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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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»» ARTESANATO >> “Artesanato – as marcas de um povo” - Tecelagem Pub
Pub Artesanato no distrito de Vila Real  
 

 

Tecelagem

O Bragal” – tecido de puro linho, nasce de um ciclo trabalhoso, a que ainda é possível assistir em alguns pontos do distrito de Vila Real.

Entre Abril e Maio, a semente – a linhaça – é lançada à terra, cuja preparação para a receber exige inúmeros cuidados – vessada. São necessárias as regas certas e muito saber, não vá o tempo pregar alguma.

A escolha do dia do arranque, entre Julho e Agosto, é ditada pelo estado de amadurecimento da cápsula, “bagalha”. A partir daqui começa o processo árduo de preparação. Apesar do esforço que exigiam, outrora, eram realizadas com um forte espírito comunitário, alegre e colorido, constituindo assim, na sua essência, uma espécie de tarefas-festas, onde, de uma forma simples, se trocavam os favores entre familiares e amigos – arrinca e espadada.

O bater ritmado da espadada no cortiço era acompanhado pelo som das concertinas, canções divertidas e gargalhadas, num misto de galhofa e trabalho.

O processo:

- Arranque, “arrinca ou arriga”;
- Empoçar;
- Desempoçar e estender;
- Maçar antes do espadar;
- Assear antes do fiar;
- O fazer e cozer na barrela das meadas;
- O lavar das meadas e o estendê-las a corar;
- O converter das meadas em novelos;
- O encher das canelas;
- Urdir a teia;
- Finalmente, o tecer;
(Saber mais sobre as fases do linho)

É no tear, verdadeiro “casulo” que começam a surgir os lindíssimos trabalhos, com desenhos ripados em algodão, tecidos com “suor”, “alma” e “paixão”, num esvoaçar ritualizado de fios e mãos.

Trás-os-Montes tem fiel representação desta arte em Montalegre, Boticas, Cerva, Limões, Agarez e Ermelo [também em Couto – Adoufe]. De forma homogénea, todos os trabalhos reflectem um preciosismo inigualável, diferindo apenas, num pormenor ou noutro, do desenho ou forma. Aqui faça-se um merecido destaque para os famosos “manteses” de Limões e Cerva, minuciosos bordados em relevo, realizados com a ajuda de uma agulha, tipo renda, no próprio tear.

Conhecer mais sobre o ciclo do linho>>>

A tecedeira e o tecelão>>>

O linheiro e a linheira>>>

 

Fonte: Guia “Artes e Ofícios Tradicionais do distrito de Vila Real” – 1999 – NERVIR

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