[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]  [ FAQs ]  [ Registar site ou blog ]  [ Enviar informações ]  [ Loja ]   [ Contactos ]

 
"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Confrarias
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
 

Pub
 
»» O SABER NÃO OCUPA LUGAR >> Textos, Opiniões e Comentários Pub


Técula-mécula: o símbolo da doçaria de Olivença
 

 

Carlos Gomes(*)

Pese embora a influência sobretudo extremenha resultante de mais de dois séculos de ocupação ao longo dos quais foi incentivado o povoamento por pessoas oriundas de outras regiões de Espanha, persistem ainda em Olivença marcas visíveis da cultura portuguesa, nomeadamente na sua gastronomia tão caracteristicamente alentejana. São disso exemplo as tradicionais sopas de cação, o gaspacho, as caldeiradas de peixe, as migas e o cozido.

Também a doçaria tradicional oliventina presenteia-nos com as características pinhoadas, cavacas, ovos-moles, bolo podre, jesuítas e, o mais apreciado de entre todos, a famosa técula-mécula que constitui uma espécie de tarte feita de amêndoa e ovo. À semelhança do que se verifica um pouco por todo o país, também estas guloseimas da doçaria de Olivença deverão ter origem conventual, porventura no Convento das Clarissas ou de São João de Deus.

A forma como é confeccionado e o seu paladar característico evidenciam um gosto genuinamente português, da mesma forma que as designações que tomam para si remetem para a doçaria tradicional de outras regiões, como sucede com as célebres pinhoadas de Alcácer do Sal e os ovos-moles de Aveiro. Em geral, todas estas especialidades distinguem-se da que existe na Extremadura espanhola e são consideradas únicas em Espanha, constatação que apenas vem reforçar a convicção acerca das suas origens portuguesas. Porém, melhor do que nos perdermos em considerações, valerá a pena ir a Olivença e apreciar as suas delícias gastronómicas, ao mesmo tempo que se aproveita para visitar o Museu Etnográfico e contemplar os monumentos que atestam a portugalidade daquela cidade alentejana sob administração de Espanha. Até lá, deixamos a receita possível da técula-mécula a tentar os apreciadores de guloseimas.

 

(*) Jornalista, Licenciado em História

A técula-mécula é uma das especialidades mais afamadas da doçaria tradicional de Olivença.
(Foto: Carlos Gomes)

Textos de Carlos Gomes - Index>>>

Outros Textos e Opiniões >>>

Pub
 

Pub

     

        

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2014  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster