Museu Etnográfico da Região do Vouga

 

O Museu Etnográfico da Região do Vouga, representativo da considerada Região do Vouga, está localizado na vila de Mourisca do Vouga que, em tempos anteriores, foi uma quinta com exploração agrícola. Desta quinta, permanece até hoje uma casa senhorial dos finais do século XIX, típica do período da emigração do Brasil ao gosto burguês. É uma construção em gaiola, com fachada coberta a azulejo coroada com uma plantibanda de colunetos.

O Museu reflecte as vivências do povo da região do Vouga, com colecções de fotografias, xailes, lenços, colchas, os barqueiros do Vouga, as salinas de Aveiro, os ferreiros da Mourisca, uma cozinha, entre outras exposições distintivas do viver do povo de antanho.

O trabalho, iniciado em 1977 pelo etnógrafo José Maria Marques, continua hoje a ser desenvolvido com todo o carinho e respeito que merece. É de salientar que o Museu Etnográfico da Região do Vouga já foi suporte de vários estudos e trabalhos.

No final do ano passado [2018], o Museu Etnográfico da Região do Vouga, em parceria com a Câmara Municipal de Águeda, apresentou uma aplicação móvel. A aplicação disponível para Android e iOS, podendo ser usada no smartphone ou em tablet. Em peças de maior destaque, foram colocadas placas de identificação com QR code para que os visitantes possam retirar mais informação das peças expostas. Para instalar esta aplicação apenas é necessário pesquisar nas stores por “Museu Etnográfico da Região do Vouga” e selecionar “Instalar”.

Sugestão de leitura

Casa-Museu de Aljustrel é um espaço etnográfico

 

Entendemos que os grandes ou pequenos Museus de Etnografia, que cada grupo ou rancho folclórico expõem na sua sede, não podem ser apenas um local de armazenamento de objectos, abrigados do tempo e dos bárbaros, o que já seria muito. Devem ser um local de preservação e conservação com todos os cuidados que são inerentes, uma vez que é necessário prestar a devida atenção às temperaturas, humidades e ventilações. Tornando este local de divulgação, perpetuação, estudo e pesquisa, com a devida projecção para o exterior, envolvendo grupos folclóricos, universidades, escolas e outras instituições, com um importante papel educativo nas populações.

Vivemos tempos “líquidos”, nada existe para durar. A constante ameaça de perda de todos estes valores e a falta de consciencialização para a preservação da nossa cultura são um entrave ao desenvolvimento deste grandes projectos culturais. Não devemos deixar os nossos Museus Etnográficos no esquecimento, para que a geração vindoura não deixe de conhecer e estudar o seu passado.

Fernando Jorge Gonçalves