Grupos Folclóricos do Alentejo

 

“O Alto Alentejo tem o clima de Trás-os-Montes; a temperatura média é mais elevada (16º a 17º), porque a menor altura das montanhas dá frios menos intensos no Inverno; as chuvas estivais são menores também (30 a 50 mm). Fronteira aberta da Espanha, a raia apenas convencionalmente o divide da Estremadura castelhana. As mesmas planícies onduladas, as mesmas culturas cerealíferas, as mesmas florestas de sobros e azinhos, as mesmas vinhas, os mesmos costumes, os mesmos homens, estão de um lado e de outro da fronteira. Torrado pelo sol, a face barbeada, de olhar vivo, gesto livre, porte nobre e seguro, bizarro, folgazão, hospitaleiro e comunicativo, o Alentejano exprime no seu todo a grandeza um tanto austera do chão sobre que vive. Não é decerto um grego de Atenas, mas é um grgo da Beócia. Os seus campos são um granel, os seus montados um viveiro.

Quando nas longas e alinhadas estradas, entre lençóis de matas de azinho escuro, sob o calor de um sol dardejante, divisamos ao longe uma pequena nuvem de poeira que a luz ilumina, e ouvimos o tilintar alegre das campainhas de guizos nas coleiras dos machos – é o caseiro que a trote largo, com a cara redonda e alegre, o ventre apertado nos seus calções de briche oreto, vai à feira de Vila Viçosa, em Maio, ou à de Évora, em Junho, tratar dos negócios da lavoura. A distância, vem o arreeiro no seu carro toldado, guiando a récua de machos carregados de odres de vinho; logo o pastor com o guarda-mato de pele de cabra, cajado ao ombro, conduzindo as ovelhas, a vara de porcos, gordos, como texugos, ou a boiada loura de longas hastes. O sol ardente dá tom a todas as cores, vida a todos os movimentos; sufoca-se, a poeira cega, e os bagos de suor camarinham na testa.

O alentejano diz pouco, e raro canta: não é misantropia, é indiferença. O idílio não pode seduzir a quem vive em ampla comunhão com campo largo, o céu sempre azul, o sol sempre em fogo. Apenas, de Verão, baila ao som das guitarras nas noites calmosas, fazendo a vigília aos seus santos favoritos não para esquecer um trabalho que lhe não dói, mas para dar largas aos seus amores de um momento.” (Oliveira Martins, in “Portugal – A Terra e o Homem”)         

 

Alto Alentejo

Grupo Folclórico “A Convenção” de Evoramonte

Rancho Folclórico e Etnográfico Montemorense
Danças e Cantares da região Montemor-o-Novo. Divulgação e preservação da cultura Tradicional do concelho de Montemor-o-Novo

Rancho Folclórico “As Mondadeiras” de Casa Branca – Site
Historial fotos e descrição do Grupo

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Santo António das Areias
O blogue oficial do Rancho Folclórico de Santo António das Areias, onde se pode ver a sua história, o calendário de actuações e festas organizadas pelo grupo.

Rancho Folclórico e Etnográfico de Campo Maior – Site
Blogue onde damos a conhecer as actividades do nosso Rancho.

Rancho Folclórico Nossa Senhora da Alegria – FB

Rancho Folclórico Flor do Alto Alentejo – Site

 

Baixo Alentejo

Rancho Folclórico “Verdes Campos” de Jungeiros – Site
Breve historial do Rancho, fotos do museu, trajes e algumas modas e contactos.