Em Andorra, as Janeiras abrem a porta a 2019

 

A partir do próximo dia 12 de Janeiro, os elementos do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ vão percorrer o Principado de Andorra, para desejar bom ano novo, cantando, como manda a tradição, no idioma de Camões.

Durante três fins-de-semana, a tradição portuguesa de cantar as Janeiras, vai ser partilhada em diversas igrejas do país, lares de idosos, estabelecimentos comerciais geridos por portugueses e andorranos, bem como em inúmeras colectividades. Devidamente trajados para a ocasião, e desafiando a neve e as baixas temperaturas que se vão fazer sentir, os tocadores e cantadores do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’  vão de casa em casa, promovendo a cultura tradicional portuguesa.

No domingo, dia 20, o Grupo será recebido pelo Copríncipe de Andorra e Arcebispo da Seu d’Urgell em Espanha, Joan-Enric Vives i Cecília, e, na Catedral de Santa Maria d’Urgell, vão animar a celebração da Eucaristia dominical, no final da qual vão ser cantadas as tradicionais Janeiras.

Durante esta 14ª edição de cantar as Janeiras, os tocadores e cantadores do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’  vão visitar mais de três dezenas de locais, estando já assegurado o convívio e a tradição pois espera-se que os donos da casa ofereçam alguns “tostões” ou produtos típicos e os melhores vinhos da adega.

 

Sobre Andorra…

«A história de Andorra, um micro-estado europeu localizado nos Pirenéus, ligado à nação catalã, mas que conseguiu manter certa autonomia até a independência de 1994. Andorra sempre teve dificuldades com a Espanha e França, que não respeitaram sempre a sua independência.

O principado de Andorra foi durante séculos um território essencialmente agrícola e de pastorícia, onde a prática da caça era frequente. Segundo algumas lendas, Carlos Magno teria sido o fundador de Andorra. No entanto, Andorra foi povoada desde a Pré-história e o antigo povo dos “Andosins” é mencionado em escritos da Antiguidade. A independência de Andorra é reconhecida de facto pela primeira vez na época carolíngia quando forma um semi-Estado da Marca de Espanha para proteger o império das invasões árabes.

Durante muito tempo isolada e pouco povoada, Andorra cultivou costumes arcaicos, com um sistema de administração de partilha do trono entre o chefe de Estado francês e um bispo catalão e o “Conselho da Terra”. Durante a segunda metade do século XIX, o principado conheceu uma forte oposição entre conservadores e apoiantes da democratização e abertura ao turismo. No século XX, a construção de infraestruturas tais como estações de esqui, estradas e hotéis, tornam Andorra num grande centro turístico e comercial, graças a taxas muito baixas sobre alguns produtos de consumo, mais caros no resto da Europa, assim como ao sistema de paraíso fiscal.» Fonte e continuar a ler

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Janeiras e Reisadas – tradições a preservar

«Chegou o Janeiro e com ele as janeiras. Pelos caminhos das aldeias seguem os reiseiros com as suas violas e bandolins, harmónios e cavaquinhos, indo de porta em porta cantar os reis e pedir alvíssaras. No Minho cantam os Reis Velhos e os Reis Galegos. As portas abrem-se para os receber e o anfitrião é presenteado com descantes como o menino o foi pelos reis magos com oiro, incenso e mirra no dia do seu nascimento. Após escutar com atenção os versos que lhe foram dedicados, o dono da casa convida-os a entrar e recebe-os com algumas iguarias que retira do fumeiro. Se quem recebe é generoso pode festa durar até às tantas. Contudo, se a espórtula é fraca e o acolhimento pouco amistoso, os reiseiros lançam-lhe à despedida algumas quadras satíricas em lugar dos habituais agradecimentos.» Continuar a ler