[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]  [ FAQs ]  [ Registar site ou blog ]  [ Enviar informações ]  [ Loja ]   [ Contactos ]

 
"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Confrarias
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
 

Pub  
   
»» Sabia que.... Informações e curiosidades sobre os alimentos Pub

BORREGO DE MONTEMOR
O Marquês de Pombal incentivou a criação de gado merino. No Alentejo surgiram lãs finas e descobriu-se a delicadeza da carne de borrego em terras de Montemor.
 


Foi a transumância que trouxe para cá as primeiras ovelhas de raça merina. Esta espécie de rito coreográfico que conduz o gado de uma zona de pasto para outra quando o clima se transmuta gradualmente de Verão para Inverno, começou há largos séculos na Península Ibérica. Desde a Idade Média que os espanhóis conduziam os seus rebanhos para as terras raianas do Alentejo em busca de melhores pastos. O movimento inicial era esporádico e servia apenas para evitar alguns rigores climáticos do outro lado da raia.

A raça merina é tida como originária de Espanha, provavelmente através do cruzamento com ovinos do Norte de África. Foram os movimentos de transumância que introduziram gradualmente as ovelhas na pecuária alentejana. A criação desta raça quase se extinguiu com o início das guerras da Restauração, que puseram fim ao domínio filipino. Mais tarde, quando o Marquês de Pombal oficializou a introdução de ovelhas espanholas de raça merino, de presença pontual nos pastos da planície dourada passou a fonte de rendimento na economia local.

Os rebanhos foram sendo aclimatados às diversas regiões do país para se obter lã, peles e carne. A partir do século XVIII a raça merina expandiu-se também a outros países da Europa e Portugal começou a exportar lãs de qualidade. No século XIX o distrito de Évora já gozava deste prestígio como documenta O Archivo Rural de 1867:«É alli que se produzem as lãs brancas de typo merino, algumas d'ellas bastante finas, como são por exemplo: as de Montemor.» O aperfeiçoamento da criação deu origem à raça 'merino branco regional' e demonstrou que a zona de Montemor possuiu um ecossistema peculiar que salienta as qualidades da carne.

Desde meados do século passado que a produção de carne tem sido melhorada pelos criadores locais. Este empenho permitiu certificar o borrego de Montemor-o-Novo em 1996. Os pastos de azinheiras, sobreiros e zambujeiros contribuem para a qualidade de alimentação dos pequenos ruminantes após os 60 dias de aleitamento materno. É nessa fase que a bolota, as forragens e os cereais transmitem à suculenta carne um gosto que distinguem os borregos montemorenses de outros existentes na região e também certificados com as Indicações Geográficas de 'Nordeste Alentejano' e 'Baixo Alentejo'.


Passaporte gastronómico

Nome: Borrego de Montemor-o-Novo IGP
País: Portugal
Morada:
14 freguesias distribuídas pelos concelhos de Arraiolos, Évora, Montemor-o-Novo e Mora, numa área de 138.000 hectares.
Data de nascimento: Século XVIII
Particularidades:
Borregos da raça 'merino branco regional', com 90 a 120 dias de idade, nascidos e criados numa das freguesias da zona delimitada. Deve ser temperada com poucos condimentos para realçar o sabor suave e característico.

Texto de Fortunato da Câmara e foto de Helena Garcia - Essencial/SOL - nº231
Também poderá gostar de ler sobre...
» Azeitonas de Elvas
» Batata doce de Aljezur
» Castanha da Padrela
» Citrinos do Algarve
» Presunto de Barrancos


Pub

 

Pub

     

        

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2014  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster