O Arquipélago da Madeira em pleno oceano Atlântico

O Arquipélago da Madeira

Aspectos geográficos

Madeira é nome de ilha e arquipélago de Portugal. Situa-se no Atlântico oriental e oferece algumas das mais belas paisagens do país. Como sucede com os Açores, o arquipélago constitui uma região autónoma, administrada por um governo regional com sede no Funchal.

O concelho do Funchal tem uma área de 73,1 km2 e compreende 10 freguesias: Imaculado Coração de Maria, Monte, Santo António, São Gonçalo, Santa Luzia, São Martinho, Santa Maria Maior, São Pedro, São Roque, Sé.

O arquipélago é formado pelas

– ilhas da Madeira e do Porto Santo,

– e pelos ilhéus Selvagens (Grande, Pitão Grande e Pitão Pequeno) e Desertas (Grande, Bugio e Chão),

compreendendo os concelhos de Calheta, Câmara de Lobos, Funchal, Machico, Ponta do Sol, Porto Moniz, Porto Santo, Ribeira Brava, Santana, Santa Cruz e São Vicente.

São de natureza vulcânica

As ilhas são de natureza vulcânica. Os pontos mais altos desta região autónoma são, na Ilha da Madeira, o Pico Ruivo de Santana (1861 m), e, em Porto Santo, o Pico do Facho (517 m). Devido à sua origem vulcânica, toda a morfologia das ilhas é acidentada.

A Ilha da Madeira, designadamente, é caracterizada pelas suas arribas altas, por vezes de centenas de metros. As praias de areia são inexistentes e as estreitas faixas litorais são constituídas por materiais grosseiros, de cor escura.

A taxa de crescimento da população é muito elevada, e como a estrutura socioeconómica do arquipélago não permite aproveitar a mão-de-obra nativa, as migrações para o estrangeiro e também para o continente sucedem-se. De forma idêntica, a população rural, procurando melhores condições económicas e sociais, abandona os campos e parte para o Funchal, único aglomerado caracteristicamente urbano. O povoamento, aliás, é predominantemente disperso, acompanhando a divisão da propriedade e a preponderância da pequena exploração familiar.

O natural ou habitante da Região Autónoma da Madeira denomina-se madeirense.

História e Monumentos

O arquipélago já era conhecido no século XIV, mas só entre 1418 e 1420 foi redescoberto por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, tendo o seu povoamento começado em 1425, já que as ilhas se encontravam desertas.

Tradições, lendas e curiosidades

Um dos costumes antigos das gentes da Madeira é a matança do porco que servirá para comer no Natal e salgar para o resto do ano. A matança do animal é levada a cabo por um grupo de homens com barrete de vilão, seguindo um ritual tradicional. O dia da matança é um dia de festa em que todos comem, bebem, tocam e cantam ao desafio.

Associado ao turismo aparece o tradicional carro de cesto ou carrinho do monte, conduzido por dois homens, vestidos de fato branco, chapéu de palha e bota chã. Estes controlam através de cordas a descida do carro.

Outro meio de transporte típico é o carro de bois que desliza como um trenó, guiado por um boieiro.

A lapinha e a rocinha

Da tradição faz também parte a lapinha, uma espécie de presépio em honra do Menino Jesus, cuja visita é usual na época natalícia. Os visitantes cantam modinhas e no fim são recompensados segundo a tradição com licor de tangerina, biscoitos e bolo de mel.

No entanto, a rochinha tem vindo a substituí-la, reproduzindo aspectos da vida da ilha. Montam-se nas encostas onde se colocam pastores com os seus rebanhos e outras figuras típicas como o leiteiro, grupos a dançar o bailinho, procissões e outros elementos característicos.

Numa furna, coloca-se o Menino Jesus, a Nossa Senhora, o São José, os animais do presépio e os Reis Magos. Estes elementos encontram-se iluminados por uma lamparina de azeite.

A passagem de ano é conhecida pelos espectáculos de fogo-de-artifício, atraindo muitos visitantes.

Uma curiosidade reside no nome que os madeirenses dão às batatas, designando este tubérculo como semelhas.

Nos mercados vendem-se frutos variados, desde as conhecidas bananas da Madeira aos abacates, anonas e mangas, entre muitos outros frutos. As flores encontram-se também presentes com grande diversidade, incluindo espécies endémicas e outras que foram introduzidas.