Folclore: das Paradas Agrícolas aos Cortejos Etnográficos

Os cortejos etnográficos

Os cortejos etnográficos constituem um espectáculo geralmente muito apreciado do público. Mesmo comparativamente às exibições de ranchos folclóricos, vulgarmente designadas por festivais.

Em diversas localidades do país, eles integram as respectivas festividades, atraindo milhares de forasteiros e tornando-se, quase sempre, um dos momentos mais apreciados do público. São exemplo o cortejo nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo e nas Feiras Novas, em Ponte de Lima.

Nas aldeias e freguesias em redor, o povo prepara com afano a sua participação no aprazado cortejo. Levam consigo os elementos mais característicos que de alguma forma identificam a sua terra. Procuram, assim, representar aspectos peculiares dos ciclos do trabalho, desde a sementeira do linho à sacha do milho, da pastorícia à produção do vinho.

A acompanhar, a rusga ou o rancho a animar o desfile com as alegres rapsódias do folclore local. E o povo que se apinha à beira do passeio para ver passar os figurantes, interage com eles que, não se fazendo rogados, brinda os mais sequiosos com malgas de verdasco.

Das Paradas Agrícolas aos Cortejos Etnográficos

O aparecimento dos cortejos etnográficos remonta aos começos do século XX e tem a sua origem nas paradas agrícolas. Estas realizavam-se como uma mostra das produções locais, com vista a incentivar as actividades económicas e promover o desenvolvimento da respectiva região.

O elemento etnográfico apenas surgia como uma forma de emprestar um ambiente pitoresco a contento de uma burguesia apreciadora de costumes por ela considerados bizarros. Porém, não constituía a sua principal finalidade, pese embora servirem para transmitir uma ideia de que o trabalho era valorizado e, como tal, o próprio povo que o realizava.

A revista “Ilustração Portugueza” dá-nos conta de diversas paradas agrícolas que então se efectuavam. Aliás, à semelhança das exposições de outros produtos, com o objectivo de promover a sua venda e exportação.

Juntamente com o jornal “O Século”, a que se encontrava ligado e constituindo um instrumento de propaganda dos ideais republicanos e da maçonaria, aquela revista era especialmente difundida entre os sectores burgueses estabelecidos nos centros urbanos de quem, aliás, recebia os clichés e as notícias que publicava, mantendo uma rede de correspondentes que se estruturava paralelamente à própria organização política.

A revolução industrial e a divulgação de iniciativas

A revolução industrial determinou a necessidade de se organizarem certames, alguns de projecção internacional, com vista

– à promoção dos produtos dos vários países

– e à divulgação das mais recentes realizações da indústria e da tecnologia.

São tais eventos que estão na origem das exposições mundiais e nas grandes feiras industriais que são levadas a efeito pelas associações empresariais de diversos sectores de actividade. Mas, também a uma escala regional foram surgindo iniciativas do género que ainda subsistem, embora registando modificações que o tempo lhes impôs.

Romaria de Nossa Senhora d’Agonia

Romaria de Nossa Senhora da Agonia – Viana do Castelo – 2019

Devoção e Tradição

Há quase 250 anos que, a cada mês de agosto, a cidade de Viana do Castelo entra em festa, por entre devoção e muita tradição, com a “Rainha das Romarias de Portugal”.

Ainda hoje a Romaria de Nossa Senhora de d’Agonia mantém alguns dos aspetos mais genuínos daquela que é a mais tradicional festividade do país e que anualmente leva milhares de pessoas a esta cidade do norte de Portugal.

Em 2019, a festa faz-se em cinco dias, terminando a 20 de agosto, feriado municipal e dia consagrado à padroeira, com a realização da procissão ao mar em honra de Nossa Senhora d’Agonia, uma das mais verdadeiras provas de devoção das gentes da Ribeira de Viana do Castelo.

A Romaria em honra de Nossa Senhora d’Agonia nasce em 1772, pela devoção dos homens do mar, que pedem proteção à padroeira. A festa foi crescendo e junta hoje a devoção, a história e a riqueza etnográfica, valendo-lhe o título popular de “A Romaria das Romarias de Portugal”.

Dita a festa que se acorde ao som dos foguetes, enquanto de fundo se ouvem por toda a cidade os bombos e as concertinas. Nos dias de festa não faltam os desfiles das mulheres com os seus trajes e a sua “chieira”, envolta em peças únicas de ouro tradicional.

E assim, Viana do Castelo torna-se na maior montra de ouro, palco de tradições únicas, dos tapetes de sal que a fé alimenta, ao fogo-de-artifício que fecha cada dia de festa que começa por entre o alvoroço e as brincadeiras dos gigantones e cabeçudos.

Sejam bem-vindos à Romaria d’Agonia.

Programa

Dia 3

16h30 – Abertura da XVIII “Exposição/Feira de Artesanato da Romaria d’Agonia”

Dia 16

08h30 – Alvorada – Praça da República
09h30 – Circuito do Feirão – Em vários locais da cidade
09h30 – Concertos Musicais
11h00 – Apresentação de cumprimentos ao Executivo Municipal
12h00 – Revista de “Gigantones e Cabeçudos” – Praça da República
14h00 – Concertos Musicais
16h00 – Desfile da Mordomia – Saída do Palácio dos Cunhas, antigo Governo Civil, em direcção à Cúria Diocesana – Largo de S. Domingos
21h00 – Desfile de Grupos de Bombos e Cabeçudos – Avenida dos Combatentes da Grande Guerra
22h00 – Concertos Musicais
22h00 – Espectáculo musical – com “Sons do Minho” – Praça da Liberdade
00h00 – Fogo-de-artifício – Jardim Marginal
Arraial de Dj ́s – Junto ao Castelo Santiago da Barra

Dia 17

08h30 – Alvorada – Praça da República
09h30 – Concertos Musicais
10h00 – Remo no estuário do Rio Lima
12h00 – Revista de “Gigantones e Cabeçudos” – Praça da República
14h00 – Concertos Musicais
16h00 – Cortejo Histórico Etnográfico, com formação na Alameda 5 de Outubro terminando junto à Rotunda do Pescador, na Alameda Campo d’Agonia
21h00 – Desfile “Vamos para o Festival” – Av. dos Combatentes da Grande Guerra
21h30 – Concertos Musicais
22h00 – Festival Folclórico – Palcos da Praça da Liberdade e anfiteatro do Jardim da Marina
00h00 – Fogo-de-artifício, designado por Fogo do Meio ou da Santa – Campo d’Agonia
Arraial de Dj ́s – Junto ao Castelo Santiago da Barra

Dia 18

08h30 – Alvorada – Praça da República
09h30 – Circuito do Feirão – Em vários locais da cidade
09h30 – Concertos Musicais
12h00 – Revista de “Gigantones e Cabeçudos” – Praça da República
14h00 – Concertos Musicais
16h00 – Procissão Solene em honra de Nossa Senhora d’Agonia pelas ruas da cidade
21h00 – Desfile de Grupos de Bombos e Cabeçudos – Av. dos Combatentes da Grande Guerra
21h30 – Concertos Musicais
22h00 – Praça da Música – Música Popular
22h00 – Festa do Traje – Centro Cultural de Viana do Castelo
00h00 – Serenata – Rio Lima
Arraial de Dj ́s – Junto ao Castelo Santiago da Barra

Dia 19

08h30 – Alvorada – Praça da República
09h30 – Concertos Musicais
12h00 – Revista de “Gigantones e Cabeçudos” – Praça da República
14h30 – Concertos Musicais
15h00 – Festival de Concertinas | Cantares ao Desafio – Praça da Liberdade
21h00 – Desfile “Vamos para o Festival” – Av. dos Combatentes da Grande Guerra
21h30 – Concertos Musicais
22h00 – Festival Folclórico – Palcos da Praça da Liberdade e anfiteatro do Jardim da Marina
22h – Tapetes Floridos – Início da confecção dos “Tapetes Floridos” nas ruas da Ribeira
Arraial de Dj ́s – Junto ao Castelo Santiago da Barra

Dia 20 – Dia de Nossa Senhora D’Agonia

08h30 – Alvorada – Praça da República
09h00 – Tapete floridos – Visita às ruas da Ribeira para admirar os “Tapetes Floridos”, cuidadosamente feitos durante a noite
09h30 – Concertos Musicais
09h30 – Circuito do Feirão – Vários locais da cidade
12h00 – Revista de “Gigantones e Cabeçudos” – Praça da República
14h30 – Concertos Musicais
14h30 – Procissão ao Mar – Solene Concelebração Eucarística no Santuário de Nossa Senhora d’Agonia, seguida de Procissão ao Mar
21h00 – Desfile de Grupos de Bombos e Cabeçudos – Av. dos Combatentes da Grande Guerra
21h30 – Concertos Musicais
22h00 – Espectáculo musical com “Augusto Canário e Amigos” – Campo d’Agonia
00h00 – Fogo-de-artifício – Campo d’Agonia
Arraial de Dj ́s – Junto ao Castelo Santiago da Barra
Fonte

Festival Internacional de Folclore | Braga 2018

 

Vai realizar-se, amanhã, Sexta-feira, dia 20 de julho, a partir das 16h00, o Desfile Etnográfico do Festival Internacional de Folclore (FIF), entre o Arco da Porta Nova e a Avenida Central, em Braga.

Este Cortejo Etnográfico marca o início do 20.º Festival Internacional de Folclore que decorrerá até ao próximo Domingo, dia 22 de Julho, na Avenida Central, com a participação de 13 grupos oriundos de Portugal, Chile, Índia, Rússia, Peru, Turquia, Sérvia, Espanha e Eslovénia.

O desfile inicia-se no Arco da Porta Nova, seguindo depois pela rua D. Diogo de Sousa e rua do Souto, terminando na Avenida Central.

 

Assim, de 20 a 22 de Julho, Braga volta a acolher o Festival Internacional de Folclore, que terá como palcos principais as Ruas do Centro Histórico e a Avenida Central.

Para além de dois grupos do concelho de Braga, o Festival conta, este ano, com a participação de um grupo da Região Autónoma da Madeira.

 

Grupos Participantes:

Grupo Folclórico da Universidade do Minho (Braga, Portugal)

Ballet Folclorico Municipal (Rancagua,Chile)

Utkarsh Dance Academy LLP (Índia)

The Free Steppe (Rússia)

Taller de Danzas Folkloricas “Todas Las Sangres” (Peru)

“Embers of Anatolia” Anadolu University Folklore Research Center (Turquia)

Kud PKB Korporacije (Sérvia)

Coros y Danzas Santomera (Múrcia, Espanha)

Grupo Folclore de Ponta do Sol (Madeira, Portugal)

Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio (Braga, Portugal)

Folk Dance Group Tine (Rožanc, Eslovénia)

Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé” (Braga, Portugal)

Rusga de São Vicente de Braga / Grupo Etnográfico do Baixo Minho (Braga, Portugal)

 

22 de Julho

17h00 | Avenida Central – atuações dos Grupos

Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé” (Braga, Portugal)

Grupo Folclore de Ponta do Sol (Madeira, Portugal)

Ballet Folclorico Municipal (Rancagua,Chile);

“Embers of Anatolia” Anadolu University Folklore Research Center (Turquia);

Folk Dance Group Tine (Rožanc, Eslovénia);

Rusga de São Vicente de Braga / Grupo Etnográfico do Baixo Minho (Braga, Portugal)

 

22 de Julho

Largo da Igreja dos Congregados

Mostra de Ofícios e Tradições do Baixo Minho

 

Fonte