Provérbios e ditados populares sobre medicina caseira              

 

Uma listagem, muito interessante, de provérbios e ditados populares sobre a “medicina caseira”, e que foram passando de geração em geração, até aos nossos dias:

» Quem come a correr, do estômago vem a sofrer.
» Ao comer, nem um sobrescrito ler.
» Depois de comer, nem uma letra ler.
» Depois de jantar e depois de cear, passear.
» Quem em Maio não merenda à morte se encomenda.
» Quem ceia e logo se vai deitar má noite há-de passar.
» A ceia quer-se sem sal, sem luz e sem moscas.
» Quem bem ceia bem dorme.
» Ceia pouco: dormirás como um louco.
» Lombrigas e largas ceias têm as sepulturas cheias.
» Ao que demais come abre-lhe o garfo a cova.
» Se és velho e comilão, prepara o teu caixão
» Mais mata a gula que a espada.
» Quem come pouco aproveita muito.
» Come como são e bebe como doente.
» Conforme comemos, assim vivemos.
» Come bem e folga: terás vida longa.
» Não comas quente: não perderás o dente.
» Não comas cru nem andes com o pé nu.
» O peixe deve nadar três vezes: na água, no molho e no vinho.
» Peixe de Maio a quem o pedir dai-o.

 

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» Sável em Maio: maleitas todo o ano.
» Sardinha em Abril: vê-la e deixá-la ir.
» Em Agosto, nem sardinhas nem mosto.
» Por S. Silvestre, bacalhau é peste.» Pão quente: nem a são nem a doente.
» Pão quente: muito na mão e pouco no ventre.
» Pão quente e vinho novo: homem morto.
» Pão tremês nem o comas nem o dês.
» Pão de ontem, carne de hoje e vinho do outro Verão fazem o homem são.
» Comer até enfermar: jejuar até sarar.
» Come caldo, vive no alto, anda quente e viverás longamente.
» Quem com águas se cura pouco dura.
» Água fervida prolonga a vida.
» Água gelada e pão quente fazem mal ao ventre.
» Onde sobeja a água, falta a saúde.
» No Verão, torneira; no Inverno, padeira.
» Com caracóis e figos lampos, não bebas água.
» Malvas e água fria fazem um boticário num dia.
» A quem Deus quer dar a vida, água da fonte é mezinha.
» Não comas caldo de nabos nem o dês aos teus criados.
» Um dia frio e outro quente põem o homem doente.
» Vinho verde em Janeiro é mortalha no telheiro.
» Vinho turvo, figos verdes e pão quente são inimigos da gente.
» Vinho com melancia traz azia.
» Vinho com melancia dá pneumonia. e bom cavalo.
» Casa onde não entra o sol entra o médico.
» Se tens casa húmida, abre conta na botica.
» Tabaco e aguardente transformam o são em doente.
» Noite perdida nunca é restituída.
» Alho e limão são meio cirurgião.
» Laranja, antes do Natal, livra de catarral.
» Se queres teu homem morto, dá-lhe pepinos (ou couves) em Agosto.

 

» Mais vale romper sapatos que lençóis.
» Contra os maus humores, grandes suores.
» O braço quer peito, a perna leito.
» Quem sofre de coração não tome banho suão.
» Livra-te dos ares, que eu te livrarei dos males.
» Mordedura de cão cura-se com o pêlo do mesmo cão.
» Leitão e ovos, dos velhos fazem novos.
» Vai-se o mal, comendo ovos sem sal.
» Quem bem urina dispensa medicina.
» Fora de horas urinar, sinal de enfermar.
» Vida regrada, vida prolongada.
» Vida desregrada, velhice pesada.
» Comidas apimentadas: borbulhas às carradas.
» A doença e a dor conhecem-se pela cor.
» Doença bem tratada é pouco prolongada.
» Quem bem se cura muito dura.
» Quem bem se cura não se regala.
» O que arde cura.
» Para grandes males grandes remédios.
» Mais cura a dieta que a lanceta.
» Mal que não tem cura é a velhice e a loucura.
» Pior é ter mau médico do que estar enfermo.
» A doença é o celeiro do médico.

» Deus é que cura e os médicos é que recebem o dinheiro.
» Quem tem doença abra a bolsa e tenha paciência.
» Quem quiser morrer de velho siga este conselho: casar tarde, enviuvar cedo, fugir do salgado e do azedo.
» Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
» Feridas de ternura quem as faz também as cura.
» Quando o mal é de morte, o remédio é morrer.
» Mel, se o achaste, come o que baste.
» Dores, com pão, depressa se vão.
» Come pão, bebe água e viverás sem mágoa.
» Debaixo da nogueira, não faças cabeceira.
» Come queijo de ovelha, manteiga de vaca e leite de cabra.
» Para ter saúde, pouca cama, pouco prato e muito sapato.

Fonte: “Literatura Popular de Trás-os-Montes e Alto Douro” – Joaquim Alves Ferreira, IV Volume, 1999 | Imagem de Peter H por Pixabay