Romaria de Nossa Senhora da Confiança – Pedrógão Pequeno

Romaria de Nossa Senhora da Confiança

A romaria de Nossa Senhora da Confiança realiza-se no início de setembro.

Nestes dias, a população reúne-se na capela de Nossa Senhora da Confiança, localizada no topo do monte com o mesmo nome, para participar na procissão da Virgem que ali é venerada.

O primeiro registo escrito da sua realização data de 1803.

O culto tem por base uma lenda antiga, que remonta à época dos Templários: um homem, injustamente acusado de um delito que não cometera, é levado para o Convento de Cristo, em Tomar.

Tendo pernoitado a meio do percurso na vila de Pedrógão Pequeno, suplicou à Virgem Maria a sua proteção.

Avistando-a, pouco depois, pela fresta da janela, no monte em frente, prometeu construir-lhe uma ermida, voto que cumpriu após a sua absolvição.

Mais tarde, em 1902, foi construída sobre as suas ruínas uma outra capela, à qual aflui, ainda hoje, um grande número de romeiros, que vêm depor aos pés de Nossa Senhora as suas promessas e agradecimentos.

Inicialmente de três dias, esta romaria tem vindo a ser enriquecida, com diversas manifestações que prolongam a celebração ao longo da semana.

Inicia-se com a procissão, em que a imagem de Nossa Senhora da Confiança é levada da sua capela até à igreja matriz; missas festivas, uma missa campal; animação de rua com bandas, ranchos folclóricos, grupos musicais, quermesses e baile.

A festa religiosa culmina com a Procissão das Velas, realizada à noite, quando a Virgem percorre as ruas da vila no regresso à sua capela enfeitada de luzes.

A procissão termina com o colocar das velas na capela pelos fiéis e com um fogo de artifício.

A romaria, no entanto, continua na sua dimensão recreativa e cultura, na freguesia de Pedrógão Pequeno. 1

Capela de Nossa Senhora da Confiança - Pedrógão PequenoCapela de Nossa Senhora da Confiança – Pedrógão Pequeno

Oração a Nossa Senhora da Confiança

Ó Maria!
Em vossas mãos ponho esta súplica (pede-se):
abençoai-a e depois apresentai-a a Jesus;
fazei valer o vosso amor de Mãe e o vosso poder de Rainha.

Ó Maria!
Eu conto com o vosso auxílio.
Confio em vosso poder.
Entrego-me a vossa vontade.

Estou seguro (a) de vossa misericórdia.
Ó Mãe de Deus e minha,
Rogai por mim.

Sobre Pedrógão Pequeno

“Vila sobranceira ao Rio Zêzere, junto à barragem do Cabril, Pedrógão Pequeno, com as suas ruas e ruelas bem típicas esconde histórias, lendas e património, é conhecida como a Jóia da Beira Baixa ”

A povoação de Pedrógão Pequeno, no termo da Sertã, foi doada por D. Afonso Henriques, na segunda metade do século XII, à Ordem do Templo e por D. Sancho II em 1216, à Ordem do Hospital.

Em 1419 ainda era do termo da Sertã, mas não tardou em alcançar uma relativa autonomia, que nessa época se concedia a todas as pequenas vilas do país.

Terá sido elevada à categoria de vila no século XV, por Diogo da Silveira, escrivão particular e conselheiro de D. Afonso V, e senhor da povoação, desde 1448, mediante doação de D. Vasco de Ataíde, Prior do Crato.

A 20 de outubro de 1513, D. Manuel I, O Venturoso, concede a Pedrógão Pequeno foral novo.   

Foi sede de concelho até novembro de 1836. 2

A Vila de Pedrógão Pequeno integra a Rede das Aldeias do Xisto.

A não perder na sua visita à vila:

– a Ponte Filipina (classificada como monumento nacional),

– o Pelourinho,

– a Igreja Matriz,

– a Capela da Misericórdia

– e o edifício da Junta de Freguesia.

Fontes: 1 “Saber ser – saber fazer – O património cultural imaterial da região centro” | 2