Grupo Típico O Cancioneiro de Castelo Branco

 

Vai realizar-se no próximo dia 1 de dezembro de 2019, a partir das 16h, no Cineteatro Avenida – Castelo Branco, uma iniciativa para celebrar o XV aniversário do Grupo Típico O Cancioneiro de Castelo Branco, tendo como grupo convidado o Rancho Folclórico Sarnadas de Ródão.

O Grupo Típico “O Cancioneiro de Castelo Branco” foi fundado a 23 de Novembro de 2004, por um grupo de homens de boa vontade, sendo parte integrante da Associação Cultural e Recreativa, que engloba outros sectores da Cultura, Recreio e Desporto.

É constituído por cerca de 74 elementos, constituído por tocadores, cantadores, bailadores e bailadeiras, com um espírito bastante jovem.

Este Grupo de Folclore tem como principais objectivos:

– Recolher, preservar e divulgar toda a herança cultural popular da sua região (concelho).

– Defender e valorizar o património cultural em geral.

– Promover a valorização cultural e social das pessoas ligadas a ele.

– Representar, da melhor maneira possível, a cultura da nossa região, por todos os locais do continente, regiões autónomas e estrangeiro.

A música que apresenta é a música tradicional, à base de cordas, guitarra, bandolim, acordeão, bombo, reco-reco, ferrinhos, e os seculares adufes tão característicos da Beira Baixa.

Os cantares que fazem parte do seu reportório são os cantares que o povo da Beira cantava no fim dos trabalhos agrícolas, na volta para casa, na ida às Romarias do Santo de Devoção, em quadras especiais: Natalícias, Janeiras, e aos Domingos no adro da Igreja e largos, da sua aldeia. Fonte

Rancho Folclórico Sarnadas de Ródão

O Rancho Folclórico Sarnadas de Ródão é constituído por cerca de 40 elementos de várias gerações, e divulga as danças tradicionais do distrito de Castelo Branco, assim como os trajes e usos antigos da freguesia de Sarnadas e concelho de Vila Velha de Ródão. Fonte

Sobre a antiga “província” da Beira Baixa

A Beira Baixa, uma das onze antigas províncias tradicionais determinadas em 1936, confina com as regiões da Beira Alta a norte, da Beira Litoral a noroeste, do Ribatejo, a sudoeste, da Estremadura a oeste, e do Alto Alentejo a sul. Faz fronteira com Espanha, a leste. Abrange uma área de aproximadamente 7 800 km2 e compreende 13 concelhos: 11 do distrito de Castelo Branco, um do distrito de Coimbra e um do distrito de Santarém.

O relevo é montanhoso, com destaque para as serras da Estrela e da Gardunha, embora se encontrem também extensas áreas aplanadas, como a Cova da Beira e Idanha. O clima apresenta fortes contrastes entre o Inverno, chuvoso e frio, e o Verão, seco e bastante quente. Na serra da Estrela a queda de neve é frequente durante o Inverno.

A agricultura da região tem beneficiado de empreendimentos hidroagrícolas, pelo que as culturas de regadio têm uma importância significativa, com destaque para a fruticultura. Continuar a ler

 

Rancho Folclórico Maria da Fonte vai atuar em Buenos Aires

 

 

Rancho Estrelas do Minho convidou o Rancho Folclórico Maria da Fonte para uma atuação em teatro na região de Buenos Aires

Na próxima sexta-feira, dia 22 de novembro, o Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro vai realizar uma exibição de gala em Buenos Aires, nas instalações do famoso Teatro Canning, às 21h.

A deslocação do Maria da Fonte à Argentina acontece após convite do Rancho Folclórico Estrelas do Minho do Clube Português de Esteban Echeverría, que comemora 20 anos de fundação em 2019. Em palco, os dois grupos prometem mostrar o melhor do folclore minhoto fora de Portugal, e promover uma autêntica festa portuguesa.

Para esta viagem, a comitiva do Maria da Fonte será composta por 43 elementos, incluindo 13 componentes na tocata e 30 componentes dançarinos. Segundo foi possível apurar, a exibição do rancho carioca está preparada para acontecer como forma de se comemorarem os aniversários de ambos os ranchos.

RF Maria da Fonte em destaque

Estamos preparando um show que contará brevemente a evolução dos trajes, das músicas e das coreografias do nosso Rancho nestes 65 anos de existência ininterruptas. A expectativa é grande, uma vez que toda a comunidade do folclore português de Buenos Aires estará presente neste evento”, revelou Luciano Andrade, diretor artístico do Rancho Maria da Fonte.

Na opinião de Carlos Alberto Correia da Silva, diretor artístico da Casa do Minho e ensaiador do GF Maria da Fonte, a deslocação do grupo à Argentina está a ser encarado com grande respeito pelos minhotos do Rio de Janeiro.

Este é um momento muito bom para o Rancho, que está motivado pela recente digressão que fez a Portugal, no ano em que completa 65 anos de fundação. O Maria da Fonte já atuou de norte a sul do Brasil e, por cinco vezes, esteve em Portugal. Desta vez, terá a oportunidade de divulgar para a colônia portuguesa na Argentina o trabalho feito pela Casa do Minho do Rio de Janeiro.

Os argentinos podem esperar uma apresentação que irá mostrar a história do Maria da Fonte através do seu repertório e da sua indumentária, como representante do folclore minhoto no Brasil”, ressaltou Carlos Alberto da Silva.

Acredito que, nestes 65 anos de existência do Rancho Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro, o ano de 2019 tem sido de grandes comemorações para todos os dirigentes, componentes e seguidores deste autêntico representante das tradições do Alto Minho em terras do Brasil. A digressão a Portugal, no passado mês de agosto, com o lançamento do nosso livro que retrata e descreve essa longa jornada, foi um sucesso absoluto, com honras de autoridades e com a nossa participação em festivais de alto gabarito”, pontuou Luciano Andrade.

“Dignificar as tradições do Minho”

Por sua vez, Agostinho dos Santos, presidente da Casa do Minho do Rio de Janeiro, reiterou que existem grandes planos para o rancho do Rio em Buenos Aires.

Esta será a primeira vez que o Maria da Fonte vai atuar fora do Brasil num país que não é Portugal. Estar na Argentina será um momento único na história do Maria da Fonte. E participar nas celebrações dos 20 anos do Rancho Estrelas do Minho é ainda mais motivador. Em palco, posso garantir que o nosso rancho vai fazer uma grande apresentação e, assim, iremos dignificar as tradições do Minho no mundo, bem como valorizar a nossa Casa do Minho do Rio de Janeiro”, disse, orgulhoso, Agostinho dos Santos.

Olhos postos no folclore da Casa do Minho do Rio de Janeiro

De acordo com Otília Torres, presidente do Clube Português de Esteban Echeverría, a ideia de convidar o Rancho Maria da Fonte incidiu sobre a oportunidade de se fazer um intercâmbio cultural entre o rancho do seu clube, Estrelas do Minho, e o principal rancho da Casa do Minho do Rio de Janeiro.

Iremos celebrar os 20 anos do Estrelas do Minho. Esperamos celebrar com um grande evento e queremos aproveitar a apresentação do Maria da Fonte e oferecer à nossa comunidade uma oportunidade para que possam vê-los pessoalmente”, sublinhou Otília Torres.

Juan Dias da Silva, diretor do Estrelas do Minho, disse acreditar que o intercâmbio entre a Casa do Minho do Rio e o Clube Português de Esteban Echeverría vai possibilitar às duas entidades pensarem em projetos comuns.

A ligação entre a Casa do Minho do Rio e o Clube Português de Esteban Echeverría vai ficar muito forte. Os intercâmbios culturais ajudam a encontrar amigos noutros lugares do mundo. Tenho a certeza de que vamos promover um belo encontro entre os minhotos de Buenos Aires e os do Rio de Janeiro. Seremos muitos da mesma terra, do mesmo concelho. Certamente, teremos amigos e familiares em comum”, confirmou Juan Dias da Silva, que disse ter a certeza de que a presença do Maria da Fonte em Buenos Aires vai ser um sucesso.

“Um exemplo a seguir”

Os folcloristas de Buenos Aires estão à espera. Todos sabemos da importância que esse rancho tem e querem desfrutar de um show ao nível dos grandes shows internacionais. Nós do Estrelas do Minho de Buenos Aires vemos todos os ranchos de Viana do Castelo através de vídeos na Internet e, quando temos a oportunidade, vemos esses ranchos pessoalmente sobre os palcos em Portugal. De cada rancho folclórico tiramos ideias, trajes, coreografias.

O Maria da Fonte sempre aparece nas nossas pesquisas. Achamos que esse rancho da Casa do Minho do Rio é superior a muitos ranchos de Portugal. Eles têm uma beleza sem igual nos passinhos dançados, no trajar e na escolha das músicas. Gostamos muito deles e são um exemplo a seguir”, sugeriu o diretor do Estrelas do Minho, que considerou, também, que perpetuar as tradições minhotas em solo argentino não é tarefa das mais fáceis.

Representar o Minho na Argentina é difícil, mas não, impossível. Não contamos com apoios para a aquisição de trajes ou elementos para as representações, não temos apoios económicos nem institucionais. Cada item do acervo do rancho é comprado pelos próprios integrantes nas lojas de Viana do Castelo e trazido nas malas quando alguém vai de férias a Portugal. É difícil porque muitas vezes ficamos com vontade de fazer certas coisas e não contamos com o material necessário. Para nós, é um orgulho transmitir a cultura minhota e o fazemos da melhor maneira possível, sendo o mais genuíno e autêntico que podemos ser.

Muitos trajes são produzidos pelas nossas mães e certas peças têm que vir de Portugal para enfeitar o traje em questão. A filigrana, as chinelas, os lenços etc. Sentimo-nos embaixadores de Viana do Castelo na Argentina porque, nas nossas representações para o público argentino, acabamos por explicar as nossas raízes e de onde são os trajes, qual é a função e o sentido de cada um. Acabamos por recomendar a todos que visitem Viana. Toda essa informação é publicidade para a cidade. Ficamos felizes quando alguém nos reconhece e diz que foi a Viana por nossa causa”, destacou Juan Dias da Silva.

Para José Antonio de Albuquerque, membro do Clube Português de Esteban Echeverría, integrante do Rancho Folclórico Estrelas do Minho e diretor do programa de rádio “La Voz del Club Portugués de Esteban Echeverría”, a festa em Buenos Aires terá um valor a mais com a apresentação do Maria da Fonte, uma vez que o rancho do Rio de Janeiro “consegue interpretar e transmitir a essência da cultura portuguesa e da saudade com técnica e paixão”.

Ano de comemorações para a Casa do Minho na cidade maravilhosa

Recorde-se que, com o intuito de celebrar os seus 65 anos de fundação, o premiado Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro esteve em Portugal de 2 a 21 de agosto deste ano, onde participou em festivais, eventos sociais e na tradicional Festa em Honra de Nossa Senhora da Agonia. A comitiva carioca foi recebida por autoridades e parceiros institucionais e viu de perto o respeito do público e de membros de outros ranchos em relação ao trabalho desenvolvido em prol da cultura portuguesa no Brasil.

Para perpetuar as principais memórias do Rancho, a Casa do Minho do Rio editou uma obra literária de autoria do jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes. O livro “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro – A jornada do grupo português que valoriza a cultura minhota no Brasil desde 1954” tem como objetivo celebrar os 65 anos de fundação do Rancho, o mais antigo dos quatro grupos dessa entidade carioca.

Depois do Rio, em maio, a obra foi apresentada em Portugal, no mês de agosto, nas cidades de Viana do Castelo e de Braga. Em ambos os momentos, o lançamento do livro contou com a presença do autor, do presidente da Casa do Minho do Rio de Janeiro, Agostinho dos Santos, do único fundador vivo do Rancho, Odir Ferreira, dos componentes do Maria da Fonte e dos autarcas locais.

A viagem à Argentina é vista também como mais um capítulo da celebração dos 65 anos de fundação do rancho da Casa do Minho carioca. A comitiva minhota da cidade maravilhosa ficará em Buenos Aires de 21 a 24 de novembro, em estreita cooperação e parceria com o Rancho Estelas do Minho.

Ígor Lopes (texto editado)

 

Cultura tradicional portuguesa conquistou Feira de Andorra

 

A 41ª edição da Feira de Andorra, que decorreu no passado fim-de-semana (25 a 27 de Outubro de 2019) rendeu-se, com tem acontecido em edições anteriores, à gastronomia e cultura portuguesas.

O evento – o maior certame comercial do Principado de Andorra – contou com três espaços: um dedicado à zona comercial do sector automóvel, serviços, turismo; um segundo dedicado ao movimento associativo, desde culturais, reivindicativos, desportivos e de solidariedade; e um terceiro espaço exterior destinado à venda de produtos artesanais. Foi visitado por cerca de 80.000 pessoas.

O Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ participou, pelo quinto ano consecutivo, no evento, e, desde 2014, que se tem afirmado como referência da gastronomia tradicional portuguesa. Os petiscos à base de bacalhau (pataniscas e bolinhos de bacalhau), bifanas, rissóis fizeram as delícias de centenas de pessoas que visitaram o stand do Grupo, nesta edição decorado com recortes de imprensa andorrana e portuguesa.

A doçaria portuguesa esteve também em destaque com uma ampla oferta de bolos caseiros, os tradicionais pastéis de Belém e a novidade deste ano, as tradicionais e deliciosas rabanadas. O vinho verde branco acompanhou as iguarias preparadas pelos elementos do Grupo.

Na tarde de sábado, o recinto feiral ficou repleto de curiosos que quiseram assistir à actuação do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’, durante a qual foram apresentadas danças tradicionais do Alto Minho, e recebendo calorosos aplausos. No final da sua actuação, os elementos interagiram com o público e a festa terminou com um tradicional Vira Geral.

O stand do Grupo recebeu a visita de Silva Riba, Ministra da Cultura do governo andorrano, e de José Costa, empresário do sector da construção, entre outras personalidades de âmbito político e social do país.

A doçaria lusitana esteve assegurada no espaço exterior pela Pastelaria Reina. A região interior-norte portuguesa esteve representada pela Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro, e, no domingo, foi a vez do Rancho Folclórico do Alto Minho fazer a sua actuação no palco da Feira das Associações.

Esta iniciativa foi uma organização conjunta do Comú d’Andorra la Vella e do Departamento de Participació Ciutadana da capital do Principado.

Grup de Folclore ‘Casa de Portugal’
Ctra. De la Comella, 10 B | AD500 Andorra la Vella | Principado de Andorra

 

Folclore: onde surgiu o primeiro Grupo Folclórico?

Onde surgiu o primeiro Grupo Folclórico?

Durante muito tempo, considerou-se o antigo Rancho das Lavradeiras de Carreço, fundado em 1904, como o mais antigo agrupamento folclórico constituído em Portugal.

Contudo, um documento que data de mais de dez anos anteriores à sua fundação leva-nos a concluir que, até novas provas em contrário, foi em Ponte de Lima que pela primeira vez surgiu um grupo folclórico devidamente organizado e trajado.

Com efeito, o jornal humorístico “O Sorvete” que se publicava no Porto, dava a conhecer na sua edição nº. 123 de 4 de Setembro de 1892 a deslocação àquela cidade do “grupo de lavradeiras de Ponte do Lima” (foto da página do jornal abaixo nesta matéria).

O grupo de lavradeiras de Ponte do Lima no Porto

E, com o título “O grupo de lavradeiras de Ponte do Lima no Porto“, fá-lo nos seguintes termos:

Graças á iniciativa dos generosos Bombeiros Voluntarios tiveram os portuenses occasião de vêr com os seus proprios olhos o que é uma esturdia no Minho. Lavradores e lavradeiras de puro sangue. Musica genuina da aldeia; cantadores e cantadeiras de fina raça; danças e cantares, tudo, enfim que o Minho tem.

Lourenço, o director da musica, tornou-se a figura mais saliente entre o seu grupo, pois que, ás primeiras gaitadas adquiriu logo as simpatias do publico que o chamou repetidas vezes e o cobriu de aplausos delirantes.

O sympathico Lourenço, quer na flauta, que toca bem – quer no sanguinho de Nosso Senhor Jesus Christo – mostrou-se um bom beiço. Das raparigas: a Thereza, a Rita e a Maria, muito alegres e folgazonas, as outras tambem muito pandegas. E p’ra que viva Ponte do Lima!

A notícia vem acompanhada de uma ilustração que constitui um desenho assinado pelo próprio responsável da publicação, o conceituado caricaturista Sebastião de Sousa Sanhudo, também ele natural de Ponte de Lima.

O traje característico das lavradeiras

A gravura mostra as lavradeiras com o seu traje característico incluindo os lenços de franjas, os aventais de quadros e as chinelas enquanto os homens com seus coletes e casacas de botões negros e, como não podia deixar de suceder, o inconfundível chapéu braguês por vezes bastante esquecido entre os grupos folclóricos minhotos da actualidade.

Uma particularidade que nos salta à vista é o facto do sympathico Lourenço que aparece com a sua flauta e era o director da música ser um negro cuja origem se desconhece, aparecendo aqui integrado naquele que se julga ter sido o primeiro grupo folclórico português.

Crónica de Severino Costa

Em 14 de Janeiro de 1966, o jornal limiano “Cardeal Saraiva” transcrevia uma crónica produzida pelo jornalista Severino Costa no “Comércio do Porto“. Nela asseverava ser o “grupo de lavradeiras de Ponte do Lima” originário da freguesia da Correlhã, dizendo a dado passo:

Lembrava-me muito bem do simpático Lourenço. Era um exímio tocador de flauta que na minha infância ouvi diversas vezes, não podendo porém, dizer como nem onde. Mas da pessoa lembro-me muito bem. Era um homem de fala muito suave, muito educado, alegre, e tinha uma prosóide curiosa… Nada sei da sua família e de como veio para Ponte de Lima”.

De resto, não sabemos o que levou o autor a concluir a proveniência daquele “grupo de lavradeiras“, a não ser porque ainda deverá ter conhecido ou obtido informações a respeito de algumas das pessoas mencionadas na notícia publicada em “O Sorvete“.

E conclui: “Mas do que parece não ficarem dúvidas, depois do aparecimento deste documento autêntico, é que Correlhã tinha, em 1892, um rancho folclórico. Não se concebe que alguém se tenha lembrado, por acaso, da freguesia de Correlhã.

Se dali foi levado ao Porto, pelos Bombeiros Voluntários, tal grupo, é porque ele existia constituído, com suas danças próprias, com nome firmado, com indumentária“.

Jornal “O Sorvete”

Em todo o caso e qualquer que seja a proveniência exacta do primeiro grupo folclórico, a referida edição do jornal “O Sorvete” vem documentar ter sido em Ponte de Lima a sua origem, informação essa que vem corrigir uma opinião que durante muito tempo foi sustentada nomeadamente pelas vozes mais autorizadas.

Não obstante, o eventual aparecimento de novas provas poderá reservar-nos mais surpresas e inclusive contrariar as conclusões a que até agora chegámos, pelo que nunca devemos dar por definitivo os resultados da nossa investigação.

Carlos Gomes, Jornalista, Licenciado em História (texto e imagens)

Rancho Folclórico “Os Campinos” de Vila Chã de Ourique

 

O Rancho Folclórico “Os Campinos” de Vila Chã de Ourique foi fundado a 19 de Abril de 1936 por um simpático grupo de pessoas, que decidiram mostrar os usos e costumes, no âmbito quotidiano social e profissional da respetiva localidade.

Entre bailaricos, viras e valsas, sempre homenageando o amor, o trabalho do campo (nomeadamente o amanho da vinha e produção do vinho), e as várias festividades, destacam-se as lides dos campinos na lezíria ribatejana com os cavalos e os toiros.

Estes são os motes para alguns Fandangos famosos no Ribatejo, que são dançados por homens que, na tentativa de mostrar o seu vigor e masculinidade, faziam (e fazem) os mais variados tipos de sapateados, utilizando, algumas vezes, o seu varapau e um meio-alqueire, e também por mulheres que, com os seus cântaros de água e vinho à cabeça, os equilibravam com muita perícia, formosura e orgulho.

Os trajes que o Rancho Folclórico “Os Campinos” de Vila Chã de Ourique apresenta são os seguintes:

trajes masculinos: Campino de Gala, Lavrador, Lagareiro, Domingueiro, Sal e Pimenta.

trajes femininos são: Trabalho, Caminho e Domingueiro.

A tocata é constituída pelos seguintes instrumentos musicais: acordeão, cana, ferrinhos, quarta e reco-reco.

Com coreografias, arranjos e adaptações próprias do decorrer das décadas, este grupo de folclore gerou o seu próprio “Fandango do Meio-Alqueire”, em 1938, especificamente para ser apresentado na Feira do Povo Português, no Festival do Cacho Doirado, no Coliseu dos Recreios em Lisboa.

Perante uma ilustre plateia, onde figurava, também, o então Presidente da República Portuguesa, Marechal Carmona, este Fandango ganhou o Prémio Cacho Dourado, dando-lhe um destaque e uma importância tal que não mais deixou de completar o reportório de danças e cantares do Rancho Folclórico “Os Campinos” de Vila Chã de Ourique, sendo o seu ex-libris até hoje.

Sobre Vila Chã de Ourique

A freguesia foi criada em 20 de janeiro de 1907, por ocasião da sua desanexação da freguesia do Cartaxo. Em 1926 adotou o atual topónimo, e em 1997 foi elevada a vila.

Dadas as potencialidades dos terrenos desta freguesia, a vinha e a produção de vinho têm um papel fundamental na vida económica local. É também em Vila Chã de Ourique que se situa a principal área empresarial do concelho, onde estão instaladas cerca de duas dezenas de empresas.

A freguesia possui uma área de 33,2 km2, com cerca de 3.000 habitantes.

O Monumento à Batalha de Ourique encontra-se no Centro da Vila e é um monumento histórico de que muito nos orgulhamos. Também no centro da Vila está situada a Igreja Matriz, sendo  o Senhor Jesus dos Aflitos o nosso santo padroeiro.

A Festa Anual da Vila ocorre no último fim-de-semana de Julho e são quatro dias de festejos realizados pelo grupo de cinquentões da terra.

O nosso slogan de convite à visita da nossa Terra é “Vila Chã de Ourique tem Vida e Convida”, sendo Terra de Boa Memória.

Grupo Folclórico Retalhos Antigos da Artesia – Califórnia

 

O Grupo Folclórico Retalhos Antigos da Artesia – Califórnia | Estados Unidos da América é um dos mais antigos que existem na Califórnia, e foi criado no ano de 1980. Os seus membros fundadores são oriundos da ilha Terceira – Açores.

O Grupo apresenta músicas tradicionais, assim como danças cantares dos Açores, utilizando cordofones originais, como é o caso da viola da terra de 15 cordas. O ensino deste instrumento musical, típico da ilha Terceira, a membros do Grupo é feita por outros elementos do mesmo.

O Grupo Retalhos Antigos orgulha-se de usar os trajes típicos da Região dos Açores, procurando, através destes, dar a conhecer os valores e costumes culturais de um povo que emigrou para os EUA.

Embora seja constituído, na sua quase totalidade, por elementos descendentes da Ilha Terceira, Açores – o que facilmente se verifica pelas suas influências claras nos trajes, toques, modas, coreografias e cantares da referida ilha, o Grupo apresenta danças e cantares de todas as ilhas açorianas.

Este Grupo de Folclore é constituído por cerca de 44 elementos, entre bailadores, tocadores e cantadores, e todos os seus elementos iniciaram as respetivas atividades folclóricas apenas nos Estados Unidos da América, facto que torna esta tarefa difícil, mas, ao mesmo tempo, muito interessante e gratificante.

Como sede e espaços para ensaios, o Grupo utiliza as instalações da Sociedade do Divino Espírito Santo, na cidade de Artesia, gentilmente cedida para o efeito, em troca de colaboração durante o ano.

Como principais eventos em que participou, salientam-se os Serões Culturais da Sociedade do Divino Espírito Santo da Artesia, Festa de S. João, Festas do Espírito Santo, Festas em honra de Santo António, Comemorações do Dia de Portugal, Festa de Natal da Hora Social Portuguesa, Festival de Folclore do Estado da Califórnia – Semblanza e Festival Internacional de Los Angeles, entre outros festivais e acontecimentos de relevo sociocultural pelo estado da Califórnia. Participa, ainda e durante o ano, em vários espetáculos e cortejos etnográficos, assim como em várias atividades comunitárias, como em atuações para as escolas locais e para clubes

O Grupo Folclórico Retalhos Antigos da Artesia orgulha-se e sentiu-se honrado com as visitas de diversos grupos folclóricos da ilha Terceira, nomeadamente: Grupo Folclórico das Doze Ribeiras, Grupo Folclórico “Fontes da Nossa Ilha” – Fontinhas, Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha “Recordar e Conhecer”, e Grupo de Violas da Ilha Terceira, entre outros.

Organizou o 37° Festival de Folclore Português do Estado da Califórnia.

 

Grupo de Danças e Cantares do Catujal

 

Grupo de Danças e Cantares do Catujal / Unhos

Grupo de Danças e Cantares do Catujal / Unhos foi fundado a 11 de Dezembro de 1993, no Catujal, actual União de Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação, concelho de Loures.

Tudo começou cerca de 6 meses antes, com o empenhamento de um certo número de pessoas que para aqui vieram morar há muitos anos, oriundos de diversos pontos do país.

Eram entusiastas das cantigas e danças populares, e com uma grande vontade de conviver alegremente, pelo que pensaram em formar um “Rancho”, o que iria permitir uma reunião, uma vez por semana, e assim dar largas à alegria de viver.

A primeira exibição teve lugar numa festa de crianças e o êxito foi tal que, pouco tempo depois, começaram a pensar em levar o assunto mais a sério, de modo a poderem representar diversos aspectos da cultura popular tradicional saloia, desde os finais do séc. XIX até aos anos 30/40 do séc. XX, e cuja orientação ainda mantêm.

Todos os anos levam a efeito um festival de folclore, proporcionando aos grupos convidados visitas a lugares de interesse no concelho, onde incluem a realização de jogos tradicionais.

Também promovem a realização de uma grande festa de aniversário que incluí, pelo menos, uma visita de estudo e um almoço para convívio de todos os seus elementos e familiares. Participam, também, em diversos festivais de outros grupos

Constituição, trajes e instrumentos

O Grupo é constituído por cerca 50 elementos, entre bailadores, tocadores e figurantes. Algumas crianças compõem também o Grupo, onde vão aprendendo a dançar, tocar, bem como algumas brincadeiras de outros tempos.

Os seus trajes são o resultado de pesquisa no concelho de Loures, e são, essencialmente, trajes de trabalho, de festa, de romaria ou domingueiros, e um ou outro abastado ou rico, representando algumas actividades económicas como a peixeira, pescador, cavador, lavadeira, carroceiro, lavrador, a aguadeira, a ceifeira, etc.

Os instrumentos utilizados são a viola, o bombo, o reque-reque, os ferrinhos, o acordeão, a concertina, a flauta e a pandeireta. No seu repertório constam “modas de roda”, viras, verde gaios, bailaricos, entre outras de raiz popular e tradicionais.

Está inscrito na Câmara Municipal de Loures e é filiado no INATEL desde 1996, como colectividade de Cultura e Recreio.

Sobre as localidades…

A Freguesia de Unhos é uma das mais antigas do concelho de Loures, está situada na margem direita do rio Trancão, um pouco antes da sua foz em Sacavém.

Possuía ancoradouro fluvial com grande movimentação de pescadores que se deslocavam para o rio Tejo e mar alto, e comerciantes que transportavam as suas mercadorias de e para Lisboa.

Possui Igreja Matriz, o seu patrono é São Silvestre, tem dois cruzeiros e um poço manuelino.

Catujal fica na parte alta da freguesia, tendo sido, em tempos, terra de cultivo, olivais, vinhas e de pastoreio. Possui uma capela muito antiga, denominada Capela da Nossa Senhora da Nazaré.

Contatos
Casa da Cultura, Rua 25 de Abril – Lote 266 – Unhos

E-mail: catujal.unhos.gdc@gmail.com
Telemóvel: 926 499 328 | Facebook

 

Livro sobre R.F. Maria da Fonte foi apresentado em Portugal

 

Depois de ter sido lançado no Rio de Janeiro, o livro sobre os 65 anos do R. F. Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro, da autoria de Ígor Lopes, foi apresentado em Portugal

O jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes esteve, durante o mês de agosto, numa verdadeira digressão pela região do Minho, para apresentar o seu novo livro-reportagem: “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro – A jornada do grupo português que valoriza a cultura minhota no Brasil desde 1954”.

A obra, que tem como principal objetivo celebrar os 65 anos de fundação do Rancho Folclórico Maria da Fonte, o mais antigo dos quatro grupos dessa entidade carioca, retrata os bastidores das atividades do Rancho no Brasil e no exterior, a sua ligação com as autoridades internacionais e realça o protagonismo do grupo no cenário da defesa do folclore português no mundo.

Ao todo, em solo português, foram promovidas quatro apresentações do livro, três na região de Viana do Castelo e uma em Braga. Em todos os momentos, o lançamento do livro contou com a presença do autor, do presidente da Casa do Minho do Rio de Janeiro, Agostinho dos Santos, do único fundador vivo do Rancho, Odir Ferreira, e dos componentes do R.F. Maria da Fonte.

O sucesso do livro, que foi apresentado em maio na Casa do Minho, no Rio de Janeiro, fez com que o autor tenha sido convidado para estar presente no Salão do Livro de Lisboa em novembro deste ano.

Sobre as diversas apresentações em Portugal

No dia 7 de agosto, a apresentação do livro aconteceu na Quinta da Presa, em Viana do Castelo, e contou com dezenas de pessoas, entre autoridades, nomes ligados ao folclore e jornalistas.

Nessa ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, destacou a relação “muito forte” entre a Casa do Minho e a capital do Alto Minho, assegurando que a importância deste projeto cultural tem muito a ver com a vivência da diáspora.

Apesar da distância, a nossa diáspora partilha a nossa cultura e a nossa identidade. A nossa diáspora estima e preserva as tradições portugueses geração após geração, fazendo questão de representar os nossos usos e costumes da forma mais digna”, garantiu o autarca. Por isso, assumiu o edil, “este livro é o livro da vossa e da nossa história”. Em seguida, houve uma apresentação do Rancho Maria da Fonte para os convidados.

Já no dia 9 de agosto, a obra foi apresentada ao público no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga. O evento contou com a presença de Firmino Marques, vice-presidente do Município de Braga, e de Lídia Dias, vereadora da Cultura, além de autoridades luso-brasileiras e jornalistas.

Após a cerimónia, o R. F. Maria da Fonte fez uma apresentação na Praça da República, uma das artérias mais centrais da cidade.

Nas palavras de Firmino Marques, as ligações entre Braga e a Casa do Minho existem há anos e a cidade de Braga se orgulha disso. Por sua vez, a vereadora da cultura ressaltou os laços culturais que unem Brasil e Portugal.

No dia 10, o livro foi apresentado nas instalações da Quinta de Santoinho, em Darque, região de Viana do Castelo. O responsável pela Fundação Santoinho, Valdemar Cunha, referiu o carinho que sente pela Casa do Minho e pelo trabalho desenvolvido pela instituição em prol da divulgação da cultura minhota no Brasil.

No dia seguinte, dia 11, o trabalho foi apresentado na Junta de Freguesia de Carreço, em Viana do Castelo, na presença do Rancho Folclórico Regional das Lavradeiras de Carreço. João Amorim, presidente da autarquia de Carreço, referiu que esse foi um momento marcante para a sua freguesia.

Pesquisa histórica

Segundo foi possível averiguar, este livro-reportagem é fruto de pesquisas históricas e entrevistas jornalísticas efetuadas no Brasil e em Portugal.

Mostra o percurso do Rancho Folclórico Maria da Fonte ao longo dos seus 65 anos de existência, com foco na promoção dos nomes que fizeram o grupo ganhar a dimensão que tem hoje, explica as ligações da Casa do Minho com as autoridades portuguesas, brasileiras e luso-brasileiras, desvenda os detalhes das atividades do Rancho e aponta os seus principais momentos.

A narrativa do livro explica também a importância e a dimensão do protagonismo nacional e internacional do grupo, que ocupa hoje um lugar de grande notoriedade na diáspora portuguesa, promovendo a língua de Camões, a cultura lusitana e as tradições, danças e cantares da região do Alto Minho.

Momentos memoráveis

Segundo o presidente da Casa do Minho do Rio de Janeiro, Agostinho dos Santos, o lançamento do livro trouxe ainda mais destaque e reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Rancho Folclórico Maria da Fonte.

Este é o primeiro livro escrito sobre o Rancho Folclórico Maria da Fonte. Esta obra compila histórias, viagens e experiências do grupo que integra a Casa do Minho, instituição com 95 anos de existência”, afirmou Agostinho dos Santos, que é, desde 2017, Cidadão de Honra de Viana do Castelo.

Por sua vez, Igor Lopes, autor da publicação, sublinhou ser um “privilégio poder escrever a história do Rancho, no contexto da Casa do Minho”, instituição que é considerada uma verdadeira “embaixada minhota” no Brasil.

O livro contou com vários meses de pesquisas sobre datas, locais e personalidades. Não é um livro sobre os seus componentes, mas, antes, valoriza o passado do grupo, as motivações, os fundadores, as raízes, os parceiros fiéis.

Foram resgatadas imagens históricas e realizadas entrevistas nos dois países. Procurei, com uma grande pluralidade de opiniões, mostrar como é a imagem do Maria da Fonte no mundo”, afirmou Ígor Lopes.

Por fim, Odir Ferreira, único fundador vivo do Rancho, mencionou que muitas memórias da época da fundação do Rancho “nunca vão se apagar” e que, como todo início, o Maria da Fonte teve pedras no caminho, mas, com muitas parcerias, estudos e pessoas experientes como o casal Benjamin e Fernanda, de Carreço, foi possível avançar e conquistar o patamar atual.

Em Portugal, a obra está a ser comercializada por 20 euros, sendo que a verba obtida com a venda do livro reverterá a favor das atividades do Rancho e da Casa do Minho.

Em dezembro, o livro deverá ser apresentado à comunidade lusodescendente em Buenos Aires, na Argentina.

Experiência na área da comunicação e da literatura

Ígor Lopes é jornalista e escritor. É Mestre em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra (Portugal); Especialista em Gestão de Comunidades e Redes Sociais pela Universidade de Guadalajara (México), possui Extensão Universitária em Princípios da Comunicação Mediática Contemporânea pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e Graduação em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Brasil).

É responsável por projetos jornalísticos, de comunicação e literários entre Brasil e Portugal. Atua para agências de notícias brasileiras e portuguesas. Tem experiência nas áreas de consultoria literária, assessoria de imprensa e de comunicação, comunicação estratégica empresarial e institucional, jornalismo digital, jornalismo cultural, relações públicas, social media, marketing digital e cultura digital.

É autor dos livros-reportagem “Maria Alcina, a força infinita do Fado” (2016); “Casa do Distrito de Viseu: cinquenta anos de dedicação à cultura portuguesa no Rio de Janeiro” (2016) e responsável editorial pelos livros “A Voz da Mulher” (2018), da jornalista e radialista Wylma Guimarães, e “Values, Motivation and Leadership – Fany Tchaicovsky and colleagues” (2015), organizado por Marcelo Fernandes, especialista em Recursos Humanos entre Brasil e Portugal.

É detentor de prémios, títulos e distinções no meio profissional e académico. É membro da Academia de Letras e Artes Paranapuã (ALAP), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO) e da Eco Academia de Letras, Ciências e Artes de Terezópolis de Goiás (E-ALCAT).

 

Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela – Seixal

Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela

O Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela, inicialmente, era designado como “Grupo de Danças e Cantares de Arrentela”. Ele nasceu da ideia de um grupo de jovens, por ocasião das Festas Religiosas da Freguesia, no dia 1 de novembro, em honra de Nossa Senhora da Soledade. E numa encenação alusiva às origens da festa “O grande terramoto de 1755”.

Fez a sua primeira apresentação pública no dia 26 de maio de 2007, dia que passou a constituir a data de fundação.

O Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela representa o passado das terras do Seixal. Acima de tudo a nossa Freguesia, com os seus trajes, as suas danças e os seus cantares.

E constituído, aproximadamente, por 40 elementos, com idades compreendidas entre os 2 e os 80 anos, e conta já com inúmeras atuações no seu historial.

Trajes

Apresenta como trajes:

– Ir-ver-a-Deus, Domingueiros, Romaria, Média Burguesia,

– Pescadores, Varinas, Calafates,

– Moleiros, Carvoeiro, Corticeiro,

– Apanhadeira de Laranjas, Vendedora de Fruta,

– Aguadeira, Lavadeira, Ceifeira,

– Crianças de antigamente,

entre outros…

Outrora, a nossa freguesia, pertencente ao concelho do Seixal, viveu essencialmente da faina marítima, bem como do trabalho dos campos, e da indústria. Nela vieram instalar-se algumas das fábricas que muito contribuíram para o desenvolvimento da localidade e do concelho.

Como as terras do concelho do Seixal ficam muito próximas de Lisboa, em tempos idos deram sempre um grande contribuíram para abastecer a cidade de Lisboa. Das nossas quintas de Arrentela, bem como de todo o concelho, partiam barcos carregados de hortaliças, laranjas, azeite e algum vinho.

Hoje em dia, as populações de Arrentela, bem como as de todo o concelho, já não vivem do mar. Mas nesta região estão instaladas algumas indústrias importantes para o concelho e mesmo para o país.

Aceitamos convites para Festivais de Folclore, Festas, etc., essencialmente através de permuta.

Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela – Associação Cultural do Rancho Folclórico de Arrentela
Praceta Quinta da Boa Hora, nº 1 – Arrentela | 2840-364 Seixal
Contactos: 964455293 (Nuno Cardoso – Presidente) | 966479823 (Catarina Afonso – vice-Presidente)
Email: acrfarrentela@gmail.com

Sobre Arrentela

Arrentela está situada na margem sul do estuário do rio Tejo, em local alto e debruçado sobre o esteiro do Judeu. O seu nome provirá eventualmente de “Aventella”, por ser terra varrida por muitos ventos, ou de “Arreentella”, por causa de estar implantada em areais ou ainda, segundo a tradição popular, de “além terra”, desde que foi avistada do rio por pescadores.

Toda a região da margem sul do estuário do Tejo, integra na grande mancha terciária denominada Península de Setúbal, assenta, por isso, sobre uma vasta área compreendendo formações do Miocénio Marinha e Pliocénico.

O Pliocénico ocupa, no entanto, a grande totalidade da Península de Setúbal e os terrenos quaternários constituem as orlas marginais do Tejo e dos seus esteiros.

Quase toda a área do Concelho do Seixal, a que pertence a freguesia de Arrentela, se estende sobre a formação Pliocénica da Bacia do Tejo, a qual é bordada por uma larga faixa de depósitos recentes ao longo da orla fluvial.

A povoação de Arrentela está implantada em terrenos do Pliocénico, excepto junto das margens do esteiro em que o subsolo é formação natural recente ou artificial.

Em 1384, a Arramtella era referida por Fernão Lopes, na crónica de D. João I. Em 1399, o Convento da Trindade trocava a sua Quinta de Arrentela por bens em Lisboa. Data de 1403 o aforamento do esteiro de Arrentela a Nuno Álvares Pereira, que o doou, conjuntamente com outras terras, ao Convento do Carmo, em 1404.

Primeiros assentos no séc.XVI

Datam de 1581 os primeiros assentos de Baptismo, Casamentos e Óbitos lavrados na Paróquia de Arrentela.

Como outros povoados ribeirinhos da região, a Arrentela desenvolveu-se com base nas potencialidades do rio, quer a nível dos seus recursos naturais, quer das actividades proporcionadas pela localização geográfica, como a construção naval, sobretudo a partir do período dos descobrimentos e expansão marítima portuguesa.

A Arrentela perdeu progressivamente o poder local passando de sede de freguesia importante (que englobava o Seixal e as actuais localidades de Aldeia de Paio Pires e Fernão Ferro), a uma simples freguesia pertencente ao concelho do Seixal e, com a freguesia do Seixal, forma a Cidade do Seixal.

Com a reorganização administrativa territorial autárquica prevista pelo Lei 22/2012 de 30 de maio, a Arrentela irá perder a autonomia de freguesia, passando a englobar a freguesia de Aldeia de Paio Pires-Arrentela-Seixal.” Fonte e saber mais

O Grupo Etnográfico de Areosa recebeu menção honrosa

 

O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA), Viana do Castelo, Portugal, recebeu Menção Honrosa no 20º Büyükçekmece International Culture and Art Festival, em Büyükçekmece, Istambul, Turquia. Esta distinção foi-lhe atribuída por um júri constituído por 11 membros, oriundos de 4 continentes.

A presente edição do Festival foi a mais grandiosa de sempre, tendo sido convidados grupos de 28 nacionalidades, muitos dos quais são academias nacionais/profissionais de dança. A assistir aos espetáculos, para além dos milhares presentes no grande auditório, estiveram também os que acompanhavam o festival através de enormes écrans nos jardins adjacentes.

Este foi considerado o melhor festival de folclore do mundo, por sete vezes consecutivas, pelo CIOFF (Conselho Internacional de Organização de Festivais de Folclore) e pelo FIDAF (Federação Internacional de Festivais de Dança).

Em 2019, o Festival incluiu um vasto programa cultural onde participaram embaixadas de 71 nacionalidades, incluindo fotógrafos e escultores, cujas obras permanecem distribuídas pela cidade em variadas exposições, mas também artesãos, cantores, e músicos e bailarinos de renome internacional.

Os membros do GEA integraram várias visitas culturais aos locais de maior valor histórico de Istambul e de Büyükçekmece, e assistiram a concertos de excecionais artistas locais. Do programa também constou um passeio turístico no Bósforo com paragem na parte asiática de Istambul e visitas às exposições organizadas no âmbito do Festival. Houve ainda tempo para as noites interculturais, onde se degustaram especialidades e se aprenderam as danças tradicionais dos países participantes e da própria Turquia.

Recorda-se que o Grupo Etnográfico de Areosa foi fundado em 1966 e, desde essa data, tem participado em alguns dos mais prestigiados festivais de folclore do mundo, tendo já arrecadado vários prémios. (Ver mais informações abaixo)

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Reportagem fotográfica

 

Mais informações sobre o Grupo Etnográfico de Areosa

“O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA) foi fundado no ano de 1966. É uma associação cultural que preserva e divulga as tradições, usos e costumes do povo da região de Viana, através de um numeroso grupo de jovens que encontra no folclore a expressão actual da forma de viver e sentir das gerações passadas, a força de comunicar os testemunhos de identidade regional, a alegria da fraternidade e solidariedade universais.

Quatro décadas de intensa actividade no campo da investigação etnográfica, na animação cultural, na exibição da policromia dos trajes “à Vianesa” e das danças e cantares do povo deste Minho sempre em festa, garantem o ânimo para prosseguir um trabalho de união dos povos e das suas culturas.

O grupo tem sido embaixador da cultura portuguesa em países como Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Polónia, Hungria, Itália, Brasil e Venezuela. O grupo serviu de inspiração e modelo para a criação de diversos grupos/ranchos pelo mundo fora em países como o Brasil, França, Venezuela e Estados Unidos da América.

É uma Instituição de Utilidade Pública, com sede própria e património avultado.” Fonte (texto adaptado)

Festival de Folclore em Ponte da Barca

 

No próximo dia 10 de Agosto, pelas 21h00, junto da Igreja Paroquial de Vila Chã S. João Baptista, o Rancho Folclórico e Cultural de S. João Baptista – Ponte da Barca (Minho) vai realizar o seu IV Festival de Folclore.

Nesta iniciativa vão participar os seguintes Grupos de Folclore, em representação de diversas regiões etnofolclóricas:

Rancho Danças e Cantares das Lavradeiras de Vila Chã – Vila do Conde

Embora já existisse desde 1945, realizando esporadicamente várias exibições, só em 1981 foi oficialmente fundado, optando depois pela designação com que hoje se apresenta: Rancho Danças e Cantares das Lavradeiras de Vila Chã.

O Rancho assenta nos costumes dos povos que viveram nesta localidade e região, com especial relevo para os trabalhos de campo e a faina do mar.

São de origem regional e local, os trajes, os instrumentos e as cantigas deste Rancho. O Rancho Danças e Cantares traduz com eficácia, as velhas tradições regionais, sendo portador de grande simpatia de norte a sul do país, tendo realizado inúmeras actuações. Tem também no seu palmarés exibições em Espanha e França.

As cantigas que cantam são músicas típicas de Vila Chã, que já vêm dos seus antepassados: o Malhão, a Chula, os Viras, a Sarrasquinha, a Tirana, a Cana Verde, etc. Os trajes que apresenta são: o de trabalho (no campo e na faina do mar); o fato de domingar; o fato de festa; o fato dos noivos.

Toca os seguintes instrumentos: acordeão, viola, cavaquinho, bombo, ferrinhos, pandeireta e reco-reco. É constituído por cerca de 45 elementos.

O Rancho Danças e Cantares das Lavradeiras de Vila Chã já fez três gravações em cassetes e uma em Cd“. Fonte

Grupo Infantil e Juvenil de S. Tiago de Gavião – Vila Nova de Famalicão

Rancho Folclórico de Santo António da Várzea – Santarém

O Grupo Danças e Cantares Santo António da Várzea, conhecido pelo nome de “Os Galitos da Várzea”, fundado em 23 de abril de 1978, foi durante muitos anos, conhecido pelo país.

Com o propósito de recolher, reconstituir e divulgar as tradições folclóricas da região, entre o bairro e a lezíria, com músicas, danças e trajes tradicionais desta mesma região.

Foi fundado por Joaquim Alfredo Rodrigues Vargas, Fernando Jordão, Glória Jordão, Amélia Jordão, Luísa Ambrósio, João Diogo Menino e Manuela Vargas. Fundaram também o Rancho Infantil e também o Rancho Folclórico d’Os Galitos da Várzea. Criaram tudo nessa mesma aldeia da Várzea, letras, músicas e danças. Para angariarem algum dinheiro para saídas, quer nacionais quer internacionais, fizeram peditórios porta-a-porta, dançando à porta das casas, fazendo festas e festivais.

Passados 36 anos, o Rancho foi reaberto, no dia 23 de novembro de 2013, contando com alguns elementos que já são da velha guarda do grupo anterior. Por isso, resolveram recomeçar tudo. Contam com novos elementos, que estão a começar agora, deste modo, não contam com muita experiência, mas com a promessa de dar o melhor em tudo o que estiver ao seu alcance.Fonte

Rancho Folclórico e Cultural de S. João Baptista – Ponte da Barca