O Arquipélago da Madeira em pleno oceano Atlântico

O Arquipélago da Madeira

Aspectos geográficos

Madeira é nome de ilha e arquipélago de Portugal. Situa-se no Atlântico oriental e oferece algumas das mais belas paisagens do país. Como sucede com os Açores, o arquipélago constitui uma região autónoma, administrada por um governo regional com sede no Funchal.

O concelho do Funchal tem uma área de 73,1 km2 e compreende 10 freguesias: Imaculado Coração de Maria, Monte, Santo António, São Gonçalo, Santa Luzia, São Martinho, Santa Maria Maior, São Pedro, São Roque, Sé.

O arquipélago é formado pelas

– ilhas da Madeira e do Porto Santo,

– e pelos ilhéus Selvagens (Grande, Pitão Grande e Pitão Pequeno) e Desertas (Grande, Bugio e Chão),

compreendendo os concelhos de Calheta, Câmara de Lobos, Funchal, Machico, Ponta do Sol, Porto Moniz, Porto Santo, Ribeira Brava, Santana, Santa Cruz e São Vicente.

São de natureza vulcânica

As ilhas são de natureza vulcânica. Os pontos mais altos desta região autónoma são, na Ilha da Madeira, o Pico Ruivo de Santana (1861 m), e, em Porto Santo, o Pico do Facho (517 m). Devido à sua origem vulcânica, toda a morfologia das ilhas é acidentada.

A Ilha da Madeira, designadamente, é caracterizada pelas suas arribas altas, por vezes de centenas de metros. As praias de areia são inexistentes e as estreitas faixas litorais são constituídas por materiais grosseiros, de cor escura.

A taxa de crescimento da população é muito elevada, e como a estrutura socioeconómica do arquipélago não permite aproveitar a mão-de-obra nativa, as migrações para o estrangeiro e também para o continente sucedem-se. De forma idêntica, a população rural, procurando melhores condições económicas e sociais, abandona os campos e parte para o Funchal, único aglomerado caracteristicamente urbano. O povoamento, aliás, é predominantemente disperso, acompanhando a divisão da propriedade e a preponderância da pequena exploração familiar.

O natural ou habitante da Região Autónoma da Madeira denomina-se madeirense.

História e Monumentos

O arquipélago já era conhecido no século XIV, mas só entre 1418 e 1420 foi redescoberto por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, tendo o seu povoamento começado em 1425, já que as ilhas se encontravam desertas.

Tradições, lendas e curiosidades

Um dos costumes antigos das gentes da Madeira é a matança do porco que servirá para comer no Natal e salgar para o resto do ano. A matança do animal é levada a cabo por um grupo de homens com barrete de vilão, seguindo um ritual tradicional. O dia da matança é um dia de festa em que todos comem, bebem, tocam e cantam ao desafio.

Associado ao turismo aparece o tradicional carro de cesto ou carrinho do monte, conduzido por dois homens, vestidos de fato branco, chapéu de palha e bota chã. Estes controlam através de cordas a descida do carro.

Outro meio de transporte típico é o carro de bois que desliza como um trenó, guiado por um boieiro.

A lapinha e a rocinha

Da tradição faz também parte a lapinha, uma espécie de presépio em honra do Menino Jesus, cuja visita é usual na época natalícia. Os visitantes cantam modinhas e no fim são recompensados segundo a tradição com licor de tangerina, biscoitos e bolo de mel.

No entanto, a rochinha tem vindo a substituí-la, reproduzindo aspectos da vida da ilha. Montam-se nas encostas onde se colocam pastores com os seus rebanhos e outras figuras típicas como o leiteiro, grupos a dançar o bailinho, procissões e outros elementos característicos.

Numa furna, coloca-se o Menino Jesus, a Nossa Senhora, o São José, os animais do presépio e os Reis Magos. Estes elementos encontram-se iluminados por uma lamparina de azeite.

A passagem de ano é conhecida pelos espectáculos de fogo-de-artifício, atraindo muitos visitantes.

Uma curiosidade reside no nome que os madeirenses dão às batatas, designando este tubérculo como semelhas.

Nos mercados vendem-se frutos variados, desde as conhecidas bananas da Madeira aos abacates, anonas e mangas, entre muitos outros frutos.

As flores encontram-se também presentes com grande diversidade, incluindo espécies endémicas e outras que foram introduzidas.

Trajes típicos da Madeira

Um dos trajes típicos da Madeira, usado em tempos pelos trabalhadores rurais, consistia em homens vestidos de calças de linho brancas, franzidas no joelho, bota chã, deixando parte da perna a descoberto, camisa de estopa, jaqueta ou colete de lã sem mangas e na cabeça uma carapuça com uma ponta esguia espetada.

O traje feminino é composto por saias rodadas e franjas na cintura, feitas em tecido de lã listrada, onde predomina o vermelho. Calçam uma bota chã, de barra vermelha em volta do cano.

Os homens usavam as mesmas botas, podendo também vestir indumentária branca de linho, com lenço garrido ao pescoço e carapuça idêntica à feminina.

A casa típica da Madeira tem forma triangular, com portas e janelas coloridas e cobertas de colmo.

O artesanato da Madeira inclui a produção do brinquinho, artefacto que tem como função marcar o compasso no bailinho regional, sendo constituído por bonecos trajados segundo os costumes da ilha.

Engloba também trabalhos em vime, nomeadamente móveis e cestos, bordados da Madeira, uma das suas produções mais características, sendo feitos pelas bordadeiras em suas casas, com base no linho, algodão, seda natural, organdi e fibras sintéticas, produzindo-se desde toalhas de mesa a lenços de mão.

Grande parte desta produção é para exportação. Outros produtos tradicionais são as botas de vilão ou bota chã, carros de bois, arados e lagares de madeira.

Economia

Apesar do relevo irregular, parte do solo encontra-se cultivado à custa de um enorme esforço humano.

A área cultivada representa cerca de 30% da superfície da ilha principal, o que foi conseguido através da construção de socalcos e de canais de irrigação. A restante superfície é coberta por floresta (40%) e por terrenos incultos (30%). Da produção agrícola merecem especial destaque, pelo seu peso na economia madeirense, a cultura da cana-de-açúcar e as produções de banana, cereais e vinho, este último com projecção mundial.

A criação de gado é significativa na economia das pequenas explorações familiares. A pesca, praticada em diversos pontos do litoral, tem no Funchal um dos mais importantes portos. O mesmo porto é também um importante elemento de ligação ao exterior, nomeadamente no que respeita ao trânsito de passageiros, como o são ainda os aeroportos de Santa Catarina e do Porto Santo.

Como ponto turístico, a Ilha da Madeira proporciona a quem a visita cenários de variadíssima beleza. Para isso contribuem as suas montanhas abruptas, os vales verdejantes e floridos, o panorama do mar e das escarpas do litoral, as praias de areia branca de Porto Santo, fazendo desta actividade um dos pilares da economia das ilhas.

Região Autónoma da Madeira. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1  | Fonte da imagem de destaque (adaptada)

O Arquipélago dos Açores com as suas nove ilhas

O Arquipélago dos Açores

Aspectos geográficos

O arquipélago dos Açores é formado por nove ilhas e alguns ilhéus inabitados (as Formigas).

– Ao Grupo Oriental pertencem Santa Maria e São Miguel,

– ao Grupo Central, a Terceira, a Graciosa, São Jorge, o Pico e o Faial;

– e ao Grupo Ocidental pertencem as Flores e o Corvo.

O arquipélago situa-se no Atlântico norte, a 1500 km a oeste de Lisboa e a 3400 km a leste de Nova Iorque.

O interior das ilhas é extremamente acidentado, registando a montanha do Pico (2351 m), na ilha do Pico, a maior altitude de todo o território nacional.

Todas as ilhas são de origem vulcânica, conhecendo-se erupções históricas nas ilhas de São Miguel, Terceira, São Jorge, Pico e Faial. O vulcanismo mantém-se activo em várias ilhas, sendo aproveitado como fonte de energia geotérmica. No fundo de algumas crateras de vulcões extintos, encontram-se lagoas, sendo a mais famosa a Lagoa das Sete Cidades, na ilha de São Miguel.

Em zona de forte actividade sísmica

Os Açores situam-se numa zona de forte actividade sísmica, tendo já sofrido vários abalos, destacando-se o sismo mais recente ocorrido em 9 de Julho de 1998, sentido em seis das ilhas, que atingiu a magnitude de 5,8 da escala de Richter.

O clima do arquipélago é temperado marítimo, oscilando a temperatura média entre cerca de 14ºC no Inverno e 22ºC no Verão, e atingindo a pluviosidade média anual valores superiores a 1000 mm.

Sobretudo a partir dos anos 60, a população mais jovem dos Açores, em busca de melhores condições de vida, partiu, em forte fluxo migratório, para Portugal continental e para os Estados Unidos da América, Canadá e Brasil. Em consequência, verificou-se um decréscimo da população, bem como o seu envelhecimento. Nos anos mais próximos, contudo, tem havido um aumento da taxa de natalidade. Por outro lado, as ilhas oferecem já maiores oportunidades, tendo, portanto, maior capacidade de fixação das novas gerações.

Tal como o arquipélago da Madeira, os Açores são uma região autónoma de Portugal, o que lhes concede o privilégio de uma administração com órgãos regionais próprios, embora dependentes, em certos domínios, das instituições nacionais com sede em Lisboa.

O arquipélago compreende os concelhos de Corvo, Santa Cruz das Flores, Lajes das Flores, Horta, Santa Cruz da Graciosa, Velas, Calheta, São Roque do Pico, Madalena, Lajes do Pico, Praia da Vitória, Angra do Heroísmo, Ponta Delgada, Lagoa, Ribeira Grande, Vila Franca do Campo, Povoação, Nordeste e Vila do Porto.

O natural ou habitante da Região Autónoma dos Açores denomina-se açoriano ou açorense.

História e monumentos

As primeiras referências às ilhas dos Açores aparecem em documentos portugueses da primeira metade do século XV. O povoamento destas ilhas terá começado por esta altura, não só com portugueses, oriundos principalmente do Algarve e do Alentejo, mas também com flamengos.

As ilhas foram entregues a capitães-donatários que eram responsáveis pela exploração dos recursos naturais. Ao longo da história do arquipélago registaram-se diversos movimentos de emigração, nomeadamente para o Brasil e para os EUA.

Os Açores tiveram um papel de destaque em vários momentos da nossa História, como é o facto de no final do século XVI ter sido o último ponto de Portugal a ser dominado pelas forças filipinas.

A sua importância estratégica manteve-se até ao século actual, tendo-se instalado no arquipélago, durante a Segunda Guerra Mundial, bases dos Aliados, continuando hoje os EUA a usufruir desta localização. Encontram-se nos Açores inúmeras casas brasonadas, igrejas e vários fortes.

A UNESCO reconheceu,

– em 1983,  Angra do Heroísmo e

– em 2004, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património Mundial,

e, em 2007, classificou as ilhas do Corvo e Graciosa como Reservas da Biosfera.

Algarve – antiga província de Portugal

Algarve

Correspondendo integralmente à antiga província com o mesmo nome, criada em 1936, o Algarve é a região de Portugal Continental que se situa mais a sul. Está limitada, a norte, pelo Baixo Alentejo, a leste, por Espanha, com fronteira no rio Guadiana, e, a sul e a oeste, pelo oceano Atlântico. A sua superfície (4991 km2) representa apenas 5,7% do País e corresponde apenas a um único distrito administrativo, Faro.

A população do Algarve concentra-se no litoral sul, onde se situam as principais cidades, como Faro, Lagos, Portimão, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, ao passo que o interior apresenta uma dispersão do povoamento por pequenos lugares.

O Algarve é constituído por uma descida gradual de relevos alinhados de oeste para este, desde a serra (Monchique-Caldeirão) até ao mar.

Clima e agricultura

O clima do Algarve é temperado mediterrânico. Caracteriza-se

– pela amenidade das temperaturas ao longo do ano

– e por um período seco mais longo do que a maior parte do território de Portugal Continental.

A serra Algarvia forma uma barreira que dificulta a passagem dos ventos frios e das depressões vindos de Norte. Por isso, no litoral sul do Algarve a precipitação é relativamente escassa e a temperatura amena, o que contribui para atrair turistas ao longo de todo o ano.

A agricultura do Algarve mostra um acentuado contraste entre

– o litoral, onde predominam culturas de regadio (laranjas, morangos, hortaliças),

– e o interior, onde as culturas de sequeiro (figos, amêndoas, alfarroba, trigo) são mais comuns.

A pesca, que já desempenhou um papel preponderante na economia da região, tem vindo a perder importância. Este facto reflecte-se no quase desaparecimento da indústria conserveira. Em compensação, as explorações de aquacultura especializadas na produção de peixe, marisco e moluscos têm vindo a expandir-se.

No sector industrial, o Algarve limita-se a pequenas unidades fabris e a um grande número de pequenas instalações onde se produz uma grande variedade de objectos de artesanato.

Gastronomia e turismo

A gastronomia algarvia oferece, entre outras, especialidades, como, por exemplo,

caldeiradas de peixe e mariscos, cataplanas de amêijoas, caracóis e caracoletas, feijoadas de marisco e de moluscos, diversas sopas de peixe,

– e uma doçaria variada feita com base em figos e amêndoas.

Com um enorme crescimento a partir da década de 60, o turismo passou a constituir a principal actividade económica do Algarve. Tanto pelo valor das receitas como pela população que directa e indirectamente depende do sector.

As magníficas praias e a beleza natural da costa, aliadas à amenidade do clima, à riqueza gastronómica e à paisagem típica de muitos lugares, atraem numerosos turistas nacionais e estrangeiros.

Algarve. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1 (texto editado e adaptado)

 

Alentejo – antiga província de Portugal

O Alentejo

Estabelecido formalmente em 1936 como província portuguesa, mas desaparecido administrativamente como tal em 1976, o Alentejo é a maior região natural de Portugal. Tem uma área de 26 158 km2, o que corresponde a cerca de 29% da superfície total do País.

Encontra-se dividido em duas grandes áreas,

– o Alto Alentejo (12 420 km2), que compreende os distritos de Portalegre e de Évora,

– e o Baixo Alentejo (13 738 km2), que compreende o distrito de Beja e os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, pertencentes ao distrito de Setúbal.

O Alentejo está limitado, a norte, pelo rio Tejo, que o separa da Beira Baixa, a leste, por Espanha, a sul, pelo Algarve, e, a oeste, pelo oceano Atlântico, Estremadura e Ribatejo.

Relevo e clima

O relevo da região caracteriza-se pela grande uniformidade de peneplanícies, de onde ressaltam, dispersas e afastadas, massas montanhosas de fraca altitude, com excepção das serras de São Mamede (1025 m) e Marvão (865 m).

O clima é temperado mediterrânico, com verões quentes e secos e invernos chuvosos e suaves. A diminuição da influência marítima torna as áreas mais interiores do Alentejo particularmente quentes no Verão e, no Inverno, relativamente frias.

Atividades produtivas

A agricultura e a pecuária são as actividades que marcam o perfil social e económico da sociedade alentejana, pois o desenvolvimento industrial e o sector dos serviços sempre foram bastante modestos.

As principais culturas são o trigo, o centeio, o girassol e o tomate. São igualmente importantes as produções de cortiça, vinho e azeite. Na pecuária, merece referência a criação de gado bovino, ovino e suíno. O declínio da agricultura tem sido parcialmente compensado pela expansão de actividades relacionadas com o turismo, como a caça e o turismo rural.

Gastronomia

O Alentejo apresenta uma grande variedade de pratos tradicionais, destacando-se a açorda alentejana, as migas, o ensopado de borrego e o lombo de porco com amêijoas; o gaspacho, o queijo de ovelha e as sopas de espargos, de poejos e de beldroegas; as azevias, boleimas e outros doces à base de amêndoas.

Alentejo. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

Alto Alentejo

O Alto Alentejo é uma antiga província (ou região natural) portuguesa, formalmente instituída por uma reforma administrativa havida em 1936. No entanto, as províncias nunca tiveram qualquer atribuição prática, e desapareceram do vocabulário administrativo (ainda que não do vocabulário quotidiano dos portugueses) com a entrada em vigor da Constituição de 1976.

Limitava a Norte com a Beira Baixa, a Noroeste com o Ribatejo, a Oeste com a Estremadura, a Sul com o Baixo Alentejo e a Este com a Espanha (províncias de Badajoz e Cáceres, na Extremadura).

Era então constituído por 27 concelhos, integrando todo o distrito de Évora e ainda a quase totalidade do distrito de Portalegre (apenas o concelho de Ponte de Sôr não fazia parte da província, pois estava integrado no Ribatejo). Tinha a sua sede na cidade de Évora.

Distrito de Évora

Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Olivença, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Viana do Alentejo, Vila Viçosa.

Distrito de Portalegre

Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Portalegre, Sousel.

Se ainda hoje a província em causa existisse, contaria provavelmente com 28 municípios, posto que foi entretanto criado, na área do distrito de Évora, o concelho de Vendas Novas (1962, por divisão de Montemor-o-Novo).

O seu território actualmente reparte-se pela região estatística do Alentejo e pelas sub-regiões do Alentejo Central e Alto Alentejo.

Apenas pela inclusão do município de Ponte de Sôr nesta última as actuais sub-regiões não correspondem na perfeição com a antiga província. Refira-se que Ponte de Sôr, apesar de fazer parte da antiga província do Ribatejo, considera-se parte, pela maioria da sua população, do Alentejo.

Baixo Alentejo

O Baixo Alentejo é uma antiga província (ou região natural) portuguesa, formalmente instituída por uma reforma administrativa havida em 1936. No entanto, as províncias nunca tiveram qualquer atribuição prática, e desapareceram do vocabulário administrativo (ainda que não do vocabulário quotidiano dos portugueses) com a entrada em vigor da Constituição de 1976.

Fazia fronteira a Norte com o Alto Alentejo, no extremo Noroeste com a Estremadura, a Oeste com o Oceano Atlântico, a Sul com o Algarve e a Este com a Espanha (província de Badajoz, na Extremadura, e de Huelva, na Andaluzia).

Era então constituído por 18 concelhos, integrando todo o distrito de Beja e ainda a metade Sul do distrito de Setúbal. Tinha a sua sede na cidade de Beja.

Distrito de Beja: Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Odemira, Ourique, Serpa, Vidigueira.

Distrito de Setúbal: Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines.

Actualmente, o seu território reparte-se pelas sub-regiões alentejanas do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.

Fonte: Wikipédia (adaptado)

Ribatejo – antiga província de Portugal

Ribatejo

Criada como província em 1936, mas extinta como tal na Nova Constituição de 1976, a região do Ribatejo situa-se no Centro do território de Portugal continental, ficando em contacto com a Estremadura, a oeste e a sul, a Beira Litoral, a norte, a Beira Baixa a nordeste, e o Alentejo, a leste e sul.

Ficam aqui as cidades de Santarém, Tomar, Abrantes, Ourém, Fátima, Torres Novas, Entroncamento, Vila Franca de Xira, Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria, Cartaxo, Rio Maior e Almeirim.

O Ribatejo compreende a maior parte do distrito de Santarém e dois concelhos do distrito de Lisboa (Azambuja e Vila Franca de Xira).

Por todo o Ribatejo pratica-se uma grande variedade de culturas agrícolas que se mostram extraordinariamente produtivas. É o caso do milho, da vinha, do arroz, do trigo, do tomate, da beterraba açucareira, do melão e da oliveira.

O Ribatejo oferece, na sua gastronomia, pratos típicos como a sopa de pedra e a caldeirada; o cabrito assado ou frito, as favas com chouriço e os ovos de tomatada; as tigeladas e os doces de feijão e de ovos.

Nas campinas, que constituem admiráveis paisagens, pratica-se a criação de gado, em especial o touro bravio, destinado às corridas de toiros. É também aqui criado um dos mais belos cavalos do mundo, o cavalo lusitano.

Zona rica em tradições, ainda hoje o Ribatejo preserva a figura do campino, com o seu colete encarnado e o barrete verde, e o respectivo bailado típico, o fandango.

Ribatejo. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

Mais informações sobre o Ribatejo…

“Região que tem o Baixo Tejo como elemento estruturante, apresenta, do ponte de vista paisagístico, uma clara dissimetria.

A margem direita do rio possui uma morfologia complexa de planaltos e costeiras talhados em terrenos areno-argilosos. É a área dos «bairros».

De aptidão agrícola variável, neles se encontram olivais associados a culturas cerealíferas de sequeiro (trigo), vinha e culturas de regadio (milho). O povoamento rural é misto, coexistindo cidades e vilas com os «casais».

A margem esquerda do Tejo, de morfologia monótona, é constituída pelos terraços do rio e por planícies e planaltos em formações arenosas.

Os solos pobres sustentam a «charneca», constituída por árvores (sobreiro, pinheiro e eucalipto) e matos.

Nas áreas mais favoráveis encontram-se também os cereais e a vinha. No que diz respeito à paisagem, a «charneca» liga imperceptívelmente o Ribatejo ao Alentejo, nela se encontrando povoamento mais concentrado em aldeias e vilas.

Entre os «bairros» e a «charneca», nos terrenos marginais ao Tejo, encontra-se a «lezíria».

É nela que se localizam os solos mais férteis do país, que permitem uma grande variedade de culturas (arroz, milho, trigo, vinha, etc.), bem como excelentes pastagens, onde se criam cavalos e gado bovino. O campino é a figura típica.

O rio Tejo está ladeado de várias povoações, correspondentes a antigos portos fluviais, que sustentaram importante comércio fluvial.

Possui ainda várias áreas industriais, de que se destaca: o eixo Lisboa-Vila Franca e o triângulo industrial Torres Novas-Tomar-Abrantes, constituído por industrias têxteis, químicas, alimentares, metalúrgicas, celulósicas e de material de transporte.” (Dicionário Ilustrado do Conhecimento Essencial)

Fotografia de destaque

Estremadura – antiga província de Portugal

Estremadura

Instituída em 1936 como província portuguesa e desaparecida administrativamente como tal em 1976, a região da Estremadura ocupa uma faixa litoral no centro do território e compreende concelhos dos distritos de Leiria, Lisboa e Setúbal.

É banhada pelo oceano Atlântico a oeste, e confina com as regiões da Beira Litoral a norte, do Ribatejo a leste, do Alto Alentejo a sudeste, e do Baixo Alentejo a sul.

A Estremadura abrange uma área de 5345 km2 e compreende 31 concelhos:

– 8 do distrito de Leiria,

– 14 do distrito de Lisboa

– e 9 do distrito de Setúbal.

Sendo a faixa de terreno situada a norte e a sul do estuário do Tejo, constitui a parte mais ocidental do território continental português. Nesta região, situa-se Lisboa, a capital do País.

A actividade humana em volta de Lisboa domina todo o conjunto, enquanto centro cultural, político e comercial do país. Aí se destaca também o seu importante porto, e para aí convergem todas as estradas nacionais e as grandes vias internacionais.

Atividade económica e comunicações

Com fáceis comunicações, a Estremadura alimenta uma grande parte da economia, onde concorrem as produções locais, nacionais e até mesmo internacionais.

Em Lisboa e nos seus arredores, concentram-se importantes núcleos económicos de todos os géneros: metalurgia, construção naval, têxteis, produtos alimentares, pescas, produtos químicos, etc. A capital possui uma enorme variedade de empresas e constitui também o maior centro de serviços.

É ainda aqui que se estende a zona de mais intensa actividade turística. Não se limitando aos centros mais conhecidos, distribui-se por um elevado número de pequenas povoações que são o grande refúgio de muita população do País.

Nenhuma outra zona portuguesa avulta no turismo nacional como a Estremadura. Para isso concorrem os seus monumentos e museus, e a facilidade das suas comunicações.

À sua extrema variedade de paisagem e de terreno corresponde também uma variedade de culturas, hábitos e costumes, que se pode observar no seio da população.

Gastronomia e romarias

A Estremadura apresenta, nos seus principais pratos típicos,

– a caldeirada de sardinhas,

– as favadas,

– as pataniscas de bacalhau

– e as amêijoas à Bulhão Pato;

– várias receitas de bifes e de coelho;

– os pastéis de Belém e de feijão, o pão-de-ló, entre outros.

Nesta região, as romarias podem não ter a vivacidade e os tons alegres das romarias nortenhas, mas reúnem grandes multidões. A tourada é um elemento habitual dessas festas.

Na periferia de Lisboa realizam-se algumas das mais concorridas festas de Portugal, parte delas caracterizadas por um cerimonial de trajes que vem já de remota idade.

Muitas foram as individualidades que daqui deixaram o seu nome ligado à História portuguesa, na vida militar, na literatura, na arte, na política, etc.

Lisboa sobressai pelo número e qualidade dessas individualidades, dado que é de há muito o maior centro populacional, dotado de condições excepcionais.

Estremadura. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

Beira Alta – antiga província de Portugal

Beira Alta

É uma antiga província portuguesa, formalmente estabelecida pela reforma administrativa de 1936 e extinguida pela Constituição da República Portuguesa de 1976.

A região da Beira Alta confina com as regiões de

– Trás-os-Montes e Alto Douro a norte;

– Douro Litoral a noroeste;

– Beira Litoral a oeste e sudoeste;

– e Beira Baixa a sul.

Faz fronteira com Espanha, a leste.

Abrange cerca de 8500 km2 e compreende 33 concelhos: 18 do distrito de Viseu, 13 do distrito da Guarda e dois do distrito de Coimbra.

As serras…

Região planáltica, de média altitude, cortada por vales fluviais e cingida por serras (Estrela, Montemuro, S. Macário, Gralheira, Caramulo e Buçaco) apresenta uma diversidade climática, registando temperaturas consideravelmente baixas no Inverno.

Embora atravessada por uma via-férrea internacional (da Pampilhosa a Vilar Formoso) e por boas estradas, mantém ainda alguns concelhos com fraca acessibilidade, o que constitui um obstáculo ao seu desenvolvimento. As principais indústrias desta zona são os lanifícios, os lacticínios e o fabrico de produtos alimentares.

A Beira Alta apresenta, nos seus principais pratos típicos, o queijo da Serra da Estrela, as morcelas e farinheiras; o arroz de pato e o cabrito e a vitela assados; castanhas, servidas em confecções variadas, as cavacas e o vinho do Dão.

Possui alguns dos melhores e mais sumptuosos solares de Portugal, sendo, depois do Minho, a região portuguesa onde se encontram mais construções solarengas.

Muitas são também as individualidades notáveis com que a Beira Alta tem contribuído para o engrandecimento do país, em todas as manifestações da actividade humana (intelectual, económica, política, etc.), de entre as quais se distinguem Frei Bernardo de Brito, Aquilino Ribeiro, Leite de Vasconcelos, Costa Cabral e Gabriel Fonseca.

Beira Alta. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

A Serra da Estrela…

Sobre a Serra da Estrela, escreve Oliveira Martins em “Portugal – A Terra e o Homem”, «A Serra da Estrela é a mais alta das cordilheiras portuguesas;

– é o prolongamento da espinha dorsal da península;

– é a divisória das duas metades de Portugal, tão diversas de fisionomia e temperamento;

– e é finalmente como que o coração do país – e acaso nas suas quebradas e declives pelos seus vales e encostas, demora ainda o genuíno representante do Lusitano antigo.

Se há um tipo propriamente português; se através dos acasos da história permaneceu puro algum exemplar de uma raça ante-histórica onde possamos filiar-nos, é aí que o havemos de procurar, e não entre os Galegos ao norte do Douro, nem entre os Turdetanos da costa sul, nem entre as populações do litoral cruzadas com o sangue de muitas raças e com os sentimentos de costumes das mais variadas nações». (texto adaptado)

Beira Baixa – antiga província de Portugal

Beira Baixa

A Beira Baixa, uma das onze antigas províncias tradicionais determinadas em 1936. Confina com as regiões

– da Beira Alta a norte,

– da Beira Litoral a noroeste,

– do Ribatejo, a sudoeste,

– da Estremadura a oeste,

– e do Alto Alentejo a sul.

Faz fronteira com Espanha, a leste.

Abrange uma área de aproximadamente 7 800 km2 e compreende 13 concelhos: 11 do distrito de Castelo Branco, um do distrito de Coimbra e um do distrito de Santarém.

O relevo e o clima

O relevo é montanhoso, com destaque para as serras da Estrela e da Gardunha, embora se encontrem também extensas áreas aplanadas, como a Cova da Beira e Idanha. O clima apresenta fortes contrastes entre o Inverno, chuvoso e frio, e o Verão, seco e bastante quente. Na serra da Estrela a queda de neve é frequente durante o Inverno.

A agricultura da região tem beneficiado de empreendimentos hidroagrícolas, pelo que as culturas de regadio têm uma importância significativa, com destaque para a fruticultura.

A Beira Baixa apresenta, nos seus principais pratos típicos, peixes de rio, lebre, perdiz e cabrito; cogumelos, castanhas e queijo da região; tigeladas e bolos de canela, de mel e de azeite.

Na economia da Beira Baixa destacam-se as indústrias de lanifícios, do fabrico de produtos alimentares e de transformação da madeira. O comércio e os serviços encontram-se desenvolvidos nas três cidades da região: Castelo Branco, Covilhã e Fundão.

Influências antigas

A Beira Baixa manifesta diversas influências étnicas, que provêm das tradições moçárabes. As insistentes perseguições religiosas e políticas imprimiram às populações características das quais se encontram ainda traços bem definidos.

As romarias nesta região são menos vivas, revelando uma certa tristeza. Um facto curioso é que, mais do que em qualquer outra região de Portugal, as festas deste povo têm um fundo acentuadamente pagão.

Mas ao lado desse paganismo sobressai também o sentimento religioso, que se revela no culto à Virgem e ao Espírito Santo.

De entre os monumentos da Beira Baixa, merecem destaque

– o Soterrado, em Idanha-a-Velha, grande preciosidade romano-visigótica,

– os castelos, alguns dos quais de fundação romana ou árabe,

– e algumas igrejas e capelas.

Os vestígios arqueológicos são numerosos em diferentes pontos da região, encontrando-se ruínas de pontes, castros, muralhas, antas e troços de estradas do período romano e de períodos anteriores.

Beira Baixa. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

Beira Litoral – antigas províncias de Portugal

Beira Litoral

Região de Portugal continental que ocupa uma ampla faixa litoral do centro de Portugal e compreende concelhos dos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria e Santarém.

Antiga província portuguesa, formalmente instituída em 1936 e administrativamente extinta com a Constituição de 1976. A região da Beira Litoral confina com as regiões

– do Douro Litoral a norte,

– da Beira Alta e da Beira Baixa a leste,

– e do Ribatejo e da Estremadura a sul.

É banhada pelo oceano Atlântico, a oeste. Abrange uma área de aproximadamente 7 600 km2 e compreende 38 concelhos: 15 do distrito de Aveiro, 14 do distrito de Coimbra, oito do distrito de Leiria e um do distrito de Santarém.

A boa situação geográfica da região, aliada à forte acessibilidade a Lisboa e ao Porto, proporciona-lhe um significativo desenvolvimento da actividade industrial e do comércio.

A agricultura e a pecuária continuam a ser importantes no tecido económico regional, sendo bastante significativas as produções nas áreas irrigadas dos vales do Mondego e do Vouga, bem como o sector da produção de leite.

No interior desta região, a floresta constitui um dos principais recursos das áreas rurais.

Gastronomia tradicional

A Beira Litoral apresenta, nos seus principais pratos típicos, o leitão – sobretudo da Anadia e da Bairrada, os buchos recheados e a chanfana de borrego; a caldeirada de enguias e as bolas de bacalhau e de sardinha; as barricas de ovos-moles, o arroz-doce e o vinho espumante.

Nos seus monumentos reflecte-se a história do nosso país.

São de destacar o românico dos primórdios da nação na Sé Velha de Coimbra, o gótico da Batalha, não esquecendo também os exemplos de arte rupestre do distrito de Aveiro e as ruínas romanas de Conímbriga.

Para além da considerável riqueza arquitectónica, é nesta província que se encontra o mais antigo estabelecimento de ensino universitário do país e um dos mais antigos da Europa – a Universidade de Coimbra.

Beira Litoral. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

Douro Litoral – antigas províncias de Portugal

Douro Litoral

Região do Norte de Portugal e uma das onze províncias tradicionais. Ocupando a parte inferior da bacia do rio Douro, compreende o distrito do Porto e alguns concelhos dos distritos de Aveiro e de Viseu.

Tendo sido, juntamente com outras, criada como província tradicional portuguesa em 1936, embora extinta formalmente em 1976, a região do Douro Litoral confina com as regiões do

– Minho, a norte;

– de Trás-os-Montes e Alto Douro, a leste;

– da Beira Alta, a sudeste,

– e da Beira Litoral, a sul,

sendo banhada pelo oceano Atlântico, a oeste.

Compreende vinte e quatro concelhos distribuídos pelos distritos do Porto (18 concelhos), de Aveiro (4 concelhos) e de Viseu (2 concelhos), abrangendo uma área de 3334 km2.

O rio Douro é a espinha dorsal de toda a hidrografia da região, nele confluindo numerosos rios e ribeiros. É também nas suas margens que se situam os aglomerados populacionais mais significativos, com destaque para o Porto e para Vila Nova de Gaia.

Actividades económicas

A área metropolitana do Porto concentra a maior parte da população e da actividade económica.

A indústria, voltada para a exportação, constitui a principal actividade económica da região.

O comércio e os serviços têm registado um franco progresso nas últimas décadas, fruto do desenvolvimento das acessibilidades e da elevação do nível de vida da população.

O sector primário, com destaque para a agricultura, tem evoluído no sentido da especialização das culturas, mas a grande fragmentação da propriedade constitui um obstáculo a uma maior modernização e uma maior competitividade.

Neste capítulo, são de destacar as produções de vinho verde, produtos hortícolas e frutas.

Gastronomia tradicional

O Douro Litoral apresenta, nos seus principais pratos típicos,

– os rojões, habitualmente servidos com tripas enfarinhadas e sangue salteado,

– vários pratos de bacalhau, com destaque para os bolinhos,

– a mais recente, mas nem por isso menos conhecida, francesinha

– e as tripas à moda do Porto;

– lampreia, sável e sardinhas assadas;

– o arroz “malandrinho”, de feijão ou de legumes variados, servido com filetes de pescada fresca ou polvo;

– as rabanadas, o leite-creme queimado

– e o Vinho do Porto, entre outros.

Esta região é muito rica em achados arqueológicos de toda a ordem. Encontram-se estações da época paleolítica, dólmenes, vestígios de indústrias mesolíticas, gravuras rupestres, castros e citânias.

É também aqui que se situam algumas das maiores descobertas de peças de joalharia primitiva. Salientam-se o tesouro de Gandeiro, em Amarante; as arrecadas de ouro do Castro de Laundos, e os ouros de Estela, ambos na Póvoa de Varzim.

Douro Litoral. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

Minho – antigas províncias de Portugal

Minho

Criada como província em 1936, mas extinta como tal em 1976, esta região situa-se no Noroeste de Portugal, entre o rio Minho e o Douro Litoral e entre o oceano Atlântico e Trás-os-Montes e Alto Douro. Ocupa uma área de cerca de 4838 km2 e abrange os distritos de Viana do Castelo e Braga.

O Minho é uma das regiões mais chuvosas da Europa e a de mais elevada precipitação do país.

No Inverno há dias relativamente frios, sobretudo no enfiamento dos vales, enquanto o Verão é moderado, apresentando nevoeiros nas zonas mais fundas.

Aqui, a costa marítima desenvolve-se em elevação gradual e circular voltada a oeste. A costa é baixa e recortada, alternando os pequenos lanços de praia arenosa com os rochedos que as marés cobrem na maior parte da superfície.

Notáveis belezas naturais

É uma zona montanhosa, em anfiteatro para o mar desde as serranias do Gerês, Marão e Montemuro, cheia de vertentes alcantiladas. São propícias ao desenvolvimento de espécies selvagens, sendo, também por isso, uma das regiões do país com mais notáveis belezas naturais.

Relativamente à vida agrícola, o Minho caracteriza-se pela policultura intensiva e pelo extremo fraccionamento da propriedade. As culturas principais são o milho e a vinha, sendo célebres os seus vinhos verdes.

De entre as actividades industriais que contribuem para a riqueza da região, merecem destaque os têxteis, as indústrias eléctricas e electrónicas, as confecções, as construções mecânicas, a celulose, a fiação e o mobiliário.

O Minho apresenta, nos seus principais pratos típicos, a broa, o caldo verde, os rojões e o cozido minhoto, várias receitas de bacalhau, o arroz de pato, e, na doçaria, os mexidos, as cavacas e a aletria de ovos, entre outros.

O povoamento da província data dos mais recuados tempos pré-históricos.

Têm sido descobertos, ao longo do litoral e nos vales minhotos, abundantes vestígios da passagem dessas populações primitivas. Mas o património histórico de modo nenhum se limita a este tipo de vestígios, pois por esta zona abundam as casas brasonadas e outros valores arquitectónicos.

Esta região possui uma fisionomia musical popular muito própria.

Relativamente ao folclore, esta região não cede primazia a qualquer outra, encontrando o seu poder máximo de expressão na infindável série de grandes e pequenas romarias que ocorrem, sobretudo, no Verão.

São, aliás, tradicionais nesta antiga “província”  as manifestações festivas originadas em serviços que impliquem trabalho colectivo. 1

Trajes

Trajos de Entre Douro e Minho | Lavradeira e Trajo de Afife

O que é o Traje de Lavradeira no Minho?

O Ouro do Minho – O Ouro de Viana | Trajes do Minho

Festas e Romarias

Romaria de Nossa Senhora d’Agonia

Festa das Cruzes em Barcelos

Danças

Vira do Minho

Usos e costumes

O jornaleiro minhoto

Gastronomia

Sarapatel é uma especialidade gastronómica do Minho

Arquitectura Popular

A arquitectura popular no Minho (Soajo)

1 Minho. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1 (texto editado e adaptado)

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