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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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  FALACHAS

Preparam-se do modo seguinte: as castanhas picadas são moídas em moinhos de água, com mós de granito, sendo, previamente, levadas ao forno quente para endurecerem e se moerem melhor a farinha é passada por peneira fina para a livrar de impurezas e não deixar passar a farinha mais grossa, que se não aproveita. A farinha é amassada em água tépida e a massa é preparada de modo igual á do pão de milho, sem levar crescente; fica no tabuleiro algum tempo, sem fintar. Colocam-se numa pá de forno folhas de castanheiro, por cima das quais se estende a massa, a que se dá a forma circular, pondo-se por cima outra camada de folhas de castanheiro, que se colocam com a mão para aderirem à massa. Mete-se a massa no forno, bem quente, que ficará bem cozida, o que se vê se a cor é alourada.

As falachas fabricam-se nos meses de Novembro a Março e conservam-se até oito dias depois de feitas. Vendem-se nas feiras que se realizam na vila de Cinfães, nos dias de 10 e 26 de cada mês, e na da freguesia de Nespereira, do mesmo concelho de Cinfães, nos dias 4 e 18 de cada mês também. No dia 25 de Março de cada ano realiza-se no lugar da Senhora de Cádis, em S. Cristóvão, do referido concelho, uma feira, conhecida por Feira das Falachas, onde se vendem muitíssimas.

As falachas fabricam-se nos lugares de Casal de Vila Viçosa, do concelho de Cinfães, sendo as mais procuradas as de Vila Viçosa; às mulheres que as fabricam e vendem chamam falacheiras.

Diz o povo que as falachas devem ser tendidas no cu de uma velha, para serem mais saborosas.

Quando ao abrir uma castanha se vê que é filhada, quer dizer, quando há mais que uma dentro da mesma casca, é costume, em Baião, distribuir-se cada uma destas pelas pessoas presentes, as quais se ficam chamando Filipinas. No dia seguinte, a primeira pessoa que se lembrar de dar os bons dias às outras tem de dizer:

- Bons dias Filipinas!

E recebe delas uma prenda, conforme combinação da véspera, por exemplo, rebuçados, bolos, um boneco, etc…; não dizendo nada e dizendo as outras, paga ela a prenda.

Fonte: J.Leite de Vasconcelos - Etnografia Portuguesa


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