Jornadas do Património Cultural Imaterial 2018

 

Realizaram-se, no passado dia 29 de Julho, na vila de Torre de Dona Chama, as Jornadas do Património Cultural Imaterial 2018. Esta iniciativa foi promovida pela Associação Dona Flâmula, a Junta de Freguesia de Torre de Dona Chama e Câmara Municipal de Mirandela, no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural.

Nestas Jornadas, o destaque foi para as Festas de Santo Estevão, realizadas sempre no dia de Natal, 25 de Dezembro, e que remontam a uma tradição longínqua, na região do Nordeste Transmontano.

O que descobrimos sobre a Festas de Santo Estevão de Torre de Dona Chama?” foi umas das comunicações do evento que apresentou os resultados da participação da Associação Dona Flâmula no Programa EDP tradições 2016/2018. A população torriense ficou assim mais sensibilizada para a tradição da sua festa e com mais consciência daquilo que é necessário preservar.

As Jornadas do Património Cultural Imaterial 2018 terminaram com um debate intitulado “Entre Caretos e Mouriscas – festas performativas com património cultural e imaterial”, tendo participado os representantes do Centro de Documentação da Bugiada e Mouriscada (Sobrado, Valongo), Paulo Moreira, do Núcleo Promotor do Auto da Floripes 5 de Agosto (Viana do Castelo), Pedro Rêgo, e da Associação Caretos de Podence (Macedo de Cavaleiros), António Carneiro, com o objetivo de partilhar ideias e experiências.

No âmbito desta iniciativa, está patente, na Galeria, a exposição fotográfica “Festa dos Caretos, dos Rapazes e de Santo Estevão da Torre de Dona Chama”.

As Jornadas contaram com a presença da presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Júlia Rodrigues, e da vereadora com os Pelouros da Cultura e do Património Histórico, Vera Preto.

 

Sobre Torre de D. Chama…

«O primeiro foral dado a Torre de D. Chama data de 1287, e foi outorgado por D. Dinis. O concelho foi extinto poucos anos mais tarde, e restabelecido em 1299, por carta que ampliava os privilégios da primeira. Recebeu foral novo de D. Manuel, em 1512. Foi extinto em 1855, e integrado em Mirandela. Conserva o vetusto pelourinho, que compartilha com um antiquíssimo berrão (ou porco em pedra, de origem pré-histórica).» Fonte

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