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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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  "Ganchas" de São Brás

 

As ganchas de São Brás são um «rebuçado» original da região de Vila Real.

Não fazem parte da chamada doçaria conventual, que tem expressão significativa na culinária transmontana, estando antes ligada às crenças religiosas e populares, mas com esteios de factos verdadeiros e históricos. Não lhes faltam também o complemento, comum a muitas outras, da fantasia de algumas lendas e tradições.

Estas, tantas vezes alicerçadas nas páginas do passado, vão adquirindo o «travo» que o tempo adultera e modifica ao gosto da época ou do contador. Mesmo que escritas, e não sendo coevas dos acontecimentos ou documentadas em provas irrefutáveis, ficam à mercê do testemunho oral até que os historiadores e cronistas as registem, quantas vezes já algo afastadas da realidade.

Não restam porém dúvidas que as ganchas estão associadas a São Brás que, vivendo nos primórdios do Cristianismo (séc.IV), tomou a púrpura do bispado.

Fez porém primeiro a sua vida no deserto em completo isolamento e oração, o eremitério onde não terá esquecido os seus estudos de medicina, e foi ali que o mandaram chamar para desempenhar o cargo diocesano na sua terra natal, Sebaste, cidade da Arménia.

Tornou-se assim num dos Bispos da Igreja que ascendeu à santidade, estatuto para que contribui o testemunho de obra ímpar e exemplo de vida, milagre acontecido na presença e acção ou por sua mercê e benção na ausência.

Ao regressar à sua cidade para a sua nova missão de «pastorear um rebanho» que até ali o deserto lhe não proporcionara, encontrou uma pobre mulher que lhe apresentou um filho de tenra idade, que tinha uma espinha entalada na garganta.

A criancinha estava já roxa e agonizante quando o santo se acercou dela. Pôs-lhe as mãos nas faces e garganta e, depois de umas orações, deu-se o milagre: o rebento depressa recuperou o brilho dos olhos, o sorriso infantil iluminou-lhe o rosto e, ao mesmo tempo, acenou com gratidão a quem lhe fizera desaparecer o mortal padecimento.

Ficou a partir daí São Brás a ser conhecido como o orago e arrimo dos sofredores da garganta, e não tardou a que pelas proximidades, e sendo ele médico, o campo das maleitas encomendadas não se alargasse a outras do foro oral e otorrino.

Foi por algumas destas razões históricas que se chegou às origens das ganchas. É a solução incompleta e sem certeza feita, como acontece com factos e acontecimentos da raiz dos tempos, e sujeita ao que os tempos e as gentes por certo modificaram, e que a aturada pesquisa não conseguiu expurgar.

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Retirado de folheto promocional da Região de Turismo da Serra do Marão. Pesquisa histórica de Juvenal Cardápio


   

 

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