"Há necessidade de nunca esquecer que tanto as cantigas como as músicas e as danças não se limitam a determinada região. Embora tenham tido a sua origem em dado local ou aí haja domínio marcante de certas espécies, observa-se larga difusão de terra em terra. Assim, nota-se que o vira se canta e dança do Minho a Lisboa; o malhão e a chula expandem-se pelo Minho, Douro e Beira Litoral; valiosíssimos corais existem em larga escala no Baixo Alentejo e no Minho; o fandango reina todo poderoso no Ribatejo, mas é igualmente querido em todas as províncias; é «dançado de lés a lés», afirma Armando Leça na sua Música Popular Portuguesa. E inúmeros outros exemplos poderiam ser aduzidos." (Maria Arminda Zaluar Nunes)

 

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Cantigas de Romaria e Cantigas de Trabalho

Cantigas de Romaria

«As festas e romarias, tão caras à alma do nosso povo, crente e folgazão, têm uma função simultaneamente religiosa e social.

A elas afluem, de todas as partes por onde andam dispersos, os filhos da terra, para alimentar a fé que os liga à sua igreja e fortalecer as raízes que os ligam ao seu torrão natal.

Nelas se robustecem velhas amizades e se criam outras novas, embora, às vezes, se gerem também discórdias, porque o calor aperta e o vinho sobe à cabeça dos romeiros, o que felizmente se vai tornando cada vez mais raro.

Depois de satisfeitas as devoções e cumpridos os votos, vá de dar largas à emoção e à alegria, num convívio salutar e fraterno, com os parentes e amigos, cantando e dançando, no largo da igreja ou no recinto da ermida.

Para isso, o próprio povo criou, na linha das cantigas de romaria, uma poética especial, que contempla, ao mesmo tempo, a religião e o amor.(...)»

Cantigas de Romaria e Cantigas de TrabalhoCantigas de Trabalho

«Após as romarias, em que o povo se diverte e descontrai, volta o trabalho, que é duro e penoso.

Para amenizar essa dureza, não há nada como cantar: Quem canta seu mal espanta.

Por isso, não faltam no reportório do povo canções para esse fim, e em maior abundância do que para os dias festivos, já que são mais os dias de labor do que os de lazer.

Outrora, sobretudo no meio rural, o trabalho era todo feito a cantar. O eco dos sachadores e dos ceifeiros elevava-se nos ares, enchia os vales e as encostas, fazendo do campo um vasto auditório musical.

Infelizmente, essa alegria tende a desaparecer, se é que não desapareceu já. Á medida que a máquina substitui o esforço humano, deixa de se sentir a necessidade de se cantar.

Por isso, hoje, o povo já não canta no trabalho. Ou, se o faz, não canta as suas próprias canções. Entoa músicas estranhas, sem alma nem beleza, que nada têm a ver com a sua identidade cultural e que lhe são impingidas pela propaganda radiofónica, em nome duma arte e de progressos muito duvidosos.

É a perda de uma faceta importante do nosso povo. É o requiem por uma cultura que se extingue.

E é pena.(...)»

Joaquim Alves Ferreira in Literatura Popular de Trás-os-Montes e Alto Douro - II volume - Cancioneiro
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