Atividades do G.F.E. Danças e Cantares “Verde Minho”

 

Tradicional Desfolhada do Milho e Cantares ao Desafio, ao som das Concertinas, vão ser os motivos para uma Festa Minhota de arromba no concelho de Loures.

A adesão não pára de crescer!

As gentes minhotas radicadas na região de Lisboa recriam a tradicional desfolhada do milho. A iniciativa é do Grupo Etnográfico Verde Minho e tem lugar no próximo dia 13 de Outubro, a partir das 14 horas, no terreiro fronteiro às instalações do Grupo União Lebrense, em A-das-Lebres, no concelho de Loures.

Os grupos de zés-pereiras percorrem as ruas da aldeia anunciando a festa com o rufar dos seus bombos. As moças exibem os seus trajes de trabalho característicos. Rapazes e raparigas cuidam de desfolhar o milho à procura da maçaroca… e do “prémio” da conversada!

Não falta o vinho e o petisco oferecido aos trabalhadores que participam no serão. Os trabalhadores da jorna recordam com nostalgia a juventude e a alegria de tempos idos. E, como a festa é minhota, dança-se o vira, a chula e a cana-verde.

Como manda a tradição, não falta sequer a broa de milho e a boa pinga de vinho verde a lembrar costume antigo.

Predominando no Minho a cultura de regadio, é por altura da festa de S. Miguel que ocorre o corte do milho e se seguem as desfolhadas.

Para o minhoto, tudo é pretexto para a festa: o trabalho e a romaria, a religião e a gastronomia. Em todas as ocasiões, o minhoto é alegre, levando sempre desse modo de vencida as agruras da vida, mesmo quando vividas em terras distantes.

Para onde quer que vá, o minhoto leva consigo a alma grandiosa da sua terra e a cor da esperança porque o Minho é verde e o folclore… é Verde Minho!

Remonta há mais de quatro séculos a introdução da cultura do milho no nosso país. A sua cultura foi iniciada no noroeste peninsular onde a região do Minho se insere, tendo com o decorrer do tempo se propagado para outras regiões do país.

A cultura do milho teve origem nas Américas e foi trazida para a Península Ibérica nas naus do navegador Cristóvão Colombo, aliás Salvador Fernandes Zarco, oficialmente ao serviço dos reis de Espanha, secretamente ao serviço do rei D. João II, com o propósito de afastar os reis católicos da rota da Índia, levando-os a celebrar o Tratado de Tordesilhas.

Temos para este evento inscritos 42 Grupos que rondarão os trezentos tocadores deste fenomenal instrumento tradicional.

 

Atividades do G.F.E. Danças e Cantares “Verde Minho”Atividades do G.F.E. Danças e Cantares “Verde Minho”Atividades do G.F.E. Danças e Cantares “Verde Minho”
Atividades do G.F.E. Danças e Cantares “Verde Minho”Atividades do G.F.E. Danças e Cantares “Verde Minho”Atividades do G.F.E. Danças e Cantares “Verde Minho”
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Sobre a Concertina…

Perde-se nos tempos a origem dos instrumentos musicais que precederam a concertina: remonta a 2.700 anos Antes de Cristo a origem na China do Cheng, porventura o seu mais antigo antecessor, cujo som era produzido por palhetas que vibravam por meio de pressão de ar. Inspirado no ancestral Cheng, em 1780, o musicólogo russo Kirschnik introduziu o sistema no instrumento o sistema de lâmina de metal aos tubos dos órgãos que fabricava.

Porém, é a chamada “concertina inglesa” – entre nós frequentemente designada por harmónio em virtude do seu fole e formato ortogonal – a que mais se aproxima do modelo que atualmente conhecemos e empregamos no nosso folclore. Coube ao inventor inglês Charles Wheatstone a invenção, em 1829, da moderna concertina.

Trata-se já de um instrumento com escala cromática ou seja, com uma escala musical abrangendo todos os 12 tons disponíveis. A sua denominação refere-se a um conjunto de instrumentos musicais dispondo de lingueta livre e funcionamento por fole, construídos de acordo com vários sistemas.

A partir sobretudo da segunda metade do século XIX, a concertina difundiu-se rapidamente por toda a Europa e atravessou o oceano Atlântico, tendo-se popularizado em ambos os continentes como um dos instrumentos da chamada música folclórica, relegando alguns mais rústicos para o esquecimento.

A concertina veio para ficar! A sua sonoridade alegre encantou sobretudo o minhoto que agora, em circunstância algum, dispensa a sua companhia. E, para onde quer que vá, o minhoto leva-a consigo… e eis que a festa está montada, com os seus cantares ao desafio, os seus bailaricos, mas sempre ao som da concertina!

Textos: Teotónio Gonçalves, Presidente da Direção do Grupo Etnográfico Verde Minho

 

Atividades do G.F.E. Danças e Cantares “Verde Minho”Conferência sobre Folclore integrada no FolkLoures 2018

Vai ser apresentada, no próximo dia 21 de Outubro, pelas 15h00, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte – Loures, uma conferência sob o tema “Rodopiando entre a tradição e a inovação – o Folclore como causa”, pelo Dr. Augusto FlorPresidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto. Esta iniciativa é da responsabilidade do Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures. Saber mais