Os Jogos Populares Transmontanos e Altodurienses

Jogos Populares Transmontanos e Altodurienses

Os Jogos Populares Transmontanos e Altodurienses, cujas origens se perdem no tempo, devem a sua recuperação e enorme divulgação à acção do Dr. António Magalhães Cabral (que foi, sem dúvida, o seu maior impulsionador), e tiveram a sua primeira grande Jornada em 13.11.1977, em Vila Real.

Segue-se uma listagem com o nome de alguns jogos, corridas e outros pertencentes ao património da antiga Província de Trás-os-Montes e Alto Douro. Abaixo, disponibilizaremos mais informações sobre os mesmos, particularmente as respectivas regras.

Jogo  das Argolas
Jogo da Barra
Jogo do Barril
Jogo do Batalho ou da Bilharda
Jogo do Bicho
Jogo dos Bilros
Jogo do Bota-fora
Jogo do Botão ou Pique
Jogo do Cacholo
Jogo do Carolo
Jogo do Cepo ou Galo
Jogo das Cordas
Jogo das Criadas contra as Patroas
Jogo do Farelo
Jogo da Farinha
Jogo do Ferro Bacelar
Jogo do Fito (malhas)
Jogo do Galo
Jogo das Gralheiras
Jogo do Malhão
Jogo da Mosca
Jogo do Ovo
Jogo das Panelas
Jogo da Panelinha
Jogo do Pau
Jogo da Pedra
Jogo do Pião
Jogo do Pino
Jogo do Rato e do Gato
Jogo da Reca ou Choca
Jogo da Roça (ou Rocha)
Jogo do Sapo
Jogo da Sertã
Jogo da Vara
Jogo da Vassoura
Jogo de Andas (moletas ou xiola)
Corrida de Arcos
Corrida de Burros
Corrida de Cântaros
Jogo da Carvalhinha Seca
Corrida de Sacos
Subida ao Pau Ensebado
Tracção à Corda
Desgarradas
Chega de Bois

Jogo da Farinha

1.- Duas bacias; se possível, de barro: uma com água e uma bolinha de pedra (pode ser de pingue-pingue, mas furada, para ir ao fundo) e outra com muita farinha e caramelos disfarçados, isto é, escondidos dentro, em vários pontos.

2.- Actuação individual. O concorrente mergulha a cabeça na bacia de água, retira a bola com a boca, dá-a ao monitor que lhe indica a bacia da farinha para ele ir lá tirar caramelos.

3.- Vence o concorrente que abocar mais caramelos.1

1 in “Tradições Populares – I” António Cabral, editado pelo INATEL, 1999

 

Gala da Associação CIOFF Portugal – 11 de maio de 2019

 

Vai realizar-se, no próximo dia 11 de Maio, com início às 21h30, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, a Gala da Associação CIOFF Portugal (Espetáculo de etnografia e folclore) na qual irão participar representações dos festivais internacionais de folclore que se realizam no nosso país, sob a égide do CIOFF. Trata-se de um espetáculo produzido pela Associação CIOFF Portugal que conta com a colaboração da Fundação INATEL e da Federação do Folclore Português.

Nesta iniciativa, de acesso livre, irão atuar Grupos e Ranchos de Folclore em representação dos seguintes Festivais: Folk Monção, Festarte (Leça da Palmeira – Matosinhos), Folk Cinfães – Ares e Danças do Mundo, Festival de Folclore Internacional do Alto Minho (Viana do Castelo), Folk Cantanhede, Festival Celestino Graça – A Festa das Artes e das Tradições Populares do Mundo (Santarém), Festival Internacional de Folclore do Rio (Barcelinhos), Festimaiorca (Maiorca – Figueira da Foz) e FolkFaro – Folclore Internacional Cidade de Faro [para conhecer melhor estes Festivais CIOFF em Portugal, clique aqui].

A Associação CIOFF© Portugal, atualmente presidida pela Fundação INATEL, tem como principais objetivos estabelecer a cooperação e a solidariedade entre os seus membros, nas atividades de carácter desinteressado que desenvolvem no âmbito da organização e participação em Festivais Internacionais de Folclore, bem como na preservação e divulgação da arte e cultura tradicional portuguesa.

No âmbito das suas competências, nomeadamente a de assegurar a representação de Portugal junto do CIOFF (Conseil International des Organizations de Festivais de Folklore et d’Arts Tradicionelles) e de criar uma rede de Festivais Portugueses e de Grupos associados, a Associação CIOFF Portugal integra atualmente cinquenta membros, entre efetivos, associados e honorários.

 

Criado em 1970, com os objetivos de salvaguarda, promoção e difusão da cultura tradicional e do folclore no mundo, o CIOFF é uma organização internacional cultural não-governamental (ONG) que mantém relações consultivas formais com a UNESCO, tendo sido acreditada em 2012, pelo Comité Intergovernamental, como Consultora para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. O CIOFF está hoje representado em cento e um países dos cinco continentes, que no seu conjunto promovem mais de trezentos festivais por ano.

 

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Festival CIOFF® Culturas Mediterrânicas em Lisboa

O Festival, que se assume como uma mostra cultural das tradições, usos e costumes dos países do mediterrâneo e de influência mediterrânica, decorre de 12 a 16 de Setembro em Lisboa, no Parque de Jogos 1º de Maio.

O Festival CIOFF® Culturas Mediterrânicas é uma iniciativa do CIOFF® Portugal em parceria estratégica com a Fundação INATEL.

O CIOFF® é a entidade mundial que regula os festivais internacional de Folclore no Mundo. Em Portugal tem 52 associados e é presidido pela Fundação Inatel. O CIOFF® Portugal candidatou-se a organizar, no nosso País, um Festival de Culturas Mediterrânicas, candidatura aceite pela organização.

Os destaques da programação anunciada em conferência de imprensa, no passado mês de Maio, vão para atuação de Rabih Abou-Khalil e do fadista português Ricardo Ribeiro, que abrem o festival no dia 12 de Setembro; no dia 13 é tempo de dar as boas vindas aos enérgicos Folk n’ Roll, da Grécia, que vêm animar o público com uma explosiva fusão entre a sonoridade dos balcãs, ska e reaggae; Diretamente da Macedónia chegam os Fanfarra Luboyna – nome maior da nova música tradicional macedónica – para uma atuação no dia 14. No dia 15, um dia antes do fecho do festival, uma das mais belas e representativas vozes da nova geração de fadistas nacionais, Joana Amendoeira, fecha a noite e o ciclo de apresentações de espetáculos de músicas do mundo. Os concertos têm lugar a partir das 21h. O festival continua no dia 16 de Setembro, com uma grande apresentação dos grupos tradicionais e de folclore dos países convidados.

No âmbito do Festival CIOFF® Culturas Mediterrânicas decorre, em paralelo, a Conferência Internacional “Mediterrâneo: Território dos 5 Sentidos”, organizada pelo CRIA – Centro em Rede de Investigação e Antropologia do ISCTE, pela FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) com o apoio da Associação Turismo de Lisboa – a realizar nos dias 12 e 13 de Setembro no ISCTE. A conferência pretende-se um espaço de encontro de especialistas e personalidades da cultura, para debate sobre o presente e o futuro no mediterrâneo e da cultura como promotor da Paz.

 

Sobre a Conferência

Espaço de encontro de especialistas e personalidades da cultura, para debate sobre o presente e o futuro no mediterrâneo. A cultura como promotor da Paz. Uma Conferência Internacional sobre a temática das culturas mediterrânicas será realizada nos dias 12 e 13 de setembro de 2018, marcando a abertura solene do Festival CIOFF® de Culturas Mediterrânicas.

Esta iniciativa será apoiada pelo Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e pelo ISCTE-IUL, que a acolhe.

O mote para esta conferência será o de pensar e reflectir sobre várias temáticas, enquadradas por diferentes áreas de estudos, com o Mediterrâneo como pano de fundo, mas sobretudo norteada pelos cinco sentidos – visão, tacto, audição, olfacto e paladar. Para além das cinco conferências enquadradas pelos cinco sentidos, terá igualmente lugar uma conferência final onde se debaterão questões contemporâneas ligadas ao Mediterrâneo, quer enquanto área geográfica quer enquanto área de estudos, contando com oradores nacionais e internacionais.

Desta conferência resultará ainda a edição de um livro de atas, cujos exemplares editados serão oferecidos pelo CIOFF® Portugal a várias organizações e instituições de âmbito cultural reconhecido, bem como de ensino em Antropologia, Etnomusicologia e Sociologia e também a todos os países com representação no CIOFF®.

 

Horários e atividades

Nos dias 12 e 13 o recinto do festival está aberto das 15h às 23h, no dia 14 das 15h às 24, no dia 15 das 10h às 24h e no dia 16 das 10h às 22h. As atividades não se ficam pelos concertos: durante o dia há oficinas diversas, ciclos de cinema, espetáculos de folclore nacional e internacional, animações de rua, gastronomia, artesanato, exposições, uma zona de restauração e espaço criança com atividades para os mais novos. A entrada no recinto e todas as atividades são gratuitas.

Francisco Madelino, Presidente do CIOFF® Portugal, realça os seguintes aspetos deste evento e o porquê do empenho na sua organização:

– A afirmação da riqueza etnográfica do nosso País, quer nos seus conteúdos, quer na qualidade do trabalho dos nossos Festivais CIOFF® e dos grupos etnográficos nacionais associados, tendo estes feito uma adaptação impressionante, nos últimos anos, na investigação e no rigor do que representam.

– A promoção do diálogo intercultural entre os Povos, sobretudo numa região como Mediterrâneo, que tem sido um espaço milenar de misturas culturais, que nos enriqueceram e fazem, e, sobretudo, que deram à Europa contributos civilizacionais importantes.

– Promover espaços de partilha e usufruto, na Cidade de Lisboa e no País, entre gerações. Os países são feitos de raízes culturais ancestrais, mas que se renovam permanentemente, em processos intergeracionais, em que o antigo se renova, numa cadeia de união intemporal.

 

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Informações mais detalhadas sobre a iniciativa:

Festival

Programação

Países e Grupos participantes

Conferência Internacional

Exposições

Ciclo de Cinema Olhares do Mediterrâneo

Oficinas

Horários e Informações úteis

Notícias

Contactos

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António Magalhães Cabral | Pessoas

António Joaquim Magalhães Cabral

Nasceu em Castedo do Douro, em 30-04-1931 e faleceu a 23 de Outubro de 2007. Possuía o Curso Teológico do Seminário de Vila Real e a licenciatura em Filosofia pela Universidade do Porto.

Além de professor, tinha jornadeado pelo país (centros culturais, escolas do ensino básico, secundário e universitário) e pelo estrangeiro, mormente pela Galiza, falando sobre os temas que lhe são preferidos: literatura, jogos populares e pedagogia do jogo. Na área pedagógica, foi membro do Conselho de Redacção da revista galaico-portuguesa O Ensino.

Como animador sócio-cultural, fundou o Centro Cultural Regional de Vila Real (1979) de que foi o Presidente da Direcção até 1991. É sobretudo na investigação e organização de festas de jogos populares que a sua acção tem sido mais notória, mesmo depois de 1991, ano em que passou a ser o Presidente da Assembleia Geral do CCRVR.

Expert do Conselho da Europa no II Estágio Alternativo Europeu sobre Desportos Tradicionais e Jogos Populares (Lamego, 1982) e principal responsável pela organização dos Jogos Populares Transmontanos e Jogos Populares Galaico-Transmontanos, com início respectivamente em 1977 e 1983. No âmbito do CCRVR fomentou a vida associativa, promovendo numerosos encontros.

No FAOJ (Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis), que antecedeu o Instituto da Juventude [atualmente IPDJ], desempenhou os cargos de Delegado do Distrito de Vila Real e Coordenador da Zona Norte (l974-1976).

Presidente da Direcção da ANASC (Associação Nacional de Animadores Socioculturais, fundada em 1995, e seguidamente Presidente da Assembleia Geral, função que já não exerce, participando em sucessivos congressos internacionais.

Desde Março de 1996 até final de Janeiro de 2004, foi Delegado do INATEL no Distrito de Vila Real, o que lhe permitiu, segundo a sua inclinação, privilegiar a cultura popular.

Intensa actividade literária e jornalística

No domínio das letras e das artes fundou em Vila Real a revista Setentrião (1962) e Tellus de que foi o primeiro director (1978), e o mensário Nordeste Cultural (1980).

Promoveu, através do CCRVR, cinco encontros de escritores e jornalistas de Trás-os-Montes e Alto Douro: em Vila Real (1981), Chaves (1983), Bragança, Mirandela e Miranda do Douro (1984), Lamego, Régua e Alijó (l985) e Vila Real (1997). Foi agraciado com as medalhas de prata de mérito municipal de Alijó (1985) e de Vila Real (1990).

Seleccionado para Maletas Literárias de duzentos livros portugueses, no programa Territórios Ibéricos – 2004-2005. Colaboração dispersa por revistas e jornais portugueses e estrangeiros, salientando-se a colaboração semanal (Novembro de 1993 – Janeiro de 1995) no jornal Público, com textos sobre tradições populares, no Semanário Transmontano, com a rubrica Entre Quem É, e ainda no Entre Letras (Tomar), Notícias do Douro e Notícias de Vila Real.

Participação em programas de rádio e de televisão, colectâneas escolares, obras colectivas e antologias de poesia como: Poesia Portuguesa do Pós-Guerra, Poesia 71, Oitocentos Anos de Poesia Portuguesa, Hiroxima, Vietname, Poemabril, Ilha dos Amores, O Trabalho, Poetas Escolhem Poetas, Ao Porto – colectânea de poesia sobre o Porto, De Palavra em Punho – antologia poética da resistência, Antologia Neruda/cem anos depois, etc.

Alguns poemas de António Cabral foram cantados por Manuel Freire, Correia de Oliveira e Francisco Fanhais. Prefaciou e/ou fez a apresentação de diversos livros, entre eles, Cantar de Novo, de José Afonso (Tomar, 1971) e Ser Torga, de Fernão Magalhães Gonçalves (Porto, 1992), e também de obras de escritores transmontanos com projecção nacional, como Bento da Cruz e A.M. Pires Cabral.

Bibliografia

(para além de obras de Poesia, Ficção, Teatro e Ensaio – Literatura):

Etnografia e Antropologia

Cancioneiro Popular Duriense, Direcção-Geral da Divulgação e Centro Cultural Regional de Vila Real. Lisboa, 1985.

Jogos Populares Portugueses, Editorial Domingos Barreira. Porto, 1986.

Os Jogos Populares – Onze Anos de História: 1977-1988, Colecção Nordeste Cultural, Centro Cultural Regional de Vila Real, 1988.

Jogos Populares Infantis, Editorial Domingos Barreira, Porto, 1991; 2ª edição, Editorial Notícias, Lisboa, 1998.

Jogos Populares Portugueses de Jovens e Adultos, Editorial Domingos Barreira, Porto, 1991; 3ª edição, Editorial Notícias, Lisboa, 1998.

Jogos Populares e Provérbios da Vinha e do Vinho, Casa do Douro. Régua, 1991. ( Este livrinho foi reeditado, com acrescentos, em 2001, na revista Douro – Estudos & Documentos -11.)

A Cantiga e o Romance Popular no Alto Douro, Douro – Estudos & Documentos – 12, Porto, 2001 ( com separata, como a publicação anterior.)

Ludoteoria

Os Jogos Populares e o Ensino, Centro Cultural Regional de Vila Real, 1981.

Teoria do Jogo, Editorial Notícias. Lisboa, 1990.

A Imitação e a Competição no Jogo Infantil, Escola Superior de Educação de Santarém, 1992.

O Modelo Lúdico do Ensino-Aprendizagem, Escola Superior de Educação de Santarém, 1995.

Tradições Populares – I, INATEL. Lisboa, 1999.

Tradições Populares – II, INATEL. Lisboa, 1999.

O Jogo no Ensino, Editorial Notícias. Lisboa, 2001.

O Mundo Fascinante do Jogo. Editorial Notícias. Lisboa, 2002.

Brinquedos Infantis, netbila.net – 2006

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