“Retratos de hoje e de antes” – Portugal no início do séc. XX

“Retratos de hoje e de antes” levam Andorra ao Portugal dos inícios de século XX

Retratos de hoje e de antes” é o título da exposição que o Grupo de Folclore Casa de Portugal inaugurou no passado dia 7 de maio, sexta-feira, no Centro Cultural La Llacuna do Principado de Andorra.

Esta exposição, integrada na semana da diversidade cultural da capital do país, Andorra la Vella estará patente ao público até ao dia 28 de maio.

Para levarem a efeito esta iniciativa, os elementos do Grupo realizaram 18 fotografias de grande formato, no museu Casa Rull, museu Etnográfico Casa Cristo e museu Casa d’Areny-Plandolit, recreando vivências das gentes do norte de Portugal de inícios do século XX.

Uma viagem pela memória dos nossos antepassados, realizada pela fotógrafa Mireia Medeiros e coordenada pela Cami Gonçalves, ambas membros do Grupo.

Entidades presentes na inauguração

Esta exposição foi visitada pela Ministra da Cultura e Desporto do Principado, Silvia Riva, pela Cònsol (Presidente da Câmara) de Andorra la Vella, Conxita Marsol, pelo Vereador de Cultura e Assuntos Sociais do Comú de Encamp, David Cruz, o empresário José Costa, o Padre Albano Fraga e muitos dos elementos do Grupo que participaram na exposição, além de outras personalidades que não quiseram perder a oportunidade de reviver outros tempos.

Na inauguração, Silvia Riva destacou que o Grupo de Folclore Casa de Portugal “soube surpreender-nos ao fundir o folclore português e os museus de Andorra”.

Por sua vez, Conxita Marsol felicitou o Grupo “pelos 25 anos e pelo trabalho, iniciativa e novos projetos”.

Além da exposição, foi apresentada também a projeção dum documental, com entrevistas aos protagonistas, e como se realizou a reportagem fotográfica, tendo emocionado muitos dos presentes na inauguração.

Ver imagens da exposição.

Semana da Diversidade Cultural

A Semana da Diversidade Cultural terminou no dia 15 de maio, sábado, com uma exposição fotográfica, em grande formato, no parque central da capital andorrana, na qual o Grupo de Folclore Casa de Portugal contribuiu com o traje “à vianesa” no mosaico de culturas que integram a mostra.

Livro “Memórias de Prata” editado pelo GF Casa de Portugal

“Memórias de Prata”

O livro “Memórias de Prata” foi lançado no passado dia 29 de abril, quinta-feira à tarde, pelo Grupo de Folclore Casa de Portugal no âmbito das comemorações do 25º aniversário da coletividade portuguesa sediada no Principado de Andorra.

Dadas as medidas sanitárias e as limitações provocadas pela pandemia, cerca de 80 pessoas assistiram, no Complexo Sociocultural de Encamp, ao lançamento da publicação.

Destaca-se a presença da Ministra da Cultura e Desporto, Silvia Riva, que, a propósito, afirmou que o aniversário do Grupo “é motivo de suporte incondicional por parte do Governo de Andorra”, tendo dedicado a sua intervenção “a evidenciar a grande implicação cultural do Grupo”.

Por sua vez, o Vereador da Cultura e Assuntos Sociais do Comú de Encamp, David Cruz, referiu que o Grupo “traz uma riqueza cultural à paróquia de Encamp”.

Marcaram, ainda, presença o Embaixador de Andorra, Jaume Serra e o empresário José Costa, entre outras personalidades, elementos e ex-elementos do grupo.

O livro “Memórias de Prata”, da autoria de José Luís Carvalho, diretor artístico e um dos membros fundadores do Grupo, é constituído por 800 fotografias que recolhem as vivências da entidade enquanto promotor da portugalidade em Andorra.

Contém, também, mensagens

– da Ministra Sílvia Riva,

– do Presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa,

– do Presidente da Federação do Folclore Português, Daniel Calado Café,

– do empresário de Group Nova, José Costa,

– e do presidente da coletividade, Tomás Pires de Jesus.

A publicação, escrita em português e em catalão, inclui também momentos marcantes organizados pelo Grupo, tais como as Janeiras ou o Feirão e as atividades que a entidade tem colaborado para enriquecer a oferta cultural do Principado.

Outras atividades

No âmbito das celebrações das bodas de prata do Grupo de Folclore Casa de Portugal houve, ainda, a apresentação, no dia 1 de maio (sábado), de um vídeo nas redes sociais titulado “Vamos para o festival”.

No dia 14 de maio realizou-se a inauguração da exposição “Retratos de hoje e do passado”, que recria as vivências das gentes de Portugal a inícios do século passado, inserida na Semana da Diversidade Cultural de Andorra la Vella, e que vai percorrer diferentes museus de Andorra.

 

 

GF Casa de Portugal apresenta livro “Memórias de prata”

Livro “Memórias de prata”

No próximo dia 29 de abril, quinta-feira, pelas 20h00, no Complexo Cultural da cidade de Encamp, o Grupo de Folclore Casa de Portugal vai fazer o lançamento do livro “Memórias de prata”.

Esta iniciativa está integrada no programa das comemorações do 25º aniversário deste Grupo, que está sedeado no Principado de Andorra, e onde é particular embaixador das terras e gentes do Minho.

A cerimónia de apresentação vai contar com a presença da Ministra de Cultura e Desporto, Silvia Riva, bem como do vereador de Cultura do Comú d’Encamp, David Cruz, e ainda dos membros e ex-membros do Grupo que poderão relembrar as vivências que a coletividade realizou durante 25 anos.

A obra “Memórias de prata”, escrita em português e catalão, idioma oficial do Principado, é constituída por 180 páginas.

Nelas se podem observar as fotografias mais significativas da atividade do Grupo desde a sua fundação no ano 1996, até aos dias de hoje.

Conta, também, com uma recolha dos acontecimentos mais destacados e marcantes que a entidade cultural portuguesa no Principado de Andorra organizou ou deu o seu apoio, enriquecendo a oferta cultural do Principado, através da cultura tradicional nos seus diversos aspetos, potenciando, assim, a portugalidade nos vales de Andorra.

Várias iniciativas para celebrar Bodas de Prata

A apresentação do referido livro faz parte dum conjunto de iniciativas culturais que o Grupo programou, durante este ano, para celebrar as suas Bodas de Prata.

No âmbito das celebrações do 25º aniversário do GF Casa de Portugal, já foi feita a plantação de uma árvore no Parque Central de Andorra la Vella, no passado dia 21 de março. E, no próximo mês de maio, vai acontecer a inauguração de uma exposição fotográfica, que estará presente em vários museus do país.

Devido às medidas de proteção originadas pela emergência sanitária provocada pela Covid-19, o acesso será limitado e obriga a reserva prévia.

Nota à Imprensa do GF Casa de Portugal – Andorra (texto editado e adaptado)

Ação de formação não presencial sobre trajes – AFERAM

Ação de formação não presencial sobre Indumentária Popular Portuguesa

No âmbito do Plano de Atividades da AFERAM, Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira, vai-se realizar uma ação de formação não presencial, pela plataforma ZOOM, na próxima segunda-feira, dia 12 de abril das 19 às 21 horas, com o tema:

Indumentária Popular Portuguesa – contributos, achegas, considerações e opiniões,

com Gil Raro (alfaiate do povo).

Pode inscrever-se através do formulário disponível aqui.

Ou enviando um email para aferam.madeira@gmail.com, com o seu nome, email e nome de grupo ou associação a que pertence.

A formação destina-se para além de elementos de Grupos de Folclore a todos os interessados na Cultura Tradicional.

Antes da formação receberá através do seu email os dados para aceder à formação.

Esta atividade vem ao encontro do trabalho que a AFERAM tem vindo a desenvolver junto dos grupos de folclore associados, cujo intuito é incutir a continuidade do registo e divulgação das práticas culturais tradicionais e populares da Madeira, este ano, mais especificamente os trajes tradicionais dos homens da Madeira e Porto Santo.

AFERAM – Associação de Folclore e Etnografia da Madeira

Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ festeja 25º aniversário

Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ celebra 25 anos de atividade no Principado de Andorra

O Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ já está a comemorar as suas Bodas de Prata, embora num contexto bem difícil, e que exige a colaboração e solidariedade de todos.

Fundada a 1 de Maio de 1996, a coletividade portuguesa no Principado de Andorra vai realizar um conjunto de iniciativas culturais

– combinando a forma telemática,

– aproveitando as redes sociais,

– e eventos presenciais a realizar em espaços exteriores, conforme as exigências sanitárias devido à pandemia provocada pelo Covid19.

Já hoje, dia dia 23 de Janeiro, é apresentada a 15ª edição das Janeiras, tradição bem portuguesa, e que nos últimos anos é habitual junto da sociedade andorrana.

No mês de Março, e coincidindo com o início da primavera, o contato com a natureza será protagonista.

No mês de Abril será feito o lançamento do livro comemorativo dos 25 anos de atividade do Grupo.

Logo a seguir, no início do mês de Maio, está previsto

– o Festival Internacional de Folclore

– e um concerto musical

que, se as condições sanitárias não forem favoráveis, serão realizados em 2022.

Ainda em Maio, e coincidindo com o Dia Mundial da Diversidade Cultural, será apresentada a primeira das duas exposições fotográficas previstas pelo Grupo.

[Mais datas comemorativas em Maio].

Ao iniciar  mês de Julho, volta mais uma edição do mercado tradicional “O Feirão”.

Em Outubro, será a participação Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ na Fira d’Andorra que, na passada edição, não se realizou devido à pandemia.

Em Novembro, será apresentada a segunda exposição fotográfica combinando o traje tradicional minhoto com a arquitetura histórica do Principado.

Se as condições sanitárias permitirem, estão previstas também as participações

– no Desfile Nacional do Traje Popular Português, na Covilhã

– e na Peregrinação anual ao Santuário de Fátima,

A organização destas iniciativas está a cargo da Federação do Folclore Português.

 

Janeiras cantadas pelo GEA, apesar da pandemia!

Janeiras, apesar da pandemia

Apesar da pandemia, as Janeiras chegaram a casa de muitas famílias, pela voz do Grupo Etnográfico de Areosa (GEA).

O GEA acabou de lançar um novo videoclipe com a canção “Rosas Perfumadas”, que faz parte do seu repertório de Janeiras.

Esta canção é cantada todos os anos pelas ruas da freguesia da Areosa –  concelho de Viana do Castelo – Minho, durante as noites frias do primeiro mês do ano.

Rosas Perfumadas” é da autoria de João Ferreira, e foi oferecida ao Grupo Etnográfico de Areosa aquando da celebração do seu 50º aniversário.

Esta tem sido uma das canções preferidas dos seus componentes, a par da canção “Boas Festas”, do maestro José Pedro, ou de canções de autoria dos próprios membros desta Associação Cultural.

Impedidos de tocar e cantar pela freguesia, animando os serões de quem visitam, este jovial grupo de rapazes e raparigas, bem agasalhados, e de lampião na mão, resolveram gravar e divulgar um novo videoclipe.

Deste modo, querem que todos saibam que, apesar das restrições, a tradição das Janeiras não foi esquecida, desejando, assim, um Bom Ano a todas as famílias que os vão ouvir através das redes sociais.

Tendo em conta a atual situação, especialmente no que concerne aos impactos que a pandemia tem gerado na Cultura e, em especial, em associações culturais congéneres, de norte a sul do país, espera-se que este novo trabalho traga algum alento a outros voluntários da cultura popular, e que a porta que se vê abrir no videoclipe seja, simbolicamente, “uma porta de esperança” para todos.

Filmagens em segurança

Esta foi uma filmagem segura, uma vez que

– o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde foi assegurado,

– a equipa técnica foi reduzida ao mínimo indispensável

– e os intervenientes foram filmados em pequenos grupos e em diferentes horários.

Todas as pessoas usaram máscara, com exceção dos momentos de efetiva filmagem individual, ou com o respetivo agregado familiar, e os objetos utilizados foram devidamente desinfetados.

 

Nota à imprensa do GEA

Grupo Etnográfico de Areosa em festivais de folclore virtuais

Grupo Etnográfico de Areosa em atividade

Apesar da pandemia que nos assola há 9 meses, o Grupo Etnográfico de Areosa tem participado numa mão cheia de festivais internacionais de folclore.

O principal objetivo desta associação cultural vianense é, não só, assegurar a participação portuguesa em eventos internacionais, mas também manter o contacto com as dezenas de grupos congéneres espalhados pelo mundo, conservando a esperança de se voltarem a encontrar nos mais prestigiados palcos do mundo.

Durante o segundo semestre de 2020, o Grupo Etnográfico de Areosa marcou presença numa mão cheia de Festivais Internacionais, todos em versão virtual.

Festivais Internacionais de Folclore

O primeiro foi o Festival Folklórico Internacional de la Baja Extremadura, FFIBE20, Ribera del Fresno, Espanha, de 4 a 12 de agosto 2020.

Seguiu-se o Festival Internacional de Dança FESTIDANZA 2020, Arequipa, Peru, de 23 a 24 de outubro 2020.

Depois, o Festival Internacional de Folclore de Nova Prata, Rio Grande do Sul, Brasil, que decorreu de 5 a 6 de dezembro, onde o Grupo Etnográfico de Areosa venceu o prémio de “Melhor Figurino”.

Os próximos serão:

– o Festival Internacional “Camagua Folk Dance” em Camagüey, Cuba, de 9 a 11 de dezembro 2020,

– e o Festival de Dança e Música “Venezuela de Tradición Internacional”, em Bermúdez, Venezuela, de 20 a 23 de dezembro 2020.

Apesar da pandemia ter prejudicado a atividades dos grupos folclóricos por todo o mundo, sejam eles amadores ou profissionais, por se encontrarem impedidos de ensaiar e de se apresentarem em público, os Festivais  de Folclore virtuais são uma das formas encontradas para se continuar a dar a conhecer a cultura dos vários povos através da música e da dança, na esperança de que, o folclore continue a surpreender e a recompensar todos os que gostam de conhecer os outros através da sua cultura, passando também assim a admirá-la.

A Direção do Grupo Etnográfico de Areosa (texto editado e adaptado)

O Etnográfico de Vila Praia de Âncora já tem casa!

O Etnográfico de Vila Praia de Âncora já tem casa!

Antiga Escola Primária de Vilarinho vai ser, a partir de hoje, a “Casa” do Etnográfico de Vila Praia de Âncora. É o resultado dum investimento da Câmara Municipal de Caminha no valor superior 160 mil euros.

A antiga Escola Primária de Vilarinho torna-se, a partir de hoje, 9 de Junho de 2020, a casa do Etnográfico de Vila Praia de Âncora.

A inauguração vai ser transmitida em streaming na página de Facebook do Município às 11h00.

O investimento da CM de Caminha na remodelação e ampliação do edifício cumpre um sonho antigo da associação cultural. E concretiza a promessa feita pelo presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, por ocasião do 40º aniversário do grupo.

A cerimónia está marcada para as 11h00, mas, devido às contingências da Covid-19, não poderá ser vivida e partilhada como gostaríamos.

Para ultrapassar esta limitação, e proporcionar a todos quantos o desejem participar, na medida do possível, na ocasião, a Câmara fará a transmissão em direto, em streaming, na página de Facebook do Município.

Esta é também uma forma de incluir no evento as comunidades emigrantes, com fortes raízes na Vila e que muito prezam as suas associações e, no caso, o Etnográfico de Vila Praia de Âncora.

Obras de adaptação e de ampliação

A realização de obras profundas na antiga Escola Primária de Vilarinho, no valor global final de € 162.644,00+IVA, permitiu criar as melhores condições para a sua conversão na Casa do Etnográfico de Vila Praia de Âncora.

A reabilitação conseguiu recuperar o edificado à sua traça original e dotar o edifício das condições básicas para servir de apoio, com conforto e dignidade, às atividades desenvolvidas pelo grupo.

A recuperação desta velha escola, uma peça do património do concelho, visou ainda vocacionar o edifício para a dinamização e suporte das ações culturais, por forma a garantir que as comunidades locais passem igualmente a dispor deste património recuperado e valorizado.

Procedeu-se à recuperação integral da edificação, com o seu desenho original e ao restauro das fachadas à traça primitiva. Para um novo volume foi adotada uma solução “silenciosa“ (na gíria técnica), associando-o à fachada posterior pré-existente.

A organização funcional do edifício parte da entrada principal.

No volume pré-existente desenvolve-se o espaço de ensaios, ligado a uma pequena copa e espaço de convívio. Na área ampliada fica a sala de direção, instalações sanitárias com balneários e espaços diferenciados para arrumos.

Com a entrega do edifício ao Etnográfico de Vila Praia de Âncora concretiza-se a “surpresa” da Câmara Municipal, anunciada por Miguel Alves, na gala de encerramento das comemorações dos 40 anos. Na altura foi divulgada a primeira imagem da futura “sede”.

Etnográfico de Vila Praia de Âncora

O Etnográfico de Vila Praia de Âncora foi fundado em 1976. Procura ser uma mostra etnográfica das tradições das gentes das terras do Vale do Âncora e da vertente poente da Serra D’Arga.

No colorido e na variedade dos seus trajes

– de trabalho ou de cotio,

– Domingueiros ou de Festa (traje à Lavradeira, Noivos e Mordomas e Traje de Morgada),

e nas voltas do Vira, da Gota, da Tirana e da Rosinha,

o Etnográfico apresenta o Alto Minho Litoral, com nítida influência do folclore da Serra d’Arga.

Desde 1989, é reconhecido como Instituição de Utilidade Pública e detém, entre vários prémios e condecorações internacionais e nacionais, a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Caminha.

Do seu reportório fazem parte os Viras, Gotas, Chula, Rosinha, Rusga, Tirana, bem como músicas e canções do cancioneiro alto minhoto e locais.

Fonte: Gabinete de Informação do Munícipe da CM de Caminha (texto editado e adaptado)

A AFERAM reuniu online com os seus associados

A AFERAM, Associação de Folclore e Etnografia da Madeira, reuniu online, no passado, dia 4 de junho, com os seus associados.

Este encontro serviu para discutir a atividade atual dos grupos de folclore na Madeira e Porto Santo e a possível retoma, tendo em conta os condicionamentos impostos pelas entidades de saúde e Governo Central e Regional, relativamente à pandemia que vivemos.

A Associação, em consonância com a Federação de Folclore Português aconselhou ao cancelamento de todos os espetáculos, nomeadamente os festivais de folclore até 30 de setembro.

Sugeriu que algumas atividades ou mesmo ensaios podem ser retomados, mas condicionados

– a um número mínimo de elementos,

– ao distanciamento social,

– ao uso de máscaras

– e à desinfeção e limpeza dos espaços.

Os associados mostraram-se preocupados com o facto de algumas entidades oficiais não contemplarem os apoios e protocolos previstos para este ano.

Lembram que estas associações têm mantido um forte papel social e educativo nas suas comunidades, para além de as representarem ao longo dos anos. Elas continuam a ter despesas, mesmo sem nenhum rendimento, pois os espetáculos foram cancelados.

Foram ainda enunciados os projetos que estão a ser desenvolvidos pela associação,

– as edições dos cadernos de folclore previstas,

– a parceria com o Xarabanda no levantamento dos charambistas e tocadores de cordofones,

– e a parceria com Federação de Folclore Português na implementação de um curso de Pós-graduação em Património Cultural Tradicional e Popular Português, na Madeira.

A Associação também disponibiliza para todos os associados apoios, nomeadamente para o processo técnico digital, via videoconferência, através de marcações pelo email aferam.madeira@gmail.com.

Foi marcado um encontro para o dia 2 de julho, para um novo balanço.

AFERAM – Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira – o que é?

AFERAM – Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira tem como objectivo fomentar boas relações entre os vários grupos associados e sensibilizar para formação nestas colectividades, enaltecendo, desse modo, a qualidade do folclore e defendendo o património cultural, designadamente: recolha, preservação e divulgação dos usos e costumes etnofolclóricos da Região.

Contactos:

AFERAM – Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira
Centro Cívico de Animação e Cultura Edmundo Bettencourt
Rua Latino Coelho 57, R/C 9060-155 Funchal – Madeira – Portugal
Email: aferam.madeira@gmail.com

Serrar a Belha – Vale de Telhas – Mirandela

Serrar a Belha 2020

Vai realizar-se, no próximo dia 14 de Março, com início às 14h30, em Vale de Telhas – Mirandela, a atividade tradicional “Serrar a Belha“.

Esta atividade tem o seguinte programa:

14h30 – Tertúlia “Tradição de «Serrar a Velha» em Trás-os-Montes e Alto Douro;

15h30 – Início da Ronda das Tabernas, com a animação dos Gaiteiros de Urrós e as Marias Malucas;

15h30 – Visitas guiadas ao património da aldeia;

21h00 – Teatro “Serrar a Belha“:

– Julgamento no purgatório

– Queima da Belha gigante

23h00 – Galandum Galundaina

Ayom | Música do Atlântico Negro

Klaci | Live act trance

A Serração da Velha

A tradição guarda ritos ancestrais que o folclore procura reconstituir. Muitos desses costumes têm a sua origem na religião primitiva dos povos que nos antecederam e da mistura dos quais descendemos.

Com a introdução do Cristianismo na Península Ibérica ao tempo da ocupação romana, muitos desses rituais adquiriram novas formas, mais de acordo com a religião emergente.

Os sítios sagrados e os templos pagãos foram arrasados para dar lugar a igrejas cristãs, as festividades adquiriram novos significados e designações e até as divindades passaram com os seus atributos a servir as novas crenças.

Sob os alicerces de uma catedral românica ou gótica encontramos invariavelmente vestígios de antigos locais de culto a deuses pagãos.

As celebrações do Natal cristão e as fogueiras de S. João vieram substituir as saturnais romanas e os ritos solsticiais da entrada do Verão. Os deuses outrora idolatrados no cimo dos montes, promontórios e nascentes de água surgem agora revestidos de uma nova santidade.

A própria toponímia revela-nos antigas práticas religiosas como sucede com a serra do Larouco a invocar o culto ao deus Laraucus. Também a frequente designação de “Águas Santas” a registar a existência de nascentes de água, não raras as vezes associadas à ocorrência de milagres cristãos. Ler+

Serração da Velha

A “Serração da Velha” é uma atividade tradicional que se realiza em diversas localidades do nosso país, na quarta-feira da terceira semana da Quaresma.

Vamos apresentar informações sobre esta tradição na Freixianda (Ourém), no Alto Minho, em Carreço (Viana do Castelo), e na localidade de Vestiaria (Alcobaça). Aqui

 

Melânia Gomes junta a sua às ‘várias vozes’ do GEA

Espetáculo de apresentação do “Grupo Etnográfico de Areosa, a Várias Vozes”

Melânia Gomes, a atriz portuguesa que considera Viana do Castelo “a sua casa”, vai participar no espetáculo de apresentação do novo álbum “Grupo Etnográfico de Areosa, a Várias Vozes”.

Esta iniciativa vai realizar-se no próximo dia a 13 de março de 2020, pelas 22h00, no Centro Cultural de Viana do Castelo.

Enamorada da cultura local, Melânia Gomes diz que “é um enorme prazer voltar a Viana do Castelo. Ainda mais para participar numa iniciativa arrojada e inovadora que pretende aliar a tradição e a modernidade. A ela vão juntar-se  inúmeros músicos que irão homenagear, com a sua presença e o seu saber, a cultura popular portuguesa.”

Recorda-se que a atriz foi homenageada com o Prémio “Máscaras de Ouro”, em 2008. Foi considerada a melhor atriz de cinema pelos Prémios Áquila 2014, pelo seu trabalho em “7 Pecados Rurais” de Nicolau Breyner.

Em Viana do Castelo, cidade da sua infância e juventude, já protagonizou a peça “Perdição”, um espetáculo de Fernando Gomes, com o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana.

CD com repertório do GEA

Neste novo CD, o GEA volta a valorizar o património cultural local que nos torna únicos aos olhos do mundo globalizado.

O projeto integra cerca de 50 músicos, tais como: o maestro Vítor Lima, Rafaela Alves e Diana Leitão dos Contraponto, a soprano Tânia Esteves e a fadista Elsa Gomes.

Mas, também, uma nova geração de músicos profissionais que engrandecem a cultura popular e as tradições portuguesas recuperando-as e trazendo-as para a atualidade.

Entre eles: Celina da Piedade, Daniel Pereira Cristo, Augusto Canário, Pi d’Areosa dos Sons do Minho e Ana Santos.

Para além destes, o CD inclui atuais e antigos componentes do  Grupo Etnográfico de Areosa, assim como alguns dos seus amigos de sempre: Júlio Viana, da Orquestra Sopro de Cordas; João Gigante, do projeto PHOLE; Dario Rocha; a Tuna de Veteranos de Viana do Castelo e Fabíola Carneiro.

21 temas interpretados pelo GEA

Neste CD são apresentados 21 temas interpretados pelo GEA desde a sua fundação, mas também “Rosa Tirana”. Esta é uma canção original composta pelo maestro José Pedro, com letra de José Fernandes.

Este projeto integra, ainda, o trabalho dos artistas plásticos João Gigante e Hugo Soares e das designers Helena Soares e Sara Costa, que “vestem” o CD com as suas criações. A produção áudio é de Pedro Alves.

Os instrumentos utilizados são: bandolim, braguesa, cavaquinho, contrabaixo, guitarra, guitarra baixo, violino, violoncelo, flauta transversal, gaita-de-foles, acordeão, concertina, assim como vários instrumentos de percussão.