Festival de Folclore em Ponte da Barca

 

No próximo dia 10 de Agosto, pelas 21h00, junto da Igreja Paroquial de Vila Chã S. João Baptista, o Rancho Folclórico e Cultural de S. João Baptista – Ponte da Barca (Minho) vai realizar o seu IV Festival de Folclore.

Nesta iniciativa vão participar os seguintes Grupos de Folclore, em representação de diversas regiões etnofolclóricas:

Rancho Danças e Cantares das Lavradeiras de Vila Chã – Vila do Conde

Embora já existisse desde 1945, realizando esporadicamente várias exibições, só em 1981 foi oficialmente fundado, optando depois pela designação com que hoje se apresenta: Rancho Danças e Cantares das Lavradeiras de Vila Chã.

O Rancho assenta nos costumes dos povos que viveram nesta localidade e região, com especial relevo para os trabalhos de campo e a faina do mar.

São de origem regional e local, os trajes, os instrumentos e as cantigas deste Rancho. O Rancho Danças e Cantares traduz com eficácia, as velhas tradições regionais, sendo portador de grande simpatia de norte a sul do país, tendo realizado inúmeras actuações. Tem também no seu palmarés exibições em Espanha e França.

As cantigas que cantam são músicas típicas de Vila Chã, que já vêm dos seus antepassados: o Malhão, a Chula, os Viras, a Sarrasquinha, a Tirana, a Cana Verde, etc. Os trajes que apresenta são: o de trabalho (no campo e na faina do mar); o fato de domingar; o fato de festa; o fato dos noivos.

Toca os seguintes instrumentos: acordeão, viola, cavaquinho, bombo, ferrinhos, pandeireta e reco-reco. É constituído por cerca de 45 elementos.

O Rancho Danças e Cantares das Lavradeiras de Vila Chã já fez três gravações em cassetes e uma em Cd“. Fonte

Grupo Infantil e Juvenil de S. Tiago de Gavião – Vila Nova de Famalicão

Rancho Folclórico de Santo António da Várzea – Santarém

O Grupo Danças e Cantares Santo António da Várzea, conhecido pelo nome de “Os Galitos da Várzea”, fundado em 23 de abril de 1978, foi durante muitos anos, conhecido pelo país.

Com o propósito de recolher, reconstituir e divulgar as tradições folclóricas da região, entre o bairro e a lezíria, com músicas, danças e trajes tradicionais desta mesma região.

Foi fundado por Joaquim Alfredo Rodrigues Vargas, Fernando Jordão, Glória Jordão, Amélia Jordão, Luísa Ambrósio, João Diogo Menino e Manuela Vargas. Fundaram também o Rancho Infantil e também o Rancho Folclórico d’Os Galitos da Várzea. Criaram tudo nessa mesma aldeia da Várzea, letras, músicas e danças. Para angariarem algum dinheiro para saídas, quer nacionais quer internacionais, fizeram peditórios porta-a-porta, dançando à porta das casas, fazendo festas e festivais.

Passados 36 anos, o Rancho foi reaberto, no dia 23 de novembro de 2013, contando com alguns elementos que já são da velha guarda do grupo anterior. Por isso, resolveram recomeçar tudo. Contam com novos elementos, que estão a começar agora, deste modo, não contam com muita experiência, mas com a promessa de dar o melhor em tudo o que estiver ao seu alcance.Fonte

Rancho Folclórico e Cultural de S. João Baptista – Ponte da Barca

 

 

A arquitectura popular no Minho (Soajo)

Arquitectura popular no Minho

Absorvido pela terra que o alimentava, a si e à sua família, o minhoto pedia à casa só um abrigo, sem luxo nem conforto. Mas o desenvolvimento da lavoura e uma vida de maior desafogo vieram exigir mais daquela que passou a ser também a sua habitação.

A casa típica, de granito e de carvalho, associa e funde numa só, a modos de presépio, a habitação humana e o curral do gado.

As casas são de planta rectangular e geralmente de dois pisos baixos:

– o andar sobradado, para habitação,

– e o térreo, para as cortes de gado e lojas.

Nos baixos recolhe-se uma parte da alfaia e localiza-se a adega, às vezes o celeiro e até as cortes.

Uma escada de pedra, guardada ou não e de um só lanço, sobe geralmente ou longo da fachada e varanda. Esta é coberta com alpendre, por onde se entra no sobrado.

A cobertura típica, geralmente de duas águas pouco inclinadas,

– é de telha caleira

– ou, nos casos mais rústicos, de colmo e giesta,

como sucede em certas aldeias do curso superior do Lima português. No século XVIII ainda se conservava o antigo costume de cada honrada ser coberta de colmo e não de telha

À volta da casa minhota não podem faltar a eira, as medas ou moreias, o poço, as cortes e os inseparáveis espigueiros. Da Galiza veio o gosto pelos espigueiros de granito como os de Soajo (Arcos de Valdevez) ou de Lindoso (Ponte da Barca).

A típica casa minhota

A típica casa minhota, em que os baixos arrecadam e armazenam e no andar existem os aposentos de viver, surge contudo sob diversos estilos que a fortuna ou a localização quase sempre explicam.

No Lindoso, é frequente uma casa exterior dar acesso a uma varanda de granito corrida ao longo da fachada e cuja cobertura, muito baixa, apoia em singelos pilares. No térreo, a varanda faz de coberto de arrumos.

Em Cabração, Moreira de Lima e Estorãos (Ponte de Lima) eram comuns as varandas de madeira, assentando sobre pilastras.

Na Serra de Arga e na Labruja (Ponte de Lima) já as varandas, para proteger do frio, são baixas e vedadas, estreitos os respiros e os postigos.

Em Ermida e Germil (Ponte da Barca), na serra Amarela, as janelas são diminutas, escassas e muito chegadas ao beiral para fazer face às inclemências do clima.

 

Fonte: “Cores, sabores e tradições – Passeios no Vale do Lima” (texto editado e adaptado)

Romaria de S. Bartolomeu de Ponte da Barca 2018

São Bartolomeu da Barca – 2018

Vai decorrer, de 19 a 24 de Agosto de 2018, a Romaria de São Bartolomeu – a Romaria mais genuína do Alto Minho.

A Associação Concelhia das Festas de São Bartolomeu e a Câmara Municipal de Ponte da Barca apresentaram já apresentaram o cartaz e programa da Romaria.

Este evento aconteceu naquela que é uma das muitas novidades deste ano: a Loja Oficial da Romaria. Um interessante espaço de informação e venda de vários artigos dedicados à Romaria. Outra das novidades da edição deste ano é, como salientou Augusto Marinho, Presidente da CM de Ponte de Lima “o tão esperado regresso da feira do gado e da corrida de cavalos”.

Mantendo o enfoque na tradicionalidade e nos fatores distintivos da Romaria, há mais novidades para a edição 2018 da Romaria de S. Bartolomeu. Esta romaria vai realizar-se na vila barquense de 19 a 24 de agosto de 2018.

Desde logo, o facto da organização ter aproveitando o dia 18 de agosto, por ser sábado, e dar o arranque à festa com o destaque para o concerto do rapper português Piruka.

A aposta nos músicos locais com a promoção dos concertos dos Atacadores Desapertados, Malaboos e Scream4revolution são também novidade da programação deste ano. Para além disso, foi intenção promover uma maior descentralização da romaria, ocupando outros espaços da vila.

Novidades este ano

Como acontece, por exemplo,

– com a mudança da Feira de Artesanato para a área envolvente ao edifício dos Paços do Concelho,

– mantendo-se as tasquinhas no Centro de Exposição e  Venda de Produtos Regionais,

– e os Cantares ao Desafio decorrerem mais do que um dia e em diferentes locais.

Também o estacionamento foi uma preocupação, levando a organização a colocar o espaço do antigo horto municipal (junto à zona ribeirinha) disponível para estacionamento durante toda a semana.

Com o alargamento do recinto das festas, a Romaria abraçará Ponte da Barca por inteiro, envolvendo todos os grupos musicais do concelho, garantindo um programa intergeracional, respeitando sempre o cariz tradicional daquela que é a mais genuína Romaria do Alto Minho” referiu, ainda, o autarca barquense.

Do restante programa mantém-se a tradicionalidade da Noite das Rusgas – momentos alto destas festividades, a Feira do Linho, o Cortejo Etnográfico, a Procissão, e os Festivais Folclóricos.

Nada falta para que o S. Bartolomeu 2018 volte a afirmar-se como uma das grandes Romarias do Minho e do país.