festa, a maior romaria de Felgueiras. A Câmara Municipal de Felgueiras organiza as Festas de S. Pedro, tendo em conta a importância tradicional das festividades e o facto do dia de S. Pedro ser Feriado Municipal.

Destacam-se do programa, o Cortejo das Flores, a solene Procissão, o desfile das Marchas de S. Pedro, as tasquinhas, a Feira de Artesanato e Atividades Económicas, o Concurso “Pinta”, vários espetáculos musicais, animação de rua, fogo piromusical e folclore.

local: Cidade de Felgueiras – Santa Quitéria | GPS: 41°21’57’’N 8°11’52’’W

Festa de São Pedro | Penedono

Feriado Municipal. É neste dia que todas as freguesias do concelho se reúnem em função do Desfile Etnográfico. O dia começa bem cedo com a feira anual, seguido da Eucaristia e Procissão.

Mas um dos pontos altos é, sem sombra de dúvidas, o Desfile Etnográfico, onde participam todas as forças vivas do concelho, juntas de freguesia e associações.

Cada um tenta retratar no desfile uma tradição, histórias e estórias, ou algo que os caracterize e pelas ruas da vila fazem festa, num misto de desafio e ao mesmo tempo de são convívio.

local: Rua Eiras de S. Pedro | GPS: 40.986563 -7,396566

Festa de São Pedro | Santa Marta de Penaguião

São Pedro é um santo popular. Este dia é também conhecido como o dia de São Pedro e São Paulo. A data é celebrada no mês dos santos populares – junho, e a tradição manda que a população festeje a data decorando as ruas com várias cores e manjericos.

Bailes e marchas populares são organizados nas ruas e a música está sempre presente. Na gastronomia, a sardinha assada, o pimento, a broa, o caldo verde e o vinho são os elementos principais da festa.

local: Sobrado – Sanhoane | GPS: 41°11’55,09 7°31’55,20

Festa de São Pedro | São Pedro de Castelões – Vale de Cambra

A Festa a S. Pedro, na vila de São Pedro de Castelões, tem o seu momento alto no dia 29 de junho, marcado sobretudo pelas cerimónias religiosas.

Ao longo das festividades, é ainda possível apreciar a gastronomia local da qual se destaca: os rojões à lavrador, as papas de serrabulho, o caldo verde e também os famosos vinhos verdes da região.

local: Praça de S. Pedro – S. P. Castelões | GPS: 40°49’42.85”N 8°23’52.80”W

Terceiro domingo

Festa da Senhora D’Orada | Pinheiro – Vieira do Minho

Situada no sopé da Serra da Cabreira, o que lhe proporciona uma envolvente natural de grande beleza, a Senhora da Orada insere-se na freguesia de Pinheiro, a cerca de sete quilómetros da vila de Vieira do Minho.

Junto à capela, podemos deparar com uma escadaria toda em pedra, o Fontanário Arquiepiscopal, a Casa da Confraria, um coreto, um palco, um cruzeiro e no alto do monte um Calvário que tem no meio um lago e ao fundo um crucifixo de grandes dimensões.

No interior da capela podemos encontrar dois altares laterais dedicados à Senhora de Fátima e à Senhora do Guadalupe e, no fundo, um retábulo que data do século XVII. Desde 1840 que a festa em honra da Senhora da Orada se realiza no terceiro domingo de junho.

local: Freguesia de Pinheiro | GPS: 416.243.409 81.024.814,17

Última semana

Festa de São Pedro | Macedo de Cavaleiros

S. Pedro é o padroeiro de Macedo de Cavaleiros, que lhe dedica o dia 29 de junho, feriado municipal com missa e procissão em sua homenagem. Tempo de calor e, em épocas passadas, tempo abundante de ceifas.

Durante estas festas, a Feira de S. Pedro é, também, de grande importância, remontando esta aos anos 40, quando ranchos de ceifeiros de todo o país concluíam, vindos do sul, a Macedo de Cavaleiros, – o Concelho da Fouce como, por esse motivo, também era conhecido – a fim de oferecerem a sua mão-de-obra, em licitações disputadas pelos agricultores locais.

Um excelente cartaz de espetáculos e de diversões variadas, proporciona a todos noites de festa e de divertimento.

local: Parque Municipal de Exposições | GPS: 41°32´10.38’’N 6°57’53.67’’W

Festa de São Pedro | Tarouca

No final do mês de junho, celebram-se as Festas em honra de S. Pedro (dia 29), padroeiro da freguesia de Tarouca e sede do concelho. Cerimónias religiosas, música, fogo-de-artifício e muita animação dão vida a este evento que ocorre anualmente no concelho.
local: Centro Cívico da Cidade de Tarouca | GPS: 41°1’6.57”N 7°46’34.68”W

25 de Junho a 5 de Julho

Festas de São Pedro | Póvoa de Varzim

As Festas de S. Pedro correspondem a uma semana de espetacular animação, em que a Póvoa sai para a rua. Ruas enfeitadas, rusgas, tronos, roupas brilhantes das tricanas, músicas populares, fogueiras, sardinhas e a alegria dos poveiros transformam a cidade.

Milhares de pessoas divertem-se nas ruas, na noite do dia 28 até ao amanhecer e outras tantas espalham-se ao longo do percurso para verem passar a procissão, no dia 29 e assistirem nessa mesma noite ao espetáculo das rusgas, um momento único de cor e beleza.

local: Ruas da Póvoa de Varzim – Bairro Norte, Bairro da Matriz, Bairro Sul, Bairro de Regufe, Bairro de Belém e Bairro da Mariadeira | GPS: 41°22’47,727’’ N 8°45’42,856’’ W

Fonte: informações retiradas daqui

Festivais de Folclore CIOFF em Portugal – 2019

«O CIOFF® (Conselho Internacional de Organizações de Festivais de Folclore e Artes Tradicionais) é Parceiro Oficial da UNESCO, acreditado para o Comité de PCI. Criado em 1970, a missão do CIOFF® é salvaguardar, promover e difundir a cultura tradicional e o folclore.

A Associação CIOFF Portugal representa Portugal junto do CIOFF® e os seus membros constituem uma rede de festivais e grupos Portugueses.

Os Festivais CIOFF® promovem o intercâmbio cultural e a Paz entre os Povos. Neles participam grupos nacionais e pelo menos 5 grupos estrangeiros, que apresentam espetáculos de dança e música ao vivo, artesanato, workshops, jogos tradicionais, etc. Em Portugal existem diversos Festivais CIOFF® e Festivais Associados, que envolvem na sua organização mais de 1.000 voluntários anualmente.» Fonte

FOLK Cantanhede – Semana Internacional de Folclore

Festival de Folclore Internacional Alto Minho

Danças do Mundo – Festival Internacional de Folclore nas Terras da Feira

‘FestiMaiorca’ Festival Internacional de Folclore de Maiorca

Festival Internacional de Folclore Rio

FESTARTE – Festival Internacional de Artes e Tradições Populares de Matosinhos

FOLK AZORES – Festival Internacional de Folclore dos Açores

FOLKFARO – Folclore Internacional Cidade de Faro

FOLKMONCAO – Festival Internacional Folclore

Festival Internacional de Folclore ‘Celestino Graça’ – Santarém

6 a 14 de Julho de 2019 | Próximos anos: 04.07 – 12.07.2020 / 03.07 – 11.07.2021

Folk Cantanhede – Semana Internacional de Folclore

Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede | Rua Cancioneiro de Cantanhede, 150 | 3060-135 Cantanhede

«O projeto FOLK Cantanhede – Semana Internacional de Folclore foi lançado no ano de 2006 com a perspetiva de proliferar, de forma ativa, a cultura tradicional do mundo. Desde logo visou a certificação do festival pelo CIOFF® – Conselho Internacional de Organizadores de Festivais de Folclore e Artes Tradicionais, organismo não-governamental com assento na UNESCO, na área da salvaguarda do património cultural imaterial, que se veio a concretizar a 11 de Novembro de 2008, no 38º Congresso Mundial do CIOFF®, realizado na cidade de Istambul – Turquia. Na Assembleia-Geral CIOFF® Internacional, que decorreu em Bautzen – Alemanha, nos 21 a 26 de outubro de 2014, o FOLK Cantanhede foi um dos doze festivais internacionais, de todo o mundo, distinguido e galardoado EMBAIXADOR CULTURAL CIOFF®.»

16 a 21 de Julho de 2019 | Próximos anos: 14/07 – 19/07/2013 / 13.07 – 18.07.2021

Festival Internacional de Folclore – Alto Minho

Parque Empresarial da Praia Norte, Lote 18 | 4900-350 Viana do Castelo

O Festival de Folclore Internacional – Alto Minho é um símbolo de compreensão e convívio.

Esta semana, o Festival Internacional de Folclore, sempre a decorrer no início de Setembro, inclui Grand Galas no mais antigo salão da cidade atlântica mais setentrional de Portugal – Viana do Castelo – mas também actuações em várias instituições sociais e culturais, uma iniciativa que mostra a A solidariedade do festival para com aqueles que não podem participar dos eventos noturnos.

O Festival sempre ofereceu um programa ambicioso e diversificado que fortalece a miscigenação cultural, contribuindo simultaneamente para a promoção da cultura tradicional e ajudando a distinguir Viana do Castelo como Capital do Folclore Português.

«Reconhecido pelo CIOFF desde 2006, este festival tem acolhido grupos de diferentes países do mundo e percorrido um caminho de consolidação que tem permitido ganhar credibilidade, colocando Viana do Castelo no percurso dos mais importantes festivais internacionais de Folclore da Europa.

É organizado pela VianaFestas e AGFAM, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo e CIOFF.»

18 a 28 de Julho de 2019 | Próximos anos: 23.07 – 02.08.2020  / 22.07 – 01.08.2021

Danças do Mundo – Festival Internacional de Folclore nas Terras da Feira

Casa da Gaia – CCDR | Rua da Casa da Gaia, 273 | 4505-041 Argoncilhe- Santa Maria da Feira

«O “Danças do Mundo” é um festival promovido pela associação CASA DA GAIA – Centro de Cultura Desporto e Recreio de Argoncilhe. Decorre todos anos na 2ª Quinzena de Julho e tem como anfitrião o Grupo Folclórico das Terras da Feira – Casa da Gaia. Constitui um dos eventos de animação turística mais aguardados no Concelho da Feira. É um evento que envolve cerca de 500 participantes. Habitualmente conta com a participação de 7 grupos estrangeiros e 6 grupos nacionais oriundos de diferentes regiões de Portugal. Tem a duração de 12 dias. Durante este período de tempo um número razoável de voluntários sócios e não sócios trabalham arduamente para que tudo corra bem e para que os grupos visitantes vejam o “Danças do Mundo” como um dos melhores festivais pelos quais já passaram. É considerado um dos maiores festivais da zona norte do País. Percorre cerca de 12 freguesias das 31 que constituem o concelho de Santa Maria da Feira e um número razoável de concelhos vizinhos. É visto anualmente por cerca de 50.000 pessoas.

A sua programação é composta por diversas galas como é exemplo a gala de abertura, a gala nacional e a gala internacional, além das pequenas galas que são realizadas pelo concelho de Santa Maria da Feira e concelhos limítrofes. São também realizados ao longo deste período, diversos workshops de dança, jogos tradicionais, festas temáticas e visitas turísticas.

O “Danças do Mundo” é uma mistura de culturas onde predomina a amizade, a alegria e a tradição.»

19 a 24 de Julho de 2019 | Próximos anos: 17.07 – 23.07.2020 / 16.07 – 22.07.2021

‘FestiMaiorca’ Festival Internacional de Folclore de Maiorca

Rua Poeta João de Lemos | 3090-466 Maiorca

A primeira edição do nosso festival foi em 1975, sendo na altura exclusivamente com grupos nacionais portugueses. Em 1982, um grupo da Galiza – Espanha, abriu as portas para o festival internacional que conhecemos hoje.

Em 1991, o Festival Internacional de Folclore de Maiorca ganhou um novo nome: FESTIMAIORCA, e desde 2002 vem ocupar lugar de destaque no calendário do festival internacional de folclore que se realiza em Portugal, sob o símbolo do CIOFF – Conselho Internacional de Organizações. do Festival de Folclore e Artes Folclóricas.

O CIOFF® é uma relação consultiva informal da Organização Não-Governamental com a UNESCO.

Ao longo das várias edições passaram o palco do “Palace Square” (Terreiro do Paço) grupos de vários países de todo o mundo: Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Alemanha, Grécia, Turquia, Sérvia, Suécia, Rússia, Geórgia, Ucrânia, Lituânia, Hungria, Roménia, Bulgária, México, Argentina, Israel, Togo, Serra Leoa, Timor, República Checa, Eslováquia e as várias regiões do país, incluindo os Açores e a Madeira.

O programa do festival teve algumas mudanças ao longo dos anos. Inicialmente o festival foi confinado a um único dia. Em 1991, agora tem dois dias de iniciativas, com a introdução da Dança da Amizade (Baile da Amizade). Em 2002 o festival abraça a roupa que hoje conheces: seis dias de iniciativas, desde a festa de boas vindas da Dança da Amizade na noite de sexta-feira, passando para os jogos tradicionais portugueses, a Missa Internacional na Igreja Matriz de Maiorca no domingo, com a participação de grupos internacionais.

19 de Julho a 2 de Agosto de 2019 | Próximos anos: 17.07 – 31.07.2020 / 16.07 – 30.07.2021

Festival Internacional de Folclore Rio

Largo Guilherme Gomes Fernandes | 4755-060 Barcelinhos

«O Festival Internacional de Folclore Rio teve a sua origem em 1980. Apesar de inicialmente não se identificar com os festivais CIOFF hoje existentes, a procura de um momento em que pudesse haver um intercâmbio de culturas, levou o Grupo Folclórico de Barcelinhos a organizar um festival de folclore com a participação de grupos oriundos da vizinha Espanha. Mais tarde, concretamente a partir de 1989, foi-se alargando a outros países, tendo em 2002 recebido o diploma de reconhecimento oficial de festival CIOFF.

Durante a sua existência, o festival acolheu representantes dos cinco continentes, tendo já passado pelo palco principal, junto à margem esquerda do rio Cávado, cerca de 75 grupos estrangeiros e nacionais em representação de mais de 40 países. A sua realização acontece anualmente por volta da última semana de Julho. Durante os cerca de 10 dias do festival, os participantes têm oportunidade de partilhar com o vasto público vários momentos que envolvem, sobretudo, as danças e cantares, a gastronomia e o artesanato.»

26 de Julho a 4 de Agosto de 2019 | Próximos anos: 24.07 – 02.08.2020 / 23.07 – 01.08.2021

Festarte – Festival Internacional de Artes e Tradições Populares de Matosinhos

Rua Óscar da Silva, 146  | Rua Luis José Alves, 425 2º Esq. | 4450-752 Leça da Palmeira / Matosinhos

«É realizado desde 2002 como CIOFF® e teve origem no Festival Internacional de Folclore de Leça da Palmeira, organizado desde 1982 também pelo Rancho Típico da Amorosa. Os grupos estrangeiros participam da feira de artesanato e do festival gastronómico com seus artesãos e cozinheiros.

Há duas formas de conhecer um país: viajar pela sua epiderme, observando apenas aquilo que ela apresenta à superfície ou, então, descobrir e tomar pulso à sua alma. A Alma do seu povo, feita de sons, cores, movimentos, sabores e saberes.

Dos cálidos ambientes mediterrânicos, ao exotismo do oriente, passando pelos tórridos cenários africanos, pelo calor contagiante da América Latina, ou pelas refrescantes paisagens da Europa, o Folclore encontra em Matosinhos um espaço privilegiado de fusão e partilha.

O FESTARTE (Festival de Artes e Tradições Populares) traz a Matosinhos a cor, os sons, o artesanato e a gastronomia dos países do mundo. Com o folclore como espelho da humanidade, vamos à descoberta da saudável convivência com outras culturas, e mostrar, a quem nos visita, a qualidade da nossa hospitalidade.»

11 a 18 de Agosto de 2019 | Próximos anos: 16.08 – 23.08.2020 / 15.08 – 22.08.2021

Folk Azores – Festival Internacional de Folclore dos Açores

Rua Cambalim, nº 153, São Bento | 9700-037 Angra do Heroísmo

«O Folk Azores é um festival de folclore organizado pelo COFIT – Comité Organizador de Festivais Internacionais da Ilha Terceira – e traz a Portugal, mais precisamente ao Arquipélago dos Açores, na ilha Terceira, grupos de folclore de todo o mundo.

O festival tem a duração de cerca de uma semana com a atuação dos vários grupos em diversos locais da ilha. O auge deste grandioso evento acontece no seu encerramento com “o grande espetáculo”, na Praça de Toiros da Ilha Terceira, onde todos os grupos têm a oportunidade de mostrar aos inúmeros espetadores a dança folclórica da sua Região.»

17 a 25 de Agosto de 2019 | Próximos anos: 15.08 – 23.08.2020 / 21.08 – 29.08.2021

FolkFaro – Folclore Internacional Cidade de Faro

Teatro das Figuras / Passeio da Doca, Faro | Rua Rodrigues Davim, 29 | Apartado 271 | 8001-904 Faro

O único festival CIOFF® reconhecido no sul de Portugal, o FOLKFARO, tem lugar em Faro (Portugal) e arredores da cidade, na segunda quinzena de agosto.

Faro é a capital do Algarve – a bela região ensolarada do sul de Portugal, conhecida mundialmente pelo seu clima agradável, praias delineadas por rochas moldadas pelo mar e imensas extensões de areia dourada.

Este evento internacional procura promover e compartilhar o folclore e as tradições de diferentes nações para fortalecer a amizade e a identidade de cada país. Inclui uma grande variedade de atividades: espetáculos de gala no teatro, apresentações ao ar livre, desfiles internacionais, programas para crianças e idosos, oficinas de dança, etc.

Durante 9 dias, grupos de 7 países, num total de mais de 300 participantes, pintam a região do Algarve com as cores das suas tradições.

A organização do evento é responsável pelo “Grupo Folclórico de Faro”, apoiado pela Câmara Municipal de Faro e outras instituições públicas da Região do Algarve, e também com o patrocínio de empresas locais.

28 de Julho a 4 de Agosto de 2019 | Próximos anos: 02.08 – 09.08.2020 / 01.08 – 08.08.2021

Folkmonção – Festival Internacional de Folclore

Monção – Arcos de Valdevez – Caminha – Melgaço – Paredes de Coura – Ponte da Barca – Ponte de Lima – Valença – Vila Nova de Cerveira | Rancho Folclórico Casa Povo Barbeita | Edifício Casa do Povo – Chão de Lopes – Barbeita | 4950-040 Monção

«O Festival Internacional de Danças Folclóricas “FOLKMONÇÃO” foi reconhecido pelo C.I.O.F.F. (Conselho Internacional das Organizações de Festivais de Folclore e de artes tradicionais, estatuto B da UNESCO) em Novembro de 2006, C.I.D. (Conselho Internacional de Dança) em 2005, I.O.V. (Organização Internacional das Artes Populares) em 2004.

Conhece um sucesso crescente, tanto pela qualidade dos grupos convidados e pela organização como pelo calor do acolhimento e pela atmosfera de amizade que reina entre os grupos e a população. Os espectáculos em Monção têm lugar na Praça Deu-La-Deu, com 1.500 lugares sentados e grande espaço em redor para assistir em pé. Na mesma praça cada grupo terá a possibilidade de instalar uma tribuna de exposição e venda de artesanato, discos, cassetes… representativos do grupo e a sua região. As refeições e dormitórios têm lugar em escolas de Monção.»

3 a 9 de Setembro de 2019 | Próximos anos: 01.09 – 07.09.2020 / 07.09 – 13.09.2021

Festival Internacional de Folclore “Celestino Graça”

Campo Infante da Câmara – Santarém | Centro Etnográfico “Celestino Graça” – Apartado 363 | Campo Infante da Câmara – Apartado 363 | 2001-905 Santarém

«O Festival Internacional de Folclore de Santarém realiza-se desde 1959, tendo surgido no âmbito da Feira do Ribatejo. Celestino Graça criou e desenvolveu este Festival, o qual foi membro fundador do CIOFF® em 1971, em França. A partir de 1995 a designação do Festival passou a incluir o nome do seu fundador, em sua homenagem.»

O Festival é organizado pelo “Grupo Académico de Danças Ribatejanas”, um grupo folclórico também fundado pelo Sr. Celestino Graça.

Pessoas ligadas à Etnografia e ao Folclore

Pessoas ligadas à Etnografia e ao Folclore

Sem dúvida que as pessoas são uma das maiores riquezas que Portugal tem.

Como indivíduo, com características pessoais únicas e irrepetíveis, ou como membro de um um grupo sócio-cultural e/ou económico, o Português é, nas palavras de Jorge Dias

“… um misto de sonhador e de homem de acção, a que não falta certo fundo prático e realista. (…) é mais idealista, emotivo e imaginativo do que homem de reflexão. O Português é, sobretudo, profundamente humano, sensível, amoroso e bondoso, sem ser fraco. Não gosta de fazer sofrer e evita conflitos, mas, ferido no seu orgulho, pode ser violento e cruel.1

«Como processo social, o folclorismo insere-se em contextos nacionais específicos. (…) Destaca-se o aparecimento de um discurso etnográfico próprio, paralelo e concorrente com o discurso científico.

O universo social do folclore é encarado pelo poder político como um espaço para a construção dum consenso nacional com o objectivo de neutralizar conflitos globais da nação (luta de classes, questão religiosa).

O processo português de folclorização caracterizou-se por uma mobilização da sociedade em torno de uma luta de gostos que substituiu a impossibilidade de debater a conflitualidade social2

Mais de 150 anos…

Ao longo dos últimos 150 anos, muitas pessoas dedicaram ou têm dedicado as suas vidas à investigação, recolha, preservação e divulgação da Cultura Popular Portuguesa, nas suas diversas vertentes.

Neste espaço vamos disponibilizar informações biográficas e outras sobre aqueles(as) que, ao longo da sua vida e por muitos anos, assumiram, com espírito de missão, a defesa da Cultura Popular Portuguesa como uma tarefa inadiável e que urge continuar.

Isto, na certeza de que “Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou.”3

 

Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal)

Figura proeminente em Trás-os-Montes no século XIX, nasceu em Bragança, a 9 de Abril de 1865. Era filho de agricultores – Francisco Alves Barnabé e Francisca Vicente. O seu nome próprio era Francisco Manuel Alves, tendo feito o curso Teologia no Seminário de São José de Bragança e sido ordenado em 1889.

Primeiramente pároco de Mairos, passou depois para a paróquia da sua terra, Baçal, dedicando-se ao estudo arqueológico e histórico da região. Saber+

António Jorge Dias

(Porto, 31 de Julho de 1907 – Lisboa, 5 de Fevereiro de 1973) – Etnólogo português, nascido no Porto. Estudou Filosofia Germânica na Universidade de Coimbra e, entre 1938 e 1947, foi leitor de português nas universidades alemãs de Rostock, Munique e Berlim, e nas espanholas de Santiago de Compostela e Madrid.

Especializou-se em Etnologia na Alemanha, onde fez doutoramento em 1944, com a tese “Vilarinho dos Furnas, Uma Aldeia Comunitária“, na Universidade de … Saber+

António Lourenço Fontes

Nasceu em Cambezes do Rio, uma aldeia do Barroso, próxima do Rio Cávado, em 22 de Fevereiro de 1940, e teve onze irmãos.

Ingressou no Seminário em Vila Real, em 1950, tendo completado a formação em 1962. Ordenado em 1963, foi colocado em Tourém, onde esteve oito anos. Ainda celebrava Missa em Pitões das Júnias e em Covelães. Saber+

António Joaquim Magalhães Cabral

Nasceu em Castedo do Douro, a 30 de Abril de 1931 e faleceu a 23 de Outubro de 2007.

Possuía o Curso Teológico do Seminário de Vila Real e a licenciatura em Filosofia pela Universidade do Porto. Além de professor, tinha jornadeado pelo país (centros culturais, escolas do ensino básico, secundário e universitário) e pelo estrangeiro, mormente pela Galiza, falando sobre os temas que lhe são preferidos: literatura, jogos populares e pedagogia do jogo. Saber+

Ernesto Luís Alves da Veiga de Oliveira

Nasceu no dia 24 de Julho de 1910, na Foz do Douro – Porto, e faleceu no dia 14 de Janeiro de 1990, em Lisboa. Embora oriundo de famílias nortenhas: MinhoTrás-os-MontesDouro Litoral, e até da Galiza, teve uma vivência, educação e hábitos verdadeiramente cosmopolitas.

Etnólogo, responsável pela renovação desta Ciência em Portugal, licenciou-se na Faculdade de Direito, em 1932, e na Faculdade de Ciências Histórico-Filosóficas… Saber+

Augusto Gomes dos Santos

(Arcozelo, 23.07.1924 – Arcozelo, 9.07.2011) dedicou mais de 40 anos da sua vida à divulgação do folclore, da etnografia e das tradições populares portuguesas.

Fundou a Federação do Folclore Português em 1977 (tendo sido Presidente da Direcção desde a sua fundação até 2004, e depois foi seu Presidente Honorário), dirigiu diversos Ranchos em Arcozelo, e organizou/coordenou, durante muitos anos, o Festival de Folclore Nacional do Algarve. Saber+

Fernando Lopes-Graça

(Tomar, 17 de Dezembro de 1906 — Parede, Cascais, 27 de Novembro de 1994) – Um dos mais notáveis compositor e musicólogo contemporâneos. Formado no Conservatório Nacional de Lisboa, estreou-se com “Variações sobre Um Tema Popular Português”, 1929, para piano.

Presencista desde a primeira hora colabora na revista até que em 1936 parte para Paris, onde, de 1937 a 1939, estudou Musicologia na Sorbonne. Regressado a Portugal,… Saber+

Gonçalo António da Silva Ferreira Sampaio

Botânico, musicólogo e professor universitário. Nasceu em São Gens de Calvos, Póvoa de Lanhoso, no ano de 1865, e faleceu na cidade do Porto a 28 de Julho de 1937.

De origens humildes, foi com algum sacrifício de parentes e amigos que iniciou os seus estudos na cidade de Braga e os continuou no Porto. Matriculou-se na Universidade de Coimbra com a intenção de se licenciar em Matemática. Saber+

Joaquim Teófilo Fernandes Braga

(Ponta Delgada, 24 de Fevereiro de 1843 — Lisboa, 28 de Janeiro de 1924) – Escritor (poeta e ensaísta), sociólogo e político português.

Estudou direito em Coimbra a partir de 1861, doutorando-se sete anos depois. Foi regente da cadeira de literaturas modernas no curso superior de letras, em Lisboa. Fez parte do grupo de intelectuais que, insurgindo-se contra o ultra-romantismo e o estado da nação, originaram a Questão Coimbrã.

Republicano, dirigiu o governo republicano provisório… Saber+

José Leite de Vasconcelos

(Ucanha, Tarouca – 7.7.1858 / Lisboa-17.1.1941) – Escritor, arqueólogo, numismata, professor universitário e notável etnólogo e filólogo, era descendente de família da nobreza rural.

Com a idade de dezassete anos e meio foi para a cidade do Porto, levando consigo o exame de instrução primária e um pouco de Latim e Francês. Tira o Curso dos Liceus em três anos (1876-1879) e o de Ciências Naturais de 1879 a 1881. Saber+

Michel Giacometti 

(Ajaccio, Córsega, 8 de Janeiro de 1929 – Faro, 24 de Novembro de 1990) foi um etnomusicólogo corso que fez importantes recolhas etno-musicais em Portugal.

Estudou na Suécia, doutorando-se posteriormente na Universidade da Sorbonne (Paris).

Numa visita ao Museu do Homem, em Paris, a música popular portuguesa despertou-lhe um interesse tal que fez com que se mudasse para o nosso país, em 1959, tendo-se instalado em Bragança. Saber+

Pedro Homem de Mello 

(Porto, 6.9.1904-ib, 5.3.1984) – Poeta.

Em 1926 formou-se na Faculdade de Direito de Coimbra. Foi Delegado do Procurador da República em Águeda (1927) e exerceu a advocacia.

Professor do Ensino Secundário, foi Director da Escola Comercial Mouzinho da Silveira. Estudioso do folclore português, dedicou a este campo numerosos programas na televisão e ensaios como A Poesia na Dança e nos Cantares do Povo Português, 1941…. Saber+

Rosa Barbosa Lopes, conhecida por Rosa “Ramalho” (ou Ramalha)

Nasceu a 14 de Agosto de 1888, em Galegos S. Martinho, concelho de Barcelos, filha de um sapateiro e de uma tecedeira.

Aprendeu a “acariciar” o barro desde muito nova: primeiro na casa de um vizinho, e depois, com apenas 13 anos, estabelecendo-se por conta própria. Com apenas sete anos de idade, começou a reproduzir em barro os cestos de vime que via os ciganos fazer.

Aos 18 anos, casou com um moleiro, de quem teve sete filhos… Saber+

Tomaz Ribas (Tomaz Emídio Leopoldo de Carvalho Cavalcanti de Albuquerque Schiappa Pectra Sousa Ribas)

Escritor e etnógrafo (n. Alcáçovas, Viana do Alentejo – 20.6.1918 / m. Lisboa, Campolide – 21.03.1999).

No Conservatório Nacional concluiu o curso especial de Dança e Coreografia. Foi professor no Teatro Nacional de S. Carlos e no Instituto de Novas Profissões. Cultivou o jornalismo, fazendo crítica de Teatro e de Ballet.

Praticou encenação coreográfica e teatral e participou em movimentos teatrais de vanguarda. De 1977 a 1986 foi Delegado no Algarve da Secretaria de Estado da Cultura… Saber+

1 Jorge Dias, em “Os Elementos Fundamentais da Cultura Portuguesa
2 Francisco Martins Ramos, em “Etnografia Geral Portuguesa
3 Jorge Dias

Panorama Músico-Instrumental Português

Panorama Músico-Instrumental Português

Nas terras baixas do Noroeste, do rio Minho ao Tejo, populosas e progressivas, prevalecem geralmente os cordofones populares. Estão ao serviço de uma canção

– de carácter profano e puramente lúdico,

– também de contornos melódicos simples,

– de um diatonismo elementar

– e de ritmos coreográficos regulares e vivos.

São cordofones populares: a viola, o cavaquinho, a rabeca e certas espécies mais modernas: a guitarra (portuguesa), o violão, etc,

Nas terras altas do planalto Ibérico, a Nordeste, de Trás-os-Montes às Beiras Interiores, até ao Alentejo, no Sul, mais isoladas e preservadas, onde a canção é ainda presentemente de tipo arcaico, de linhas severas, mostrando não raro reminiscências modais e entonações microcromáticas, prevalecem os velhos instrumentos do ciclo pastoril:

– em Trás-os-Montes, a gaita-de-foles (e numa área restrita, a Nordeste, o tamboril e flauta tocados por uma só pessoa) e o pandeiro;

– nas Beiras, o adufe que serve a música tanto das ocasiões lúdicas como das ocasiões cerimoniais, festas religiosas, e a própria liturgia popular, dessas regiões.

Esta distribuição poderia parecer que aponta uma coincidência entre o carácter da cultura e da música, por um lado, e dos instrumentos, pelo outro, nas duas áreas.

Contudo, encontramos a gaita-de-foles com muita vitalidade em todo o Noroeste – aliás com um repertório mal ajustado ao instrumento – a acompanhar as festas religiosas populares, procissões, a visita pascal, etc., (da qual são nitidamente excluídos, pela força do costume, precisamente os cordofones).

E, simetricamente, vemos a Leste a viola, embora rara, que por seu turno acompanha um género lúdico local aparentado com a canção das terras ocidentais.

Os cordofones

Parece pois que os cordofones populares em geral se podem considerar instrumentos específicos da música profana e de expansão lúdica ou lírica, com exclusão de quaisquer usos cerimoniais.

Ao passo que as outras categorias e designadamente a gaita-de-foles, o conjunto do tamboril e flauta, o pandeiro quadrangular (e mesmo toda a série dos idiofones menores e outros “barulhentos”), ao mesmo tempo que servem as músicas das festas e danças profanas, são contudo também admitidas, sem objecção, em funções mais austeras, como instrumentos cerimoniais e mesmo, em certos casos (muito raros) sagrados.

Este carácter dos cordofones, que detectamos nos casos actuais, parece também afirmar-se historicamente: a viola foi o mais importante dos instrumentos trovadorescos, para as suas canções líricas; ao longo dos séculos, ela vê-se através de textos e imagens iconográficas, sempre em ocasiões estritamente profanas, danças e diversões, serenatas, cantares amorosos, para entretenimento de lazeres ou a enganar tristezas.

Na Madeira e nos Açores…

Na Ilha da Madeira, têm grande relevo, como instrumentos para ocasiões lúdicas e de festa, três cordofones da família das violas:

– a viola,

– o rajão

– e o braguinha.

E como espécie cerimonial distinguimos as grandes castanholas usadas na Ribeira Grande, na missa do Parto, no Natal.

Também relativamente aos Açores se podem estabelecer duas categorias fundamentais de instrumentos musicais populares: instrumentos de expansão lúdica e instrumentos cerimoniais.

Entre os primeiros distingue-se a viola “da terra” ou “de arame“- a mais importante espécie do arquipélago – que se usa

– em todas as ocasiões festivas, sozinha ou a acompanhar o canto das modas e descantes,

– nos balhos,

– nos serões e desfolhadas,

– nas romarias,

– de caminho,

– em casamentos,

– a entreter lazeres e saudades, etc.

Os instrumentos cerimoniais são fundamentalmente os que figuram nas Folias do Espírito Santo, que se fazem ouvir sublinhando ou acompanhando os cantares próprios de certos passos dessas complexas celebrações, aliás com cenários muito variáveis de Ilha para Ilha.

O instrumental da Folia encontra-se em muitos sítios em vias de extinção e em seu lugar – e aliás desde há largos decénios – com aceitação crescente, usam-se bandas ou filarmónicas.

De referir ainda que as violas e alguns cordofones usam-se também por toda a parte

– nos balhos que têm lugar nas casas dos mordomos,

– nos cortejos dos bezerros

– e outras ocasiões de carácter mais claramente festivas

que, apesar disso, se integram no complexo cerimonial das celebrações do Espírito Santo.

Ernesto Veiga de Oliveira (texto editado e adaptado)   

 

Comidas de Natal | Gastronomia tradicional

Comidas de Natal!

«Há um só banquete português que desbanca todos os jantares de Paris, mas que os desbanca inteiramente: é a ceia da véspera do Natal nas nossas terras do Minho»

Ramalho Ortigão

Com a aproximação de Consoada, perfilam-se já na nossa memória os paladares do bacalhau com todos, do peru, do porco e do cabrito.

É nas províncias do Norte, particularmente no Entre-Douro-e-Minho (nas casas mais abastadas, já se vê), que a Consoada atinge os maiores fulgores de vitualhas.

Nos aparadores perfilam-se os mexidos, as rabanadas, o doce de aletria, os bolinhos de jerimu, o arroz-doce, o leite-creme, engrinaldados pelos cestinhos de vime ajoujados de nozes, pinhões, amêndoas, passas de uva, avelãs e passas de figo.

Começa-se pelo prato obrigatório, o bacalhau com todos os matadores, cabendo o funéreo epíteto às batatas farinhentas, às cebolas de escamas de cristal, às carnudas cenouras, aos tenros olhos de couve penca e aos cândidos ovos, que acolchoam os lombos de bacalhau de cura amarela (hoje quase uma saudade), tudo cozido, fumegante, e regado com finíssimo azeite (ao natural, ou fervente com seu dente de alho).

Há quem se fique por aqui, passando directamente às coisas doces; e actualmente assim será. Mas noutros tempos eram ainda de presença indispensável o bacalhau guisado, os bolinhos de bacalhau, e o polvo, de meia cura, apresentado em arroz de polvo, em filetes panados, guisado, ou assado no forno.

Após a Missa do Galo

Cumprido o preceito da Missa do Galo, e de volta a casa, continua-se na doçaria e serve-se o vinho quente, vinho verde tinto fervido com mel, canela, pinhões e gemas batidas, para a sossega.

Em alguns sítios, manda a tradição que não seja levantada a mesa da consoada, para que, noite alta, quando tudo estiver adormecido, os mortos familiares venham também fazer a sua festa, compartilhando dos mesmos prazeres dos vivos.

No dia seguinte, dia de Natal, o almoço é de roupa «roupa velha», o que sobrou do banquete bacalhoeiro dos vivos e dos mortos em grande fritura com ovos mexidos.

Ao jantar, fazem da sua entrada triunfal as carnes: de porco, de vaca, de galinha, e, como peça mestra, o peru assado.

A consoada nortenha não comporta carnes (por isso se diz «de magro») porque se efectua antes da missa da meia-noite.

A Consoada de norte a sul e nas ilhas!

A de Trás-os-Montes e Alto Douro afina pelo mesmo diapasão da do Minho, embora menos copiosa. Na Beira Alta o padrão é idêntico. As províncias do centro, bem como Lisboa, reflectem tradições nortenhas e sulinas.

A partir da Beira Baixa é nítida a mudança: consoa-se depois da missa do galo, os pratos festivos são de carne (peru, cabrito, leitão).

No Alentejo, à consoada chamam missadura e o porco é rei: lombo, febras, costeletas, linguiça. De resto, nas terras transtaganas a grande reunião familiar faz-se no jantar do próprio dia de Natal, onde, para lá da carne de porco frita, o ritual se concentra no peru recheado e assado no forno.

No Algarve igualmente domina o porco, sejam o lombo e a chouriça assados, seja a carne de porco com amêijoas.

O mesmo na Madeira, onde o porco só se mata nesta ocasião, e a refeição mais característica é o almoço do dia 25, com carne-de-vinho-e-alhos acompanhada de «semilhas» novas e torradas de pão.

Ainda um pouco nos Açores com torresmos e morcela, conquanto também se mate a vaca expressamente para a função.

Guia da Semana – EXPRESSO – Edição Norte

Receitas de leite-creme

Leite-creme | Lamego

Ingredientes: 500 ml de leite, 5 colheres (sopa) de açúcar, 5 gemas; 1 colher (sopa) de farinha de trigo, 1 pau de canela; casca de 1 limão, 1 cálice de Vinho do Porto.

Preparação: Comece por ferver o leite, juntamente com a casca de limão e o pau de canela, afaste um pouco do lume e retire o limão e a canela. Adicione as gemas previamente batidas com o açúcar, a farinha e o vinho do Porto. Leve a lume brando, mexendo sempre até a mistura engrossar. Coloque em tigelas e reserve. Antes de servir polvilhe com açúcar e queime com um ferro em brasa.

Na página seguinte, mais receitas regionais de leite-creme!

Leite-creme Queimado | Mesão Frio

Ingredientes: 500 ml de leite, 5 colheres (sopa) de açúcar, 5 gemas; 1 colher (sopa) de farinha de trigo, 1 pau de canela; casca de 1 limão, 1 cálice de vinho do Porto.

Preparação: Comece por ferver o leite, juntamente com a casca de limão e o pau de canela, afaste um pouco do lume e retire o limão e a canela. Adicione as gemas previamente batidas com o açúcar, a farinha e o vinho do Porto.

Leve a lume brando, mexendo sempre até a mistura engrossar. Coloque em tigelas e reserve. Antes de servir polvilhe com açúcar e queime com um ferro em brasa.

Leite-creme | Ponte de Lima

Ingredientes: 2 lt de leite, 8 colheres de sopa de farinha (tipo branca de neve), 12 colheres de açúcar, 6 gemas de ovo.

Preparação: Juntar tudo em frio e mexer. Colocar ao lume a ferver, durante cerca de 10 minutos, em lume brando. Depois colocar em travessas e cobrir com açúcar e queimar, ou com canela.

(receita de Cândida Castelo Branco)

Leite-creme Queimado | Lousada

Ingredientes: 1 litro de leite, 6 gemas de ovo, 12 colheres de açúcar, 2 colheres de farinha maizena, 1 casca de limão.

Preparação: Num recipiente junta-se um pouco de leite com as gemas, a farinha e o açúcar. Mistura-se tudo muito bem. O restante leite é colocado a aquecer juntamente com a casca do limão. Quando levantar fervura, junta-se aos poucos a mistura, mexendo sempre até estar no ponto.

Leite-creme | Matosinhos

Ingredientes: 1l de leite, 4 c. sopa de farinha maizena, 200g de açúcar, 3 gemas, 2 paus de canela, 3 cascas de limão.

Preparação: Coloque o leite a ferver com as cascas de limão e os paus de canela. Misture bem o açúcar com a farinha e adicione progressivamente ao leite quente.

Deixe ferver durante alguns minutos, mexendo sempre, até adquirir uma consistência menos líquida. Junte umas colheres do creme às gemas de ovo mexidas e adicione-as lentamente ao creme, mexendo sempre.

Retire o pau de canela e a casca de limão e coloque num recipiente. Polvilhe com açúcar e queime com um ferro próprio (pode polvilhar apenas com canela).

Leite-creme | Peso da Régua

Ferva o leite com a casca de limão e o pau de canela. Num tacho, misture o açúcar e a farinha e adicione pouco a pouco o leite fervido até envolver toda a mistura que, mexendo sempre, deverá voltar ao lume para ferver até engrossar.

Adicione, pouco a pouco as gemas batidas ao creme, e leve-o de novo ao lume, apenas 2 minutos para cozer as gemas, sem nunca deixar de bater.

Coloque o leite-creme numa travessa e, depois de arrefecido, espalhe por cima um pouco de açúcar queime-o com uma pá própria.

Leite-creme | Vila Nova de Famalicão

Ingredientes: 1 l de leite; 7 gemas; 150 g de açúcar; 2 colheres de sopa de farinha; 2 cascas de limão; açúcar q.b.

Preparação: Num tacho, misture muito bem as gemas com a farinha. Junte o açúcar e misture tudo. Aos poucos, acrescente o leite. Por fim, junte a casca de limão. Leve ao lume, mexendo sempre até começar a borbulhar.

Desligue, e retire as cascas de limão. Coloque o leite-creme numa travessa ou em tacinhas. Depois de frio e na hora de servir, polvilhe com açúcar e queime-o com um ferro próprio para o efeito.

Leite-Creme à Barrosã | Boticas

Ingredientes: leite, limão, gemas de ovo “caseiro”, açúcar, farinha, e açúcar q.b. para queimar.

Preparação: Ferve-se o leite com a casca de limão e o pau de canela. À parte, batem-se bem as gemas de ovos com o açúcar e a farinha, junta-se ao leite quente e leva-se ao lume, mexendo sempre até engrossar.

Verte-se o leite-creme numa taca ou em pratinhos, para arrefecer. Na altura de servir, polvilha-se com açúcar e queima-se com um ferro em brasa.

Também pode ser servido simples ou polvilhado com canela.

Aletria – Terras de Bouro

Deita-se 1 kg de aletria a cozer em água com 1 colher de sopa de azeite. Quando estiver meia cozida, retira-se e vai a acabar de cozer em leite com açúcar. Logo que cozida, retira-se e põe-se a escorrer.

Em panela à parte, põe-se a ferver 1/2 litro de leite com a casca de limão, 12 flores de laranjeira, 12 ovos, 100 g de amêndoas.

Quando pronto, envolve-se neste molho a aletria cozida, e vai de novo a ferver em lume brando. Deixa-se arrefecer e serve-se polvilhada de canela enfeitada com amêndoas.

Fonte

O Xaile | Trajes tradicionais portugueses

As origens do Xaile

Os primeiros destes xailes vieram para a Europa no séc. XVIII, provenientes de Caxemira, na Índia, “descobertos” por viajantes (principalmente ingleses) que os traziam como presentes para esposas, mães e filhas.

Diz-se que, em 1796, um persa cego chamado Yehyah Sayyid visitou Cachemira e governador afegão ofereceu-lhe um xaile. Sayyid, por sua vez, ofereceu-o ao Quediva do Egipto, que o presenteou a Napoleão e o deu a sua esposa a Imperatriz Josefina de Beauharnais.

Em França causou inveja e em breve as mulheres elegantes procuraram por todo os meios obter o seu próprio xaile de Caxemira.

Os xailes tornaram-se o desejo de qualquer dama elegante da Europa e América.

A raridade, elevado preço e muita procura fomenta o surgimento de imitações em França, Alemanha e Inglaterra, produzidas com lã de cabra, lã merina, de seda e de algodão.

Introdução em Portugal

O xaile terá chegado a Portugal sensivelmente na mesma altura que ao resto da Europa, diz-se que também trazido por marinheiros regressados do oriente.

Francisco Ribeiro da Silva detectou a presença de um xaile entre o rol das mercadorias confiscadas na Alfândega do Porto entre 1789 e 1791.

Como é óbvio, sendo um artigo contrabandeado significa que existe uma procura, um mercado, que é apetecível e que seria um produto apenas ao alcance de alguns privilegiados. Por via do contrabando os ricos não privilegiados conseguiam obter produtos que os colocava a par dos privilegiados e, aparentemente, o xaile seria um excelente sinal exterior de riqueza.

O Dicionário de António Morais Silva (2ª edição de 1813) define “Chalé, s.m. (do Hespanhol) – lenço pintado de marca mayor, que as mulheres trazem pelos ombros, dobrado de sorte que fique em três pontas, sendo o lenço quadrado. Os ingleses chamão chales a uma porção de certo longor, e largura de tecido mui fino de lã de camello, de comum amarela, que as mulheres lançavão ao pescoço, e as pontas enrolavão em redor do corpo até à cintura, e são assás caros; vêi da Índia Oriental (a Shale).”

A inscrição da palavra “Chalé” no dicionário de António Morais Silva significa que esta peça de vestuário era já conhecida e utilizada em Portugal no primeiro quartel do séc. XIX.

Origem espanhola?

Por outro lado, a referência à origem espanhola estará directamente relacionada com o “Manton de Manila”.

Ao que se diz foi inventado pelas operárias das fábricas de tabaco em Sevilha. As folhas de tabaco vinham das Filipinas embrulhadas em panos chineses velhos, muito ornamentados e de forma quadrangular. As mulheres cortavam-nos e colocavam-nos em triângulo sobre os ombros deixavam os braços livres para trabalhar e simultaneamente protegiam do frio. Era prático, mesmo para uma saída rápida à rua.

António Morais Silva faz ainda referência à origem do xaile, situando-a na Índia Oriental e à sua difusão entre as mulheres da sociedade inglesa.

Como é do conhecimento geral, entre nós a moda foi sempre muito influenciada pelo estrangeiro e este terá sido o principal motor para a introdução do xaile em Portugal, sendo mais plausível que a palavra xaile provenha da denominação inglesa “shawl”, do que da sua origem persa Shãl (shawl, chalé, xale, xaile).

Certo é que os primeiros xailes foram importados e simbolizavam estatuto social e poder económico só ao alcance de alguns.

A conjectura socioeconómica e a popularização do Xaile

O xaile só chega às camadas populares no início do séc.XX, em resultado de um conjunto de circunstâncias sócio-económicas favoráveis.

Fim das convulsões sociais e políticas da 1ª metade séc.XIX (Invasões francesas / guerra civil);

Incremento de uma revolução industrial tardia, iniciada com o Fontismo (1868-1889);

Evolução tecnológica (mecanização);

Melhoria das vias de comunicação e do escoamento da produção (aumento da rede ferroviária e rodoviária);

Matérias-primas abundantes e baratas;

Alguns exemplos:

Rede rodoviária – 476Km – 1850 / 11.754km – 1907

Rede ferroviária – 69Km – 1856/ 2.898Km – 1910

Indústria têxtil principal empregadora entre 1850 e 1913 (61% em 1852 e 37% em 1911)

Em 1890 os salários dos tecelões entre 280 réis/dia e 800 réis/dia (Covilhã)

Na indústria entre os 360 réis/dia e os 500 réis/dia para os homens e os 160 réis/dia e os para as 220 réis/dia mulheres.

Salário médio na poda em Vila Real entre 139 réis/dia e os 185 réis/dia

Um xaile dos Pirinéus nos Armazéns do Grandela em 1913/14 custava entre 3.600 e 5.500 réis.

Uma operária fabril ganhava entre 4.160 e 5.720 réis/mês

De artigo de luxo a peça da indumentária popular feminina

A mulher camponesa sempre usou pelas costas uma espécie de agasalho, uma saia dobrada, capa, capucha, capoteira ou mantéu e finalmente apareceu o xaile.

O xaile, beneficiando da nova conjectura torna-se mais acessível às bolsas populares e contribui também imenso para o desenvolvimento da indústria.

Por outro lado a preferência popular pelo xaile resulta de:

Prático no uso diário – permitia maior amplitude e liberdade de movimentos;

Durabilidade – grande resistência, o que os tornava mais duráveis:

Facilidade de manter e acondicionar – não necessitavam de grandes cuidados com limpeza e ocupavam pouco espaço quando arrecadados;

Compunha a figura – uma mulher envolta num xaile escondia a pobreza do seu trajar e dando-lhe dignidade.

O xaile na vida da mulher-mãe

O xaile está presente em todas as ocasiões da vida da mulher-mãe.

Aconchega o recém-nascido e retribui a parteira;

Aos domingos e dias de festa é um complemento do melhor fato;

Peça de enxoval e complemento do trajo de noiva;

Resguardo do frio e da chuva;

Nos momentos de tristeza embiocava a cara e escondia a sofrimento. No luto cobria o corpo e xaile de cor é tingido de preto, pois noutra cor não teria mais utilidade;

Serve de mortalha;

É a peça que melhor passa de mãe para filha, uma vez que na maioria das vezes nada mais havia para herdar;

O Xaile é o “tapa misérias”.

Embora possamos encontrar xailes em todas as regiões do país, o gosto, os costumes locais e a riqueza da região ditaram preferências por determinados tipos de xaile.

O xaile nas diversas regiões de Portugal

Em Trás-os-Montes e nas Beiras o xaile é negro, seja domingueiro ou de uso diário. No Alentejo, Ribatejo e Algarve além do negro, surgem outras cores, como o castanho ou o cinzento, lisos ou com padrões sóbrios.

O xaile adquire expressão máxima na região da Beira Litoral, sobretudo nos distritos de Aveiro e Coimbra, que considero a “Capital do Xaile”.

Nesta região, o gosto popular pelo uso do xaile enquanto complemento e adorno do traje, levou ao uso de uma multiplicidade de tecidos de materiais diversos, de padrões, de estampados e de cores inaudito e singular, fomentando uma indústria e um conjunto de artes e ofícios intimamente relacionado com esta peça de vestuário.

O xaile está intimamente ligado à figura da mulher e à sua vivência.

Carlos Cardoso, In “Trajes de Portugal” | Imagem de destaque

 

Os Espigueiros são construções de arte popular

Espigueiros ou canastros

Os Espigueiros são construções de arte popular que evocam a cultura do milho

Um pouco por toda a região do noroeste peninsular, surge frequentemente na paisagem rural um tipo de construção bastante característica que, pela graciosidade que possui, tornou-se num elemento emblemático daquela região – o espigueiro!

Também designado por canastro ou caniceiro em função dos materiais empregues na sua construção, o espigueiro constitui um celeiro onde o lavrador guarda as espigas.

De posse particular ou comunitária, a dimensão do espigueiro reflecte a grandeza da produção que normalmente é efectuada. De modo idêntico, a sua ornamentação depende da fantasia do construtor e dos recursos do proprietário.

Os espigueiros encontram-se, em regra, implantados em zonas onde o terreno é mais elevado de forma a permitir a secagem do milho.

Nas imediações, encontra-se a eira que aproveita as características de um solo mais plano e lajeado. É aí que se malha o centeio onde se desfolha o milho, dando lugar às alegres descamisadas que constituíam um pretexto para a escolha do namorico.

A origem dos espigueiros

A origem deste género de construções encontra-se principalmente ligada à introdução da cultura do milho na Península Ibérica de onde irradiou para o resto do mundo.

Outrora designado por “trigo índio”, o milho deverá ter-se originado do México de onde, há cerca de quinhentos anos, foi trazido nas naus de Cristóvão Colombo. Desde tempos imemoriais, o milho constituiu a base da dieta alimentar dos maias, incas e aztecas que o incluíam nos seus ritos ancestrais e o celebraram nas suas manifestações artísticas.

A sua implantação, entre nós, registou-se sobretudo na região do Minho e da Galiza, facto a que certamente não foram alheias as condições favoráveis à sua produção e onde prevalece a cultura de regadio. Com o decorrer do tempo, o cultivo do milho passou a estender-se a outras regiões, nomeadamente no centro do país onde predomina a cultura de sequeiro.

Formas, dimensões e função

Em relação ao espigueiro, estes apresentam-se das mais variadas formas e dimensões de acordo com

– as quantidades de grão a armazenar,

– as regiões onde se encontram

– e os materiais disponíveis para a sua construção.

Em localidades onde a pedra escasseia, os espigueiros são geralmente construídos em madeira. Porém, atendendo à sua predominante distribuição espacial, a maior parte encontra-se construída em pedra e madeira.

A sua fisionomia é variada, existindo sob formas rectangulares, quadradas e redondas. Contudo, ele apresentou-se inicialmente sob uma forma mais rudimentar, na maioria das vezes feito apenas de caniços com cobertura de colmo, tal como aliás sucedia com as habitações mais humildes.

E, as técnicas empregues na sua construção evoluíram à medida que se foi constatando a melhor forma de secar o cereal mantendo-o simultaneamente fora do alcance de elementos indesejáveis.

Constituindo a secagem a sua principal função, o espigueiro é construído de molde a proteger as espigas da humidade. Mas, também, salvaguardando-as da intromissão dos pássaros, insectos e roedores, assegurando ao mesmo tempo o necessário arejamento do seu interior.

E, este cuidado é tão importante quanto adverso poderá ser o inverno que se aguarda pouco tempo após a colheita do milho e as suas descamisadas.

Materiais de construção e estrutura

Tomando como modelo de referência os existentes no Minho, o espigueiro é geralmente construído em madeira e pedra, quase sempre em granito extraído na região.

Encontra-se frequentemente assente em pilares que o elevam do solo, sobre os quais assentam os dinteles que são os esteios que suportam toda a estrutura e onde se encaixam as aduelas. Estas apresentam-se de forma intervalada para permitir, através das fissuras propositadamente deixadas abertas, efectuar-se o arejamento do seu interior.

Para prevenir o acesso das formigas, uma pequena fossa com água rodeia as sapatas onde assentam os pilares do espigueiro. De igual modo, os “torna-ratos” protegem-no dos roedores. Regra geral, são cobertos de telha, existindo porém alguns que se apresentam com cobertura de colmo ou em pedra, sendo mais frequentes nestes casos em lousa e piçarra.

Para além dos elementos arquitectónicos que caracterizam o espigueiro, este é frequentemente encimado por algum elemento de adorno, na maioria das vezes apenas uma cruz. Pretende-se, assim, abençoar o milho que se irá transformar, tal como o padeiro que, antes de levar o pão ao forno, procede de forma solene a acompanhar a ladainha.

Espigueiros comunitários

Persistem em diversas localidades hábitos ancestrais que levam à utilização comum dos espigueiros de acordo com costumes e leis comunitárias. Encontram-se neste caso

– a eira que se aninha junto às muralhas do castelo do Lindoso, em Ponte da Barca,

– e no Soajo, em Arcos de Valdevez,

onde o seu uso se estende ainda a práticas iniciáticas que contemplam o alojamento dos noivos que aí vão dormir juntos antes da celebração do casamento.

Os espigueiros são mais do que meros celeiros onde se guardam as espigas das quais se produzirá o pão que vai à mesa do agricultor, amassado com o suor do seu próprio rosto e benzido com a sua Fé.

Eles constituem verdadeiras obras de arte popular que reúnem uma elevada carga simbólica, quais sacrários onde o povo guarda o alimento para o ano inteiro e, como tal, sinalizado com a cruz que o protege e resguarda de toda a maldição.

Como tal, devem ser preservados como um dos mais ricos elementos do nosso património cultural de interesse etnográfico.

Carlos Gomes, Jornalista, Licenciado em História

A imagem mostra os rudimentares Caniceiros, no Soajo, em 1911.
Foto: Ilustração Portuguesa

 

Espigueiro existente na Cabração, Ponte de Lima.
Foto: Carlos Gomes

Origem das regueifas e cantares ao desafio

Origem e tradição das regueifas e cantares ao desafio na Galiza e em Portugal

Remontam muito provavelmente à Idade Média os tradicionais cantares ao desafio tão característicos do Minho. E filiam-se, porventura, nos cantares trovadorescos e principalmente nas cantigas de escárnio e maldizer da época.

Num tempo em que o falar do povo não se distinguia ainda nas duas margens do rio Minho – Galiza e Portugal – a Língua portuguesa florescia. E tal graças a um extraordinário movimento cultural a que certamente não eram alheias

– as peregrinações a Santiago de Compostela

– a tradição da poesia trovadoresca provençal que os peregrinos transportavam consigo pelo caminho que atravessava os Pirenéus.

Estava então Portugal a dar os primeiros passos na sua formação como nação independente, fazendo tentativas várias para que também a Galiza o acompanhasse nesse projeto.

Cantares ao desafio ou regueifas

Aos cantares ao desafio, também conhecidos entre nós como desgarradas, chamam os galegos de regueifas. A este fato não é alheio o velho costume de, em ocasião de romaria, se consumir um pão doce em forma de rosca, com farinha de boa qualidade, também utilizado em ocasiões de boda.

As migrações internas e, sobretudo, as vias de comunicação levaram esta especialidade gastronómica a outras regiões do país. E foram adquirindo novas formas e denominações como fogaça e bolo-de-arco. Nalguns sítios popularizaram-se como “pão espanhol”, numa clara alusão às suas origens minhotas e galegas.

À semelhança dos cantares ao desafio, a regueifa galega constitui uma cantiga improvisada na qual duas ou mais pessoas seguem um cantar ao despique sobre um tema determinado ou simplesmente tratando de saber qual deles logra obter o maior aplauso do público.

A relação com o pão que, na realidade, dá o nome a esta forma de expressão musical reside na competição havida entre regueifeiros durante uma boda, cujo vencedor era distinguido pela noiva que lhe entregava a regueifa e dava a honra de reparti-la entre rapazes e raparigas solteiras presentes na festa.

Com o decorrer do tempo, o costume vulgarizou-se e a designação de regueifa passou a denominar o cantar ao desafio mesmo fora da ocasião de uma boda, com ou sem o pão.

Divulgação junto de outros países

Tal como a regueifa, feita de

– açúcar,

– ovos,

– manteiga

– e canela

é apreciada noutras regiões do país, e passou a marcar presença em ocasiões festivas, também o costume dos cantares ao desafio se propagou por outras paragens. Naturalmente adaptados às idiossincrasias de cada povo.

Assim sucede com

– os repentistas no Brasil e na Colômbia

– e os desafios entre payadores na Argentina e no Uruguai.

Em Portugal, a forma de cantar ao desafio adaptou-se ao fado sob a forma de desgarrada e encontramo-lo

– nos cantos das décimas do Alentejo

– e nos poetas repentistas algarvios.

Em consequência do abandono do mundo rural e das suas tradições em face do crescimento urbano e da perda do uso da língua galega, o género musical da regueifa tem vindo a cair em desuso na Galiza à semelhança de outras manifestações da cultura tradicional galega.

Porém, os cantares ao desafio têm vindo a adquirir crescente notoriedade no nosso país. E graças sobretudo a exímios cantadores e tocadores de concertina. Estes constituem uma das principais atrações de muitas festas e romarias que competem entre si a sua preferência e fazendo dela uma das tradições mais apreciadas das nossas gentes.

Carlos Gomes, Jornalista, Licenciado em História | Imagem de destaque: Bailando a regueifa em Noia, na Galiza, nos começos do século XXFonte

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